Ao Farol




07 abril 2011


Podia ser ela mesma, quando estava só. E era isto que precisava fazer com frequência: pensar. Bem, nem mesmo pensar. Ficar em silêncio; ficar sozinha. E toda a existência, toda a atividade, com tudo que possuem de expansivo, brilhante, vibrante, vocal, se evaporavam. Então podia, com uma certa solenidade, retrair-se em si mesma, no âmago pontiagudo da escuridão, algo invisível para os outros.


Romance: Ao Farol; tradução de Luiza Lobo. Ediouro, pág. 67.
http://virginiawoolf.wordpress.com/

2 comentários:

  1. Todo precisamos de momentos de recolhimento. Aí podemos ser nós mesmos.
    Bjux

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  2. Olá menino:
    eu to dengosa e vc sumido... Boa sua presença aqui! Saudades!
    Grande abraço!
    Concordo com vc!

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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