Germina saudade




22 maio 2011


Parece que estais aqui
Sentindo
Minha mão em seu rosto!
À distância
 Torna o toque
Mais intenso...
Seus olhos em
Sorriso hipotético
Interrogam-me:
Meu sorriso de infância?
- Não sei onde o deixei!
O sabor do beijo molhado?
- Não sei onde o deixei!
O amor eterno do juramento?
- Virou saudade!
Contornei a varanda de teus olhos
E deparei-me
Com
Uma frutífera pele em tom de diamante
Como eu a  quis!
Queria receber centenas de sorrisos teus,
Mas
Agora
Resta somente a mendicância
De lembranças fragmentadas.
A avidez mais forte dos
Sonhos
Diz o poeta
Ser suficiente
Grande mentiroso ele!
Queria uma melodia
Para mandar-te,
Mas
Escondi
Meus talentos
No mais profundo escuro
Pra te machucar!
Quanta bobagem
...
Ninguém me observa!
Ninguém nos observa!
Extasiado é o retorno em meu peito
Que nunca virá!
Resta-me
No lugar daquelas rosas
Germinar saudades!

Lilian farias
22/05/2011

2 comentários:

O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

Arquivo do Blog

Direitos autorais

Copyright © 2015 • Poesia na alma