Da sofreguidão




20 junho 2011

By imagem Victoria-Rivero
É de uma performance, estomacal,  desvairada
As energias são tomadas por um pluralismo obsessivo compulsivo doloroso
As interrogações concomitantemente aliadas a escala abrupta a ingovernabilidade
Limitado o espaço
Mal nos mexemos!
A conservação é surrupiada.
Reformar o esqueleto sem novas tecnologias
Reciclar!
Debatemo-nos desarmonizamente
Para traduzir os efeitos da própria existência.
O ônus do equilíbrio é tão denso
Mas
Está no ápice da transformação.
A esperança fica contida
Em um esconderijo
Onde ninguém possa vê-la.
Redimensionamos a atenção
Olhamos a sofreguidão ao lado
Criamos teorias
Visitamos a lua
E por vezes esquecemos nossas feridas abertas
As moscas sobrevoam
Fazemos vista grossa.
A transição é longa e difícil
Não devemos esquecer o rumo da jornada
As lutas e conflitos te encontram em todas as esquinas
Mesmo
As dos vizinhos que você resolveu teorizar.
Acumulamos, dessa forma
Um terrível sabor de fel em nossos corações.
É necessário nos lançarmos na utopia da alma
Apostar em nossa condição
Conhecer o âmago
Tudo pela promoção da mudança   
Lilian farias
20/06/2011

4 comentários:

  1. O.o! Cramba! Muito bom! É triste reconhecer que a tristeza é muitas vezes a causadora das maiores belezas, a reveladora das mais incontestáveis verdades e a maior musa da poesia. A história da literatura nos traz que artista bom é o escritor sofrido (vide manoel de barros, manuel bandeira, vinícios de morais, kurt cobain, salvador dali...) e isso é algo bem inescapável, eu mesmo reconheço que meus períodos mais profícuos foram aqueles arrebatados por alguma grande dor. "as moscas fazem vista grossa para a transição londa e difícil" Genial!

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  2. hehehehehehehehe.... Concordo com Vc!
    Adoro a metamorfose das borboletas.

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  3. Mudar é sempre necessário MESMO! Intensa expressão de sentimentos. ;)

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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