O segredo da caixa (parte I)




12 junho 2011
By imagem  BLAZING GLORY II
O tempo  intrigado por essa menina, que nunca conseguiu dominar, iniciou uma perseguição! Insatisfeito, Olhei para todos os recursos possíveis a mim!
            
Alice era frágil e delicada, parecia uma cegueira faminta. Colericamente feliz por sua minúscula existência, não se importava com a sua condição. Para muitos sua existência era inerte, insolúvel e intrigante.
            
Absorta na infância a menina desconhecia a razão dos olhares espantados e faces de pedra. Na verdade a menina estendia um sorriso em direção aos narizes pontiagudos erguidos frente à soberba.

“ERA TUDO MUITO ENGRAÇADO!”

- Claro que era Alice. Ironizava a Soberba...

Na cabeça dela tudo era reconstruído, logo como poderia a soberba afetar-lhe?
De poucos amigos, ou nenhum, dedicava-se ao futuro!

“A ESPERANÇA MORAVA LÁ!”

Criou suas próprias teorias em relação à vida. Buscou suas próprias respostas. Imortalizou os amigos. Inventou os amigos. Casou-se com a natureza e fez dela o seu abrigo.  Esperava constantemente a fusão do sol com a  lua, seria a parte mais bela do dia, pois o sol e a lua eram o único par do mundo que casava diariamente!

Alice colecionava caixas. Era seu orgulho! Ninguém sabia o que ela guardava nas caixas e o porquê de tantas caixas! E nesse patamar encontrei o terreno fértil para minha vingança.

“IDEIA FIXA”
          
  Ela tinha um novo mundo com figuras antigas. Observava tudo e todos por uma  janela do seu precioso quarto. O mundo imaginário estava distante da realidade que a esperava, contudo eram assim seus dias, entre real e imaginário. Havia noites que implorava para ser uma Estrela.  inutilmente!  

ISSO ME ANIMAVA!

Decididamente não era como os outros, poderia apostar tudo que ela era diferente! Um detalhe aparentemente pequeno, se não estivéssemos falando de Alice. No mínimo era gigantescamente estranha para maioria dos mortais que a cercavam, contudo nossa protagonista era inocente dessa culpa: eles perderam a identidade! Ela não era feliz por decreto, era feliz por opção.
(lilian farias)
"A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata."
Virginia Woolf

2 comentários:

O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 

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