Cabaré das inocências




09 julho 2011

By imagemciclomono 
Cabaré das inocências
Vejamos primeiro o cenário inócuo
Gravemos na cabeça as plumas cor de mar;
O cheiro da noite;
As maquiagens em ruínas;
O requinte cru dos cabelos;
As falésias da entrada santificam o desejo.
Desculpe, mas volúpia está no cerne!
A cena mórbida me agrada.
Os anseios pulmonares são expansivos
O silêncio baila com a melodia
As camélias, lindas de deitar, Ficam a espera...
Às vezes gosto de imaginar que estou no século XVIII.

Lilian farias
09/07/2011

2 comentários:

  1. Senti o coração silencioso da terra
    Senti a batida das ondas do mar
    Senti a dureza das nuas pedras
    Duvidei sete vezes da palavra amar

    Quebrei as cadeias do pensamento
    Aprisionei o Mar numa gota de sal azul
    Vendi os sonhos aprisionados em minhas mãos
    Sentei-me para contemplar um pássaro voando para sul

    Terno beijo

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  2. Obrigada por partilhar texto tão belo!

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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