[RESENHA] A Travessia




25 novembro 2012


Fiquei muito feliz quando recebi, da Editora Arqueiro, o livro A Travessia, de William P. Young, 238 páginas. É comum, no mundo capitalizado, que pessoas dividam a vida em vitórias e derrotas. Confesso que acho essa ideia ridícula e deveras errônea. É criar um muro divisor entre acertos e erros; onde quem acerta é um brilhante vencedor e quem erra é o triste derrotado. Mas derrotado por quem? E se eu não errar como poderei saber o que é o acerto?

Sinopse: Um derrame cerebral deixa Anthony Spencer, um multimilionário egocêntrico, em coma. Quando “acorda”, ele se vê em um mundo surreal habitado por um estranho, que descobre ser Jesus, e por uma idosa que é o Espírito Santo.
 À sua frente se descortina uma paisagem que lhe revela toda a mágoa e a tristeza de sua vida terrena. Jamais poderia ter imaginado tamanho horror. Debatendo-se contra um sofrimento emocional insuportável, ele importa por uma segunda chance. Sua prece é ouvida e ele é enviado de volta à Terra, onde viverá uma experiência de profunda comunhão com uma série de pessoas e terá a oportunidade de reexaminar a própria vida. Nessa jornada, precisará “enxergar” através dos olhos dos outros e conhecer suas visões de mundo, suas esperanças, seus medos e seus desafios. Na busca de redenção, Tony deverá usar um poder que lhe foi concedido: o de curar uma pessoa. Será que ele terá coragem de fazer a escolha certa?

Sistematizar as ações humanas, no insignificante ato de erros e acertos, é mecanizar a própria essência humana; é empedrar os sentimentos e a espiritualidade. E é justamente isso que Tony vai aprender. Ao menos, por sorte, ele aprende com os erros. Um homem seco e sem amor próprio; que se isolou do mundo real e criou um mundo particular sem espaço para outras pessoas. Aliás, ele enxerga as pessoas como simples objeto.
“Para Anthony Spencer, não importava. O inverno era uma chateação e a primavera não ficava atrás. Se pudesse, removeria as duas estações do calendário, juntamente com a parte úmida e chuvosa do outono.”

Apesar de Tony ser muito rico e esperto; existe algo que ele não pode controlar: a morte. No caso de Tony diria que nem a vida. Um homem que se recusa a amar e se isola do mundo não consegue viver. E Tony começa a se sentir perseguido; até que decide ir para o seu apartamento investigar o que está acontecendo, mas não chega a nenhuma conclusão plausível. Contudo um derrame cerebral o deixa em coma e é ai que sua vida começa. Exato, em pleno coma Tony começa a viver.

Engraçado que por vezes precisamos morrer para estarmos vivos ou mesmo para descobrirmos a vida. Tony está na UTI entre a vida e a morte, mas vivendo uma experiência impar. Só e assustado Tony chora. Apesar de tomado pelo pavor sente um acalentado abraço; e sem pestanejar aceita aqueles braços juntos aos seus. Era Jesus!
Com a ajuda de Jesus e do Espírito Santo, representado por uma mulher, Tony terá uma segunda chance e começará a ver a vida com outros olhos. O final é emocionante e surpreendente. Agradeço a Arqueiro por ter me enviado a prova do livro para leitura. E fica a dica de um ótimo presente de Natal.
Por Lilian Farias
@LiliansFarias

4 comentários:

  1. Ainda não conhecia o livro mais agora estou querendo ler!
    Um beijo
    http://sonhando-com-livros.blogspot.com.br/

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  2. Eu li A Cabana e gostei, mas quando li a sinopse desse e algumas resenhas perdi a vontade.
    Só achei que ele ficou muito na mesmice do livro anterior, sei lá.

    Bjos!

    http://livronasmaos.blogspot.com.br

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  3. Sou fã do cara(Young).
    Adorei o livro A Cabana e quando comecei a ver pelo mundo literário a capa, sinopse de A Travessia, me apaixonei de cara.
    Mesmo sendo bem parecido com A Cabana, acho que vai valer a pena ler e me encantar..

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  4. Parece ser uma história linda, que coloca a gente pra refletir! Um dos tipos de livro que eu aprecio! =)

    deve ser bem emocionante ver o Tony passar por essa transformação.

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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