A Editora Landmark apresenta a obra-prima de Herman Melville




25 janeiro 2013

MOBY DICK - UM DOS MAIORES CLÁSSICOS DA LITERATURA EM EXCLUSIVA EDIÇÃO DE LUXO EM CAPA DURA BILÍNGUE.


Uma das obras máximas do Romantismo norte-americano, “MOBY DICK” foi escrito pelo escritor norte-americano Herman Melville e publicado originalmente em três fascículos com o título “A Baleia”, em Londres, em 1851, e ainda no mesmo ano em Nova York em edição integral. Somente a partir de sua segunda edição que ganha seu título definitivo, “MOBY DICK”.

O livro foi revolucionário para a época, com descrições intricadas e imaginativas das aventuras do narrador Ismael, suas reflexões pessoais, e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos, como baleias, métodos de caça, tradições navais, detalhes sobre as embarcações, funcionamentos e armazenamento de produtos extraídos das baleias. Apesar dessas características, a obra foi inicialmente mal-recebida pela crítica literária, assim como pelo público, mas com o passar do tempo tornou-se uma das mais respeitadas obras da literatura em língua inglesa. A fama de MOBY DICK e a revisão de sua importância e sua inclusão como parte do Cânone Ocidental da Literatura se inicia a partir da década de 1910, com a revisão literária realizada por Carl Von Doren e a publicação da obra “Studies in Classic American Literature”, elaborado pelo escritor, ensaísta e poeta britânico D.H. Lawrance em 1923.

Inspirado pelas experiências pessoais do autor e por outros acontecimentos que marcaram o período, Moby Dick representa, além de uma complexa narrativa de ação, uma profunda reflexão sobre o confronto entre o homem e a natureza, ou segundo alguns especialistas, entre o homem e o Criador, reforçada pela ‘universalidade’ dos tripulantes do navio “Pequod”, o que sugere uma representação da Humanidade. Obra de profundo simbolismo, MOBY DICK inclui referências a temas diversos como religião, biologia, idealismo, pragmatismo e vingança.

Herman Melville tomou como base inspiradora a história do capitão George Pollard e de seu navio baleeiro “Essex” que, em 1823, foi atingido por uma baleia antes de naufragar. Depois que o “Essex” afundou, Pollard e sua tripulação boiaram no mar sem comida ou água por três meses, e recorreram ao canibalismo antes de serem resgatados.

O narrador de MOBY DICK é Ismael, jovem aventureiro com experiência na marinha mercante, que por problemas financeiros decide voltar a navegar a bordo de um navio baleeiro, já que a riqueza com a caça de baleias era abundante. De igual forma se convence de que suas aventuras devem começar por Massachussets, região famosa por sua indústria baleeira. Antes de iniciar sua viagem inicia uma estranha amizade com um arpoeiro polinésio, Queequeg. Ambos seguem viagem no baleeiro “Pequod”, com uma tripulação formada pelas mais diversas nacionalidades e raças. O “Pequod” é comandado pelo misterioso e autoritário capitão Ahab, um experiente marinheiro, cuja perna mutilada fora decepada por uma baleia. Depois de vários dias sem ser visto, o misterioso Ahab surge no convés e revela a sua tripulação que o objetivo primordial da viagem, além da caça às baleias em geral, é a perseguição tenaz à Moby Dick, enorme mostro marinho que o privou de sua perna e que possui a fama de causar estragos a vários baleeiros que, ousados ou imprudentemente, tentaram caçá-la.

Quem será o vencedor desta luta? A razão humana ou a sede de vingança?

A história de MOBY DICK tem sido base de incontáveis adaptações, tanto para filmes, peças de teatro, ópera, balé, graphic novels e inúmeras outras mídias, tendo recebido 23 adaptações para o cinema e televisão. A primeira adaptação para o cinema ocorreu em 1926, em uma versão muda, estrelada por John Barrymore, denominada “The Sea Beast”; a mesma versão foi recontada quatro anos mais tarde, estrelada pelo mesmo elenco, já em versão sonorizada com o título “Moby Dick”. A versão mais famosa foi a realizada por John Huston, em 1956, estrelada por Gregory Peck, no papel do capitão Ahab e Orson Welles, como o padre Mapple, com roteiro elaborado pelo escritor Ray Bradbury. As versões mais recentes foram as realizadas para a televisão: Moby Dick, de 1998, vencedora do Globo de Ouro, estrelada por Patrick Steward como Ahab e Gregory Peck como padre Mapple; e a mini-série para a televisão, de 2011, dirigida por Mike Barker, estrelada por William Hurt como Ahab e Ethan Hawke como Starbuck. 


HERMAN MELVILLE (1819-1891): escritor, poeta e ensaísta norte-americano. Embora tenha obtido grande sucesso no início de sua carreira, sua popularidade foi decaindo ao longo dos anos. Faleceu quase completamente esquecido, sem conhecer o sucesso que sua mais importante obra, o romance "Moby Dick", alcançaria ao longo do século 20. Vivendo uma juventude sacrificada, após a morte do pai, parte para a vida no mar, a bordo de vários navios. Anos mais tarde, em 1849, contaria no livro "Redburn" a decepcionante experiência dessa viagem em relação aos marujos grosseiros e a exaustão da vida a bordo. Toda essa experiência da luta dos homens contra a baleia marcou o espírito de Melville. Em julho de 1842 desembarcou com um amigo na ilha de Nuku-Hiva e após ser abandonado por este, e com a perna ferida foi resgatado um mês depois pelo 'Lucy Ann', um baleeiro australiano. As peripécias nesse navio e a descrição do modo de vida dos nativos da ilha resultam no livro TYPEE, uma reportagem narrativa. As experiências vividas em Papeete, no Taiti, após desembarcar do Lucy Ann, foram revividas em seu livro OMOO, de 1847. Em 1851, na placidez da fazenda comprada em Pittsfield, ao lado da esposa e dos filhos, terminou a história baseada nas experiências vividas no baleeiro Acushnet, contando as aventuras do Capitão Ahab, louco de dor e solidão, comandante do baleeiro Pequod contra a baleia branca MOBY DICK, obra recebida pela crítica da época como um romance superficial. O livro, dividido em três volumes, foi publicado em 1851 com o título de "A baleia" e não obteve sucesso de crítica, tendo sido considerado como um dos principais motivos para o declínio da carreira do autor. Sua obra, pouco entendida na época pelo público em geral, compreende ainda PIERRE OU AS AMBIGUIDADES, BENITO CERENO, CONTOS DA PRAÇA, HOMEM-CONFIDÊNCIA, DIÁRIO DOS ESTREITOS, DO ALTO DE UMA CASA, RÉQUIEM, CLAREL e BILLY BUDD. 


3 comentários:

  1. Puxa, ontem vi sobre outro grande classico nesse edição de luxo e agora q chego no blog, vejo essa outra grande surpresa!
    Que iniciatia bacana! é um meio inteligente de devolver os grandes livros da nossa história, de uma forma nova e pq não moderna né?
    Adorei!!

    Beijos

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  2. Esse é um dos clássicos que preciso ler, parece ser um livro um tanto difícil mas uma edição tão bonita estimula a leitura.

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  3. nossa esse classico parece ser perfeito necessito ler ele, gostei de tudo que vc colocou no post parabens

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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