[Entrevista] - Apresentando o autor Diovane Souza




15 abril 2013

Hoje apresento a vocês, leitores, o escritor Diovane Souza.


Biografia pelo autor

            Sou graduado em Comunicação Social e pós-graduado em Administração E Marketing. Atuei como professor durante alguns meses lecionando Português, Comunicação e Gestão Empresarial. E como funcionário público atuei com atendimento direto às famílias em situação de vulnerabilidade social.
            No ano de 2006, precisamente em Março, foi publicado no Jornal Tablado Acadêmico, de produção e circulação na rede de Universidades Presidente Antônio Carlos, um poema de minha autoria. “Passeio Fictício” foi um poema premiado com o segundo lugar no Concurso de Poesias Guimarães Rosa. O poema retrata a relação conflituosa e condicionada entre a sociedade e o meio de comunicação TV, cuja associação atualmente se expanda à tecnologia da comunicação como um todo.
            Comecei a escrever há aproximadamente aos 18 anos, quando as palavras já reivindicavam o direito à liberdade, o direito à existência e o direito à expressividade. Costumo dizer com frequência que cada situação, principalmente as corriqueiras, é dotada de simbologias provenientes de nossa própria mente. Caberia ao poeta a sensatez de compartilhar tais símbolos de forma genuína, intensa e consciente.


Confira entrevista com o autor

Conte um pouco sobre como descobriu sua veia literária? Quais suas principais influências?

É difícil falar em influências literárias, acredito que minha influência tenha sido mais musical que literária.  Na verdade, eu não leio poemas e poesias, ouço músicas poéticas compostas e interpretadas por artistas amadurecidos na arte como Loreena McKennitt, canadense, Marcus Viana e Zé Ramalho. As canções interpretadas por eles causam um efeito emocional em mim que transcende o que ainda desconheço. A partir delas consigo expressar o que observo no cotidiano e as percepções da subjetividade humana que nos rodeia. É estranho pensar que um escritor não lê, na verdade eu não tenho a necessidade de ler ou defender uma escola literária ou um estilo, leio romances e prosas tanto nacionais quanto internacionais. Sem dúvida, acredito que os leitores têm que se sentir confortáveis com o que leem, independente do seu perfil. Digo isso porque existem vertentes de raciocínio que criticam escolhas de alguns leitores, afirmando sempre que o nacional tem que ser valorizado. Eu prefiro dizer que o leitor livre de preconceitos é o que me agrada e é o que com certeza contribui para que a literatura continue viva.

Diovane, vocês publica seus textos no site Recanto das Letras. Acredita que a internet possa democratizar o acesso de leitores a escritores que ainda não tiveram oportunidade no mercado editorial?  

Sim, sem dúvida. O mercado editorial é burocrático e busca por escritores que atendam ao mercado e não simplesmente publicam obras de caráter diferenciado. Em outras palavras, todo e qualquer mercado cria ou analisa uma necessidade de um dado público e com base nesses estudos oferecem produtos com características peculiares. Um escritor sem leitor é a chama da frustração, logo, a internet favorece a exposição de trabalhos genuínos e livres de influências diretas. Na verdade, o escritor pode satisfazer sua necessidade de se expressar e não se preocupar em atender a uma demanda de leitores específicos. Na realidade, se existe uma obra escrita é porque certamente há alguém que vá lê-la.  

Ainda falando um pouco de mercado editorial. Como você vê esse segmento no Brasil, acredita que tem muito a ser modelado e adaptado para a nossa realidade?
           
Sim, acredito que temos que nos orientar quanto à diversidade literária brasileira. Existem diversos escritores com trabalhos excelentes que não são aceitos pelas editoras, pois estas tem um cronograma a seguir ou planejamento anual fixado. Nada contra a forma de trabalho das editoras, mas a arte busca liberdade e urgência. Infelizmente a burocratização e o elitismo corrompido tendem a dificultar o acesso de novos escritores ao mercado literário convencional. As palavras inovação e flexibilidade existem por enquanto só em discursos comoventes e brilhantes.

Suas poesias apresentam constantemente o psicológico humano em conflito, principalmente em questão à sexualidade. Como este trabalho de compor personagens, versos e estrofes é realizado?
           
Sou um observador por natureza do comportamento humano; confesso que o humano me intriga, me fascina e me entristece. Geralmente uma ideia vai se formando lentamente em minha mente, como se a cada contato com pessoas diferentes eu escrevesse um verso que complementasse o que eu já havia observado. O poema ou a poesia se forma aos poucos no meu imaginário, entretanto quando sento para ouvir Loreena, por exemplo, esses versos lançam-se para o exterior em busca de alguém que os leia e se emocione, ou se irrite ou simplesmente se torne indiferente.

Quando leio poesia sempre penso encontrar muito de seu criador. Para você, Diovane, quando vida pessoal e poética se choca?
           
Sinceramente, para mim, é difícil encontrar o limite entre o que escrevo sobre mim, ou sobre o outro, ou sobre personalidades equivocadas, equivocadas pelo fato de eu as perceber como eu quero, sem limites, sem barreiras e sem padronização. O escritor sempre expressa um pouco do seu eu, é um tão pouco ou um tão muito que se mistura nos outros eus criados, que não é possível delinear precisamente o que o separa de sua obra e o que o une a ela. Logo, não saberia dizer quando a vida pessoal e poética se chocam.

Está publicando uma série de poemas do Recanto das Letras. Quais os seus planos para o futuro?

Na verdade, a intenção primeiramente seria publicar os poemas e poesias na maneira tradicional, isto é, impressa. No entanto, obstáculos como questões financeiras, a ausência da liberdade em publicar um trabalho sem a interferência direta da editora, foram decisivos para que eu tomasse a decisão de publicar no Recanto das Letras.


Confira mais informações sobre o autor no Recanto das Letras.

Por R.S.Merces

7 comentários:

  1. acho tão legal essas entrevistas, sempre fico mega empolgada!

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  2. Oi, gostei da entrevista e de conhecer mais..
    Beijos de segunda para começar a semana bem!

    http://marlicarmenescritora.blogspot.com.br/

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  3. achei bem legal a entrevista, parabéns , bem informativa!

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  4. Parabéns pelo blog, e pela entrevista, ficou bem criativa. E eu adorei as respostar do autor.
    http://meuslivrosparasempre.blogspot.com.br/

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  5. parabéns pela entrevista!!! ficou otima!

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  6. Se inspirar em Zé Ramalho deve ser tudo de bom! Desejo sucesso ao autor!

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  7. Adoro livros que mexem com o psicológico e pelo que deu pra entender esse autor faz isso, e muito bem! Adorei a entrevista.

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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