[Resenha] - Delírio, por R.S.Merces




15 abril 2013


Que a distopia tem ganhado espaço na literatura, principalmente para o público jovem-adulto, já não é novidade para ninguém. Nos últimos anos tivemos grandes publicações e séries que configuram sucesso mundial. Leitor como sou, logo esse estilo arrebatou minhas leituras. Meu recente contato com o futuro distópico foi com o livro da autora americana Lauren Oliver, Delírio (Intrínseca, 2012; 336p.).

Um mundo onde o amor é uma doença curável. Uma sociedade perfeita e pacífica que vive sem o amor. A intervenção acontece entre o colegial e a faculdade e promete curar todos os defeitos sentimentais dos jovens e abrir as portas para uma nova vida.  Lena está prestes a passar pela intervenção e vive constantemente com lembranças da mãe que não conseguiu obter a cura e acabou morta.

Em Delírio temos um mundo divido por cidades cercadas que contradizem com a Selva, lar dos inválidos e da resistência. No primeiro volume da série não temos informações sobre o governo ou algum tipo de sistema que se difere dos inseridos na nossa sociedade atual. Toda a forma de repressão esta estagnada nos laboratórios, controlados por cientistas.

Os jovens antes da intervenção passam por avaliações para determinar o “pareamento” que consiste em escolher um par do sexo oposto com quem se vive o resto da vida. Na primeira avaliação de Lena o laboratório sofre um ataque e ela vê, por um breve momento Alex.

A autora tem muito cuidado em nos descrever o relacionamento de Lena e Alex e com isso a narrativa se torna lenda e durante a leitura o leitor só confronta com a possibilidade de eles serem descobertos pela repressão.

Lena, personagem principal, ganha consciência, através de Alex, da distopia, do sistema de opressão e da vida fora da cidade, contudo em Delírio pouco acontece.

O segundo livro já lançado no Brasil, Pandemônio, traz um título muito sugestivo e ao final inconclusivo do primeiro acaba se tornando leitura obrigatória.

Avaliação final: 3 estrelas.

9 comentários:

  1. adorei sua resen ha o livro é tão bom, li e adorei , vale a pena conferir

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  2. Olá Lilian,

    Ai esta um livro que tenho vontade de ler....gostei da sua resenha, me deixou curioso...parabéns...abçs.


    http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

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  3. Gostei da resenha, ainda não li o livro mais pretendo.
    Realmente as distopias estão ganhando um grande espaço.
    Beijos...

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  4. Distopia é Distopia née. Mesmo ganhando três estrelas, parece ser um livro bom.Parabéns pela resenha

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  5. Adorei a resenha, parece ser um livro bem interessante, principalmente as próximas edições. Distopia é distopia, sempre uma leitura intrigante!´Parabéns

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    1. Obrigado, Natália. E realmente distopia é distopia... :-)

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  6. eu adorei, uma resenha maravilhosa, gostei demais,
    ainda naum li o livromais fiquei com a maior vontade

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  7. Gosto de Distopias, mas não entendi o nome Delírio através da resenha, fiquei querendo saber... Mas quero muito ler esse livro.

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  8. Um livro que conta uma estória onde se cura o amor, que coisa mais estranha, esquisita... acho que é esse esquisito que faz eu querer ler o livro.

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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