Resenha - A garota que eu quero, Markus Zusak




28 julho 2013















Livro de 2001 do autor australiano Markus Zusak aclamado pelo best-seller A menina que roubava livros, A garota que eu quero ganhou edição brasileira com publicação pela editora Intrínseca e lançamento no último dia 10.




O enredo acompanha Cameron Wolfe, caçula de três irmãos, em suas experiências familiares e amorosas. Cam vive entre a concentração obstinada no sucesso de Steve, astro do futebol, o brilho e facilidade de Rube com as garotas e a irmã Sarah a quem ele guarda com grande estima. E ele é o nosso fracassado da vez.

A atual namorada de Rube é Octavia, que conquista o caçula com seus olhos verde-mar e as ideias mirabolantes. Como Cam já prévia o relacionamento dura aos padrões do irmão e uma inesperada paixão acontece.

O romance entre o jovem e a ex-namorada do irmão fundamenta-se por conceitos além de beleza e popularidade, já que estamos falando do universo juvenil cujos temas estão constantemente presentes. Octavia acredita em Cam e durante os relatos do próprio vamos conhecendo o personagem por trás do garoto solitário.

Zusak não surpreende e traz narrativa e diálogos redundantes. Tudo acontece como um jogo de palavras e as expectativas do leitor são reveladas, incapazes de causar surpresa. O que mais me achou atenção durante a leitura foram algumas passagens que paralelas à narrativa trazem reflexões do personagem principal ao lado de um cachorro.

Se a intenção foi trabalhar o psicológico do garoto solitário, o autor falhou e não efetiva no seu leitor o verdadeiro “Cameron Wolfe”.

“Há inúmeros momentos a serem lembrados, e às vezes acho que não somos pessoas, na verdade. Talvez sejamos momentos. Momentos de fraqueza, de força. Momentos de salvação, de tudo.”

A leitura é rápida e apesar de tudo recomendo aos diversos leitores interessados em passar uma tarde na companhia de um menino um tanto quanto diferente. 

Por fim, não posso deixar de citar que no decorrer da leitura Zusak lembrou-me do romance recentemente adaptado para o cinema, As vantagens de ser invisível. Mesmo aqui não tendo a presença do ambiente escolar, referências flashes podem ser percebidas. Citaria as circunstâncias com que Cam ganha uma máquina de escrever...  

Por R.S.Merces

2 comentários:

  1. Oie :)

    Olha eu estou fugindo de narradores diferentes porque li 3 livros em seguida assim então no momento quero descansar hahaha, mas quando eu estiver mais light quero ler esse livro, beijos !!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/ ( comenta lá :D )

    ResponderExcluir
  2. Não fiquei com muita vontade de ler... Eu me decepcionei muito com a A Menina que Roubava Livros, que fico meio com o pé atrás por ser do mesmo autor...

    ResponderExcluir

O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 

SKOOB

Arquivo do Blog

Direitos autorais

Copyright © 2015 • Poesia na alma