Resenha – Os adoráveis




04 novembro 2013




É mesmo adorável a leitura de Os adoráveis, Sara Manning, Novo Conceito, 384 páginas. Nunca havia lido um livro com esse perfil, confesso que fiquei encantada. A criatividade da capa e da história me cativaram!  O livro traz o modo de vida de um dork, talvez eu seja uma. Veja, eles gostam de estudar muito e pouco se preocupam com a moda...

Jeane é blogueira. Seu blog, o Adorkable, é um blog de estilo de vida — na verdade, o estilo de vida dela — e já ganhou até prêmios na categoria “;Melhor Blog sobre Estilo de Vida”; pelo The Guardian e um Bloggie Award. Adora balas Haribo, moda (a que ela cria, comprando em brechós) e colorir (ou descolorir totalmente) os cabelos... Cheia de personalidade e meio volúvel, ainda assim Jeane é bacana — mesmo nos momentos em que se transforma numa insuportável... Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane. Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossuficiente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso.)  Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “;ex”; — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ficaram pela primeira vez.


Jeane é uma blogueira muito hilária, super-hiper-ape desorganizada e que mora sozinha. Bom, com um jeito desse, ela tem dificuldades sérias de relacionamentos, em tese, ela não consegue se adaptar a escola. Ela conhece Michael, um típico filhinho de papai, o oposto dela. Mas um gostosão!

O livro se desenrola sobre a ótica desses dois personagens, tão diferentes e que descobre uma forte paixão. Com o tempo o egoísmo de Michael e a brutalidade de Jeane tomam outras formas... a afetividade, que nenhum homem consegue viver sem, foi para mim, mesmo que nas entrelinhas, um fator primordial. Todos os defeitos e sofrimento tomam uma dimensão menor frente à afetividade!

Outro fator importante da história é a temática geração Y. Eu não gosto do rótulo, mas gostei da discussão envolvia no romance. Eu acho que os jovens que habitam o planeta são a família e educação que os cercam. O futuro é agora, mas temo pela falta de compreensão sobre família que vejo por ai. Para muito ter um filho é enchê-lo de aparelhos tecnológico a cada choro, sem ensinar nenhum valor humano e achando que porque para uma escola, essa função cabe ao professor.

Olha, a verdade é que o livro super que me surpreendeu. Achei que seria mais uma história bobinha, mas vai além, desperta para muitas reflexões, gostei da leitura, é leve e fluida, super que indico!


7 comentários:

  1. Eu li esse livro em dois dias, eu amei o enredo dele. A Jeane foge muito do estereotipo de mocinha do qual estamos acostumados. Essa brutalidade que você falar na resenha é o que deixar diferente aos olhos do leitor e mais ainda ver que ela ao decorrer do livro é muito mais que meninas confusa e magoada pela a negação dos pais em afeto por ela. Michael Lee é sem comentários! hahaha


    Priscila
    Blog Irmandade Literária!
    www.irmandadeliteraria.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Olá, Pri!

      Concordo com você, quando diz que o melhor é a rebeldia da Jeane. Por isso eu a achei bem parecida comigo! ^^

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  2. quando vi esse livro a primeira vez, tive certeza que iria amar, achei uma leitura bem inetessante, os personagem são
    marcantes e bem envolventes, goste idemais

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  3. Leio muitas resenhas negativas sobre esse livro, a começar pela capa, acho que isso me fez ficar com menos expectativas quanto a esse livro. Espero poder ler ele um dia.

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  4. Eu morro de vontade de ler o livro. Conheço pessoas que também acharam que o livro seria bobinho e também se surpreenderam. Ficam sempre querendo que eu leia também :D

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  5. achei esse livro incrivel, tem uma historia otima, muito bacana ... já amei tudo aqui ...

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  6. Estou com muita vontade de ler esse livro, estou até participando do top comentarista pra ver se ganho ele :B

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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