Resenha - Dias melhores virão




23 fevereiro 2014



Ando meio desconfiada; é impressionante como todo livro é o número 1 do The New York Times!  E Dias melhores virão, Jennifer Weiner, Novo Conceito, 400 páginas; também está entre ‘os seletos’ do The New York Times! Eu acho que essa galera é bipolar! #sópode

Relaxem que isso não tira o brilho da autora; é só desconfiança mesmo! Outra coisa que me deixou encabulada foi a dificuldade de decorar o nome; eu sempre dizia: Dias melhores verão... (risos)! Deve ser o calor diabólico! Mas o título do livro é bem poético; não gostei da imagem da mulher, acho que poderia ser algo tão poético quanto o título do livro.

Quando Ruth Saunders recebeu o telefonema de uma rede de televisão dizendo que sua série original seria levada ao ar, ela quase não acreditou. Embora tivesse passado a vida escrevendo, não pensava seriamente que seu roteiro (autobiográfico!) sobre uma mulher jovem, com excesso de peso, que vivia com a avó, e que decidira se mudar para Miami para fazer fortuna, pudesse ser realmente interessante para alguém. Tudo o que ela queria era ver sua série entre os comentários do público e das revistas especializadas, mas Ruth foi acordada bem depressa de seu sonho... Atores de cabeça vazia e ego inflado, e burocratas da emissora transformaram seu roteiro para atender a múltiplos interesses... Todo o esquema criado para se colocar uma série no ar é, ironicamente, narrado por Jennifer Weiner, ela mesma uma veterana da TV. As esperanças de Ruth são sistematicamente frustradas: os acionistas da rede insistem em uma revisão sem sentido, sua personagem principal, uma mulher cheia de curvas, passa a ser quase anoréxica, e a avó, Nana, de mulher madura e sofisticada passa a uma ninfomaníaca da terceira idade. Divirta-se com a escrita espirituosa e cativante de Jennifer Weiner e sua deliciosa capacidade de fazer valer, em cada um de seus livros, os sentimentos de todas as mulheres.

Ruth tem uma história de sofrimento; perdeu os pais ainda criança, num acidente de carro. Ficou deformada e foi morar com os avós. Quando cresceu, fez faculdade e virou roteirista e vai viver em Miami. A vida dela muda mais uma vez e enquanto conhecemos a saga dessa forte mulher; vamos compreendendo como funcionam as sérias da TV.

A meticulosidade com que a autora destrincha a história é fabulosa; o sofrimento e a angústia de Ruth, por vezes, nos afligem e nos faz questionar onde ela conseguiu forças para seguir em frente.

E Ruth, mesmo com todas as dificuldades de contínuas cirurgias, rosto deformado, a sombra da morte, problemas com o corpo; consegue pensar em alternativas que a faça feliz! Pelo tipo de história que encontrei, afirmo: a capa poderia ter sido muito melhor!


2 comentários:

  1. Esse é um dos livros que estou super interessada em ler, parece ser uma historia impressionante, muito me agradou

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  2. capa linda de vivier, uma sinopse muito sugestiva

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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