Resenha – A casa do céu




02 março 2014



Gente; tem um tempinho que li A casa do céu de Amanda Lindhout, Novo Conceito, 445 páginas; contudo a força da narrativa ainda está viva na minha mente! Não vamos encontrar um drama romântico e tolinho; o livro promete uma história forte, penosa e dolente!

O sofrimento de criança foi capaz de dar força a Amanda para lutar por algo diferente; algo que preenchesse o vazio que sentia. Conhecer a infância dela; nos fará refletir e sofrer junto.

Quando criança, Amanda escapava de um lar violento folheando as páginas da revista National Geographic e imaginando-se em lugares exóticos.
Aos dezenove anos, trabalhando como garçonete, ela começou a economizar o dinheiro das gorjetas para viajar pelo mundo.
Na tentativa de compreendê-lo e dar sentido à vida, viajou como mochileira pela América Latina, Laos, Bangladesh e Índia. Encorajada por suas experiências, acabou indo também ao Sudão, Síria e Paquistão. Em países castigados pela guerra, como o Afeganistão e o Iraque, ela iniciou uma carreira como repórter de televisão. Até que, em agosto de 2008, viajou para a Somália — “o país mais perigoso do mundo”. No quarto dia, ela foi sequestrada por um grupo de homens mascarados em uma estrada de terra.
Mantida em cativeiro por 460 dias, Amanda converteu-se ao islamismo como tática de sobrevivência, recebeu “lições sobre como ser uma boa esposa” e se arriscou em uma fuga audaciosa. Ocupando uma série de casas abandonadas no meio do deserto, ela sobreviveu através de suas lembranças — cada um dos detalhes do mundo em que vivia antes do cativeiro —, arquitetando estratégias, criando forças e esperança. Nos momentos de maior desespero, ela visitava uma casa no céu, muito acima da mulher aprisionada com correntes, no escuro e que sofria com as torturas que lhe eram impostas.
De maneira vívida e cheia de suspense, escrito como um excepcional romance, "A Casa do Céu" é a história íntima e dramática de uma jovem intrépida e de sua busca por compaixão em meio a uma adversidade inimaginável.

Depois de uma infância com uma família descontrolada e violenta; aos dezenove anos, Amanda vai morar em Calgary. Cheia de sonhos e perspectivas, que a violência não fora capaz de roubar, Amanda sonhou com o emprego dos sonhos, mas teve que se contentar em ser garçonete!

E se a National Geographic foi capaz de fazê-la esquecer dum lar violento na infância; também foi capaz de fazê-la querer conhecer o mundo. E com o dinheiro que ganhava no trabalho, ela consegue se tornar uma viajante e inclusive lucrar com isso!

Inicialmente parecia um sonho realizável, material; mas depois Amanda já trabalhando com jornalista e conhecendo realidades de países em conflitos, narra e volta mais uma vez para a violência dos homens. Na Somália, ela chegou a viver em um cativeiro por mais de 1 ano.


A tortura relatada no livro; a violência e a angústia começam a nos adentrar como o ar que adentra em nossos pulmões. É um livro marcante e muito bom! 

2 comentários:

  1. Esse é o tipo de livro que eu amo, livro que lemos e nos marca, uma narrativa surpreendente e marcante .. eu me apaixonei por esse livro me cativou

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  2. goste ida sinopse desse livro, um livro interessante e curioso, amei

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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