Resenha – Dois Rios - T. Greenwood




04 março 2014


Digamos que Dois Rios, T. Greenwood (eita nome complicado!), Novo Conceito, 446 páginas, não seja um enredo inovador e muito cativante; porém não é ruim. Apear de démodé, Dois Rios pode ser considerada uma leitura agradável! Porém, não a mais agradável... não é que seja ruim, como disse, apenas não me figou!

Harper Montgomery vive ofuscado pela tristeza. Desde a morte de sua mulher, há 12 anos, ele aprisionou-se em uma pequena cidade, Dois Rios, onde todo mundo se conhece, porque ali — justifica-se — poderia criar melhor sua única filha. Atormentado pelo desgosto, Harper prefere esconder-se. Mas a verdade é que a morte de sua mulher é somente um dos motivos de sua dor. Além de sofrer por sua perda, ele se sente culpado por um ato abominável: quando mais jovem foi cúmplice de um crime brutal e sem sentido. Há muito sentimento em jogo quando se trata de sua vida cheia de remorsos... Então, um acidente de trem oferece a Harper a chance de redenção: uma das sobreviventes, uma menina de 15 anos, grávida, precisa de um lugar para ficar, e ele se oferece para levá-la para casa. No entanto, a aparição dessa menina, Maggie, não tem nada de simples acaso, talvez, ela tenha alguma coisa a ver com o crime do qual ele participou um dia...

Harper Montgomery é um cara legal; narrador da história, que mescla o tempo: presente e passado. E enquanto Harper está divagando sobre seus sentimentos, aparece Maggie para dar o ar de suspense à obra. É justamente esse segredo que faz com que a obra tenha vida e não caia em mais um clichê.

E do passado e presente de Harper, conhecemos sua filha Shelly. Exatamente no dia do aniversário da menina, de 12 anos, e aniversário de morte da esposa; ele se depara com o trauma da morte... e nessa tragédia que ele conhece Maggie: grávida e negra.

A autora foi feliz em tratar da temática do racismo. Infelizmente, tema atual; poderia ficar apenas nos livros de história, mas o racismo ainda faz parte do presente, para vergonha da humanidade! Outro ponto para autora!


O livro é grosso e a leitura é bem rápida, acho que essa é uma característica dos livros da Novo Conceito. Em um dia eu consegui iniciar e terminar! Acho que poderia ter sido melhor, em alguns momentos, senti tédio e preguiça de continuar, mas consegui terminar! Não nego que a história comove, mas acho que a autora encheu muita linguiça para mais árvores serem derrubadas! 

2 comentários:

  1. Um livro que tras uma bela tematica, muito convidativo e interessante

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  2. um bom livro, embora ainda não tenha despertado meu desejo em ler ... mais a capa é linda e a sinopse também me agradou

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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