Resenha O resgate, de Nicholas Sparks




18 agosto 2014

Confrontado com situações de extremo perigo, Taylor McAden, bombeiro voluntário, expõe-se até ao limiar do perigo. Denise é uma jovem mãe solteira, cujo filho de cinco anos sofre de um inexplicável atraso de desenvolvimento e a quem ela devota a sua vida numa tentativa de o ajudar. Mas o caso vai aproximar estes seres. Numa noite de tremendo temporal, Denise sofre um acidente de automóvel e é Taylor quem vem socorrê-la. Embora muito ferida, a jovem depressa toma consciência de que o filho já não se encontra na sua cadeirinha do banco traseiro. Taylor irá até ao fim de uma angustiante noite de buscas para o encontrar. Foram tecidas as primeiras malhas que os irão unir - o pequeno Kyle desabrocha ao calor da ternura daquele homem. Denise abandona-se à alegria de um amor nascente. Mas Taylor tem em si cicatrizes antigas, que o não deixam manter compromissos de longa duração. Nicholas Sparks, esse talentoso contador de histórias, intervém com a sua magia redentora e a sua inigualável capacidade de aprofundar a complexidade das relações e dos afetos.
Denise é uma mulher jovem, professora, mas que se vê grávida e só. Conheceu o pai do seu filho numa festa e foi suficiente para engravidar e sentir o amargor de ter que sozinha assumir as responsabilidades de cuidar de uma criança. Depois que Kyle nasce, ela precisa largar o emprego de professora para cuidar do filho, pois ele tem dificuldades da linguagem, não fala ou ouve com discernimento para a idade.
Filha única, herda da mãe uma casa em Atlanta e se muda com o filho para não precisar pagar aluguel. Forçada a deixar os luxos de antes, vai trabalhar numa lanchonete a noite e durante o dia cuida de Kyle
Sem muitos recursos, somente o para sobreviver, Denise luta contra as dificuldades do filho de médico em médico e com raros avanços. Ela decide estudar por conta própria e fazer todo o serviço, o que ajuda a criança a ter um desenvolvimento de 2 anos de idade, visto que ele tem 4, preste a completar cinco.
Mesmo assim, continua levando o filho a especialistas, e é justamente quando está voltando de um desses especialistas, em meio a uma forte tempestade, que ela perde o controle do carro e bate em algumas árvores desmaiando por minutos. Ao acordar, ou ao ser acordada por Taylor McAden, percebe que o Kyle não está mais no carro.
Ela é levada para o hospital mais próximo e uma busca é iniciada antes que a criança morra de hipotermia. A narrativa do resgate chega a ser angustiante, por horas, cheguei a duvidar se o contrariam de alma maneira. Cada capítulo descreve com sensibilidade e ao mesmo tempo crueldade a angustia de uma mãe e da equipe de resgate. Quando o menino foi resgatado, até eu estava cansada!
No hospital Denise recebe a notícia e uma nova fase de sua vida começa. Depois desse resgate, a vida de Taylor McAden muda por completo, ele sempre conseguiu se manter afastado das pessoas e ter relacionamentos onde o envolvimento era mínimo, a maneira que encontrou para se proteger. Mas dessa vez, ele saiu de sua zona de conforto.

Apesar de um ótimo bombeiro, Taylor é humano a passível a erros. Como será que os protagonistas resolverão seus problemas? O resgate é uma linda história de amor entre mãe e filho, homem e mulher, leitor e autor. Apesar de não ser encantada com a escrita do Nicholas, acho bonita a devoção que os leitores brasileiros têm por ele e como se identificam com suas histórias. 
Acho que é um livro fofinho para um dia em que precisamos esquecer do mundo real e apenas sonhar. 

3 comentários:


  1. Sou suspeita para falar das obras de nicholas, pois sou fã numero 1 dele, esse livro é brilhante....

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  2. as obras do Nicholas sparks são incriveis, gosto demais do enrredo e das narrativas

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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