Resenha O Duque e Eu - Júlia Quinn




18 dezembro 2014


Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Continue lendo no skoob


Sabe aquelas resenhas que dão gosto de fazer? Pois é! Essa é uma delas. Já havia um certo tempo que eu queria começar a ler essa série, então desde já quero agradecer a Lilian e a Editora Arqueiro pela oportunidade. A Leitura não decepcionou, muito pelo contrário, e eu espero que a minha resenha faça jus a ela.

Começamos a leitura presenciando o nascimento de Simon. O Duque, ou melhor o futuro duque de Hastings e conhecemos assim um pouco da sua história, antes mesmo de sua concepção. Vemos o quanto seu pai desejava um herdeiro e que para consegui-lo permitiu que a esposa continuasse a tentar engravidar (para agrada-lo) mesmo após vários abortos e a proibição dos médicos a uma nova gravidez. Ela enfim conseguiu deu-lhe o tão sonhado filho homem, mas não sobreviveu ao parto. Vemos em seguida o pai exibir o filho como um troféu, para anos depois rejeita-lo e afasta-lo completamente do seu convívio por perceber que esse não era o herdeiro perfeito com quem sonhara.

Na sequência somos apresentados a família Bridgerton, já anos mais tarde. Uma grande família inglesa, onde Violet, a mãe, tente reger (e se vira muito bem) seus 8 filhos. Os Jovens Bridgertons foram nomeados de uma forma bem peculiar, por sequência alfabética correspondendo as datas de nascimento.

Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. E cada um deles protagonizará um livro da série. Cada um deles é um personagem marcante, com personalidades marcantes e características muito individuais, o que os torna muito interessantes, dos mais velhos aos mais novos.

A protagonista da vez é a Daphne, a quarta filha, e mais velha das mulheres. Após debutar passou a sentir na pele o quanto a mãe pode ser engajada quando o assunto se trata de arrumar-lhe um casamento. Só que Daphne não consegue candidatos à sua altura, alguns são velhos demais, outros idiotas demais e os candidatos que serviriam para um marido em potencial a veem apenas como uma grande amiga. É nessa mesma época que Simon volta para Londres após uma viagem pelo mundo, para assumir o ducado agora que seu pai está morto. Ele agora é um homem atraente, inteligente e imponente, que adquiriu uma ampla fama de libertino. Mas que no fundo ainda carrega as marcas de todo o sofrimento enfrentado no passado.

No seu primeiro evento público na corte de Londres, ele tem um encontro completamente inusitado com Daphne, em uma situação que renderá ao leitor muitas gargalhadas. E em seguida ele descobre que os bailes da alta sociedade podem ser muito perigosos, para duques solteiros. Principalmente quando têm mães predadoras a sua espreita e uma misteriosa colunista de um jornal de fofocas local que não pensa duas vezes antes de alfinetar qualquer um.

E é aí que ele tem a brilhante ideia de fazer um pacto com Daphne, que ele descobre ser a irmã do seu melhor amigo da faculdade (amigo esse que quer arrancar a sua cabeça quando percebe o interesse dele em sua irmã). O pacto consiste em Simon fingir que corteja Daphne publicamente e assim afasta as mães (aves de rapina) do seu encalço, ao mesmo tempo que desperta o interesse de outros pretendentes para Daphne. Afinal, se o duque a quer, quem não a iria querer, né? Só que como você pode imaginar, nada ocorre como o planejado. Só que eu vou parar de falar por aqui e você vai ter que ler para saber. Pois acho que todos merecem desfrutar a surpresa dessa deliciosa leitura.

Eu simplesmente amei os personagens criados pela Júlia Quinn. Onde mesmo o romance sendo um histórico que se passa no século XIX, onde as mulheres deveriam ser submissas, Daphne, não o é. (Pelo pouco que vi das outras Bridgertons nenhuma é!). Pelo contrário ela é uma mulher determinada, cheia de vontade própria e que corre atrás do que quer. Corre tanto, que acaba tendo uma atitude completamente ridícula, o que acaba me irritando um pouco com ela.

Já o Simon é um personagem encantador do início ao fim. Mesmo com tantos traumas e complexos, que o faz travar épicas batalhas interiores, relacionadas às experiências traumáticas da infância e resoluções vingativas tomadas após anos de desprezo, ele consegue ser sempre um cara maravilhoso. O Personagem é dosado na medida certa; inteligente, sagaz, sarcástico, sexy, interessante, tudo na medida certa!

Dos irmãos Bridgertons me apaixonei pelo Colin, gostei da personalidade dele, simples assim!

A Escrita da Júlia é mágica. Em alguns momentos ela nos faz rolar de rir. E depois nos faz ir ao delírio com um simples beijo. Há tempos que eu não havia lido a descrição de um beijo tão excitante. As cenas mais picantes, são doces, sensuais e nos faz sonhar!

A caça das mães casamenteiras é um show à parte dentro da leitura. Porém a coisa mais surpreendente na narrativa é a história de amor, que não lida com um relacionamento simplesmente platônico, ou baseado apenas em química sexual. A História entre Simon e Daphne se baseia em cumplicidade, amizade e os empecilhos que surgem no relacionamento, são todos de cunho psicológico. Onde os personagens precisam trabalhar mágoas do passado para melhorar o futuro. Tudo isso tendo como plano de fundo o relacionamento de uma grande família que se ama e se protege.

Recomendo a leitura, o livro é maravilhoso, virou um favorito e a autora ganhou mais uma fã!
Espero que tenham gostado da minha resenha, beijos.

Sobre a resenhista 

25 anos, escritora por paixão, leitora por vocação. É Mãe de Alice, bruxa, ama cachorros, mas prefere gatos. É totalmente apaixonada pela lua, por histórias, filmes, música, seriados, entre outras coisas. Ah, e no fundo, no fundo, ainda tem esperanças na humanidade.

5 comentários:

  1. Fiquei feliz de fazer essa resenha pra esse blog lindo!
    Obrigada pela oportunidade :)

    ResponderExcluir
  2. Já tive vontade de ler esse livro, mas hoje em dia não sei se encarava toda a série... xD Talvez apenas ele, seilah...
    Mas a história traz um que de interessante pra mim... xD

    ResponderExcluir
  3. Ja tive oportunidade de me deliciar com esta leitura e confesso que é uma maravilha, escrita impecavel

    ResponderExcluir
  4. Ja tive a oportunidade de me deliciar com esta leitura, confesso que fiquei maravilhada com a escrita, livro lindo

    ResponderExcluir
  5. Que bacana a resenha.. kris parabens pela excelente escrita

    ResponderExcluir

O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

Arquivo do Blog

Direitos autorais

Copyright © 2015 • Poesia na alma