Literatura, Cinema e autores - com Janethe Fontes




28 janeiro 2015

Janethe Fontes é brasileira, casada, mãe de dois filhos e Escritora romancista. É uma sagitariana apaixonada pela vida, pela família (incluindo suas lindas crias de 4 patas) e também pela natureza. É ainda blogueira nos momentos vagos, palestrante quando possível, administradora de uma pequena empresa de eventos no dia a dia e leitora incondicionalmente viciada.
Faz parte do CNA – Clube dos Novos Autores, movimento que luta em prol da literatura nacional, da ANEB – Associação Nacional de Escritores Brasileiros, focada em fortalecer os processos de distribuição e divulgação de obras nacionais, e associada ao projeto Lê Guarulhos, movimento de escritores da cidade de Guarulhos que visa a divulgação de obras de artistas da região através de palestras, saraus e shows multiculturais. Faz parte também da Mochila Literária, que é uma turnê de escritores nacionais que percorrerá as principais capitais brasileiras entre final de 2013 e 2014, com o intuito de divulgar e promover o cenário literário nacional e regional. É também mentora do Projeto Escritores na Escola da cidade de Guarulhos, movimento ainda não oficializado e em fase de desenvolvimento que tem como objetivos: o incentivo à leitura, a busca pela formação de novos leitores e a difusão da literatura nacional. Além de promover a aproximação e interatividade entre estudantes e escritores, através de encontros realizados em instituições escolares públicas e particulares.  
Tem promoção dos livros da autora aqui


Indicação de um filme e/ou uma série

Bem, antes de responder a essa pergunta, gostaria de ressaltar que não sou uma pessoa muito adepta a filmes. Só assisto algum quando é muito bem indicado ou quando conheço a proposta e sei que tem algum diferencial. Nesse aspecto, eu sou chatinha pra caramba! Prefiro mil vezes ler um livro do que ficar de frente com uma telinha de tv ou uma telona de cinema.
Enfim, o filme escolhido é um pouquinho antigo, mas foi o melhor que eu lembro de ter visto nos últimos 5 anos. Vou explicar o porquê daqui a pouquinho.

Filme: Avatar

Esse longa tem seu enredo no ano 2154 e é baseado em um conflito em Pandora, um planeta fictício que orbita o sistema Alpha Centauri. Em Pandora, os colonizadores humanos e os Na'vi, nativos humanoides, entram em guerra pelos recursos do planeta e a continuação da existência da espécie nativa. O título do filme refere-se aos corpos Na'vi-humanos híbridos, criados por um grupo de cientistas através de engenharia genética, para interagir com os nativos de Pandora.


O motivo?

Lembro que quando Avatar estava passando no cinema, em 3D, meus colegas de trabalho não paravam de falar o quanto o filme era bom. A admiração deles era por causa da nova tecnologia (3D), mas eu confesso que minha curiosidade estava atiçada não só por esse motivo, mas, sobretudo, pela mensagem ecológica que o filme trazia.
Porém, apesar de toda a minha curiosidade, não consegui assisti-lo no cinema (não lembro exatamente por qual motivo), por isso tive de aguardar alguns meses para o lançamento em dvd (original, claro!, pois sou contra pirataria) para, enfim, assistir um dos filmes mais espetaculares dos últimos tempos.

Como essa indicação pode ajudar numa construção político ideológica?

Acho que um bom filme (isso se aplica a livros também) é aquele que nos faz refletir valores, conceitos, posturas, atitudes, e Avatar faz isso com grande louvor. Ao mostrar-nos seres capazes de viver em completa harmonia com a natureza, somos levados a pensar se poderíamos fazer o mesmo em relação ao nosso sofrido planeta Terra.
Enfim, esse filme coloca em evidência uma questão demasiadamente crucial: A preservação ambiental. E isso é feito com bastante competência através não só das imagens exuberantes, que conquista desde crianças até os mais idosos, mas também através da conexão daquele povo primitivo com a natureza, o que nos leva a importantes reflexões.
Mostra ainda que a ambição desenfreada dos seres humanos para explorar os recursos minerais de Pandora, sem levar em conta a destruição da fauna e flora e da vida dos moradores daquele planeta, pode levar a sua completa destruição. Por que será que isso nos parece tão familiar?
Outra coisa bastante relevante no filme é a lição de coragem e amor que os habitantes de Pandora nos dá, pois ao verem que o seu planeta está prestes a ser destruído, várias tribos de diversos locais e com ideologias completamente diferentes se unem para a defesa do local. Isso nos mostra que é possível juntarmos forças com grupos diferentes a fim de um “bem comum.”
Finalmente, algumas das mensagens chaves desse longa são: Mostrar a necessidade de viver em harmonia com a natureza e também a nossa relação com a mãe Terra, a qual precisamos repensar urgentemente.
Para mim, esse filme tem tudo a ver com a Amazônia. Essa floresta tão importante para o nosso planeta, mas que não tem tido a devida atenção dos brasileiros, que deveriam se sentir privilegiados por isso.
O filme ainda contribui para uma análise que considero realmente profunda: Temos que tomar consciência urgentemente que ao destruirmos a natureza, colocamos em xeque a sobrevivência de nosso planeta e, por consequência, a sobrevivência humana! Por isso, é tão vital compreendermos, o quanto antes, que defender a natureza não é só um ato de amor, mas, acima de tudo, um ato de inteligência!

Onde encontrar?

O filme já passou na tv. Mas quem quiser o dvd (original, né, gente?) não vai ter qualquer dificuldade em encontrá-lo.

Gostaria de ressaltar alguma curiosidade do filme?

O que vou falar não é exatamente uma curiosidade. Mas o fato é que esse filme me fez realmente repensar algumas coisas... Se antes eu tinha uma preocupação com a preservação da natureza, a partir de Avatar, sinto que minha mente se abriu e hoje eu tenho uma relação de amor e respeito à mãe Terra. Inclusive, no meu novo livro, a personagem principal é uma cientista amazonense apaixonada pela floresta, que luta por seu povo e por seus ideais.


4 comentários:

  1. Que bacana, eu sinceramente gosto muito de Avatar, mas gostei mais ainda do jeito de ser da Janethe, ela parece ser uma pessoa incrível e com tantos trabalhos que dá até gosto de ter amizade com uma mulher assim. Parabéns, adorei a entrevista também. beijos!

    Mutações Faíscantes da Porto

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  2. Avatar está na lista dos filmes top dos top que ja vi. Deixando de lado a maquiagem, que é algo inimaginável que fizeram, a mensagem que o filme traz é lindíssima. Quando eu assisti o filme a primeira vez, lembro-me de ter comentado com meu marido, que o homem não contentou em destruir a Terra, e que agora ele queria destruir Pandora. eu tenho o dvd, assisto sempre, e se passa na telinha não deixo de assistir, porque eu simplesmente amo esse filme. Maravilhosa a dica, Janeth. bjs
    www.amorascompimenta.com

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  3. Que legal essa iniciativa. Quero ver as indicações de mais autores!!! Eu não gosto deste filme, mas achei muito bacanas as razões que ela deu para a indicação.
    Adorei a ideia. Beijo.

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  4. Boa tarde Lilian,


    Muito legal essa entrevista, ainda mais com a indicação do filme e seus motivos, a qual concordo plenamente....abraço.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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