Resenha - O visconde que me amava, de Julia Quinn




13 janeiro 2015


A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano seráAnthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro
da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.



Como vocês já viram na resenha de O Duque e eu (Se não viu clique Aqui), me rendi completamente à família Bridgertom e a escrita da Júlia, antes de começar a falar sobre o livro, quero citar aqui uma frase presenta na nota da autora no fim dele:

" Vamos encarar os Fatos: Lemos para nos apaixonar.
Sobretudo pelo herói. Sem dúvidas as heroínas são importantes
- na verdade, em minha opinião, se a mocinha não for alguém que
poderia ser minha melhor amiga o livro não faz sentido."


 Eu concordo plenamente com a autora, penso assim sobre os romances também e acabo criando laços emocionais com os personagens, por isso quando o livro acaba deixa saudade.

E na escrita da Júlia é justamente isso o que acontece. Nos apaixonamos pelo herói e viramos melhor amiga das mocinhas. Sobretudo o que me encanta nelas é a personalidade. Em o Visconde que me amava, semelhantemente ao Duque e eu Kate, nossa mocinha, é uma personagem que tinha tudo para ser uma mulher amarga, mas que apesar de ter crescido sob a sombra da beleza estonteante da meia-irmã caçula e não corresponder aos padrões de beleza de sua época. Tornou-se uma mulher cheia de personalidade, engraçada, determinada e devotada ao bem estar da família.
Após a morte do pai de Kate a família se ver com a renda, que nunca foi exorbitante, ainda mais reduzida e por isso Mary, a madrasta de Kate define uma data que sirva de média entre as idades das meninas, para que as duas possam debutar na mesma época. Pois a família não poderia arcar com duas temporadas em Londres. O que Kate aceita imediatamente, na verdade ela nem têm tanta animação assim, pelo debute entre a alta sociedade, por achar que ao não corresponder aos padrões, não encontrará um marido.

Como eu falei na outra resenha, a alta temporada em Londres, ferve! E nela, como sempre continuam as mães de Jovens em idade de casar, caçando os Jovens promissores que fogem do casamento. O que nos traz, novamente, boas gargalhadas, e tudo isso regada a muitas fofocas proporcionadas pelos dedos afiados de Lady Whistledown, a misteriosa colunista que continua a alfinetar a todos sem fazer acepção de pessoas.

E Nessa temporada, nosso já conhecido Anthony Bridgertom aos 29 anos de idade decide que é a hora de abandonar a vida de libertino e constituir família. O que o torna assim o solteiro mais cobiçado da temporada de 1815.

Anthony, então, decide cortejar a pérola da Temporada, Edwina Sheffild, a irmã mais nova de Kate e descobre que para alcançar a mão da dama, terá que conquistar a cunhada. O que não será uma tarefa fácil, visto que a moça é super protetora e já conhece a sua fama de libertino. Inicia-se assim um duelo de titãs que nos leva a perceber, mais uma vez, que o ódio pode ser o caminho mais próximo ao amor...

Nessa trama mais uma vez a autora aborda os conflitos psicológicos dos personagens, seus traumas infantis e familiares, que muitas vezes são capazes de criar barreiras em suas vidas pessoais. Celeumas que só com amor, cumplicidade e compreensão podem ser curadas.
O lado bom da série é que assim podemos matar a saudade de personagens queridos e também de nos encantarmos com personagens, aos quais não demos muita importância.

Continuo apaixonada por Colin e louca pra saber quem é Lady Whistledown (já tenho minhas desconfianças).

Breves interações entre esse livro e o anterior:

Em O Duque e Eu Anthony foi um irmão tão protetor, que eu quase não o reconheci em O Visconde que me Amava. Simon coitado, que carregava o estigma de ser o pior dos libertinos, não chegou nem aos pés do amigo em questões de safadeza. :O
Sério, Anthony fez Simon parecer um santo, entendi porque ele tinha tanto medo de deixar o amigo a sós com a irmã. (Vai que o amigo fosse como ele!)

Kate me lembrou muito Daphne, forte, determinada e impetuosa. Muito inocente, mas nada submissa. Elementos muito favoráveis ao meu gosto.

A Leitura foi encantadora, apaixonante e revigorante. Do tipo que se faz em um só fôlego e fica com o gosto de quero mais.

Recomendado! E Favoritado!


E aí, gostou? Quer saber mais??? Leia o livro, ou melhor, a série!

Resenhista

25 anos, escritora por paixão, leitora por vocação. É Mãe de Alice, bruxa, ama cachorros, mas prefere gatos. É totalmente apaixonada pela lua, por histórias, filmes, música, seriados, entre outras coisas. Ah, e no fundo, no fundo, ainda tem esperanças na humanidade


2 comentários:

  1. Lilia tá sendo um prazer imenso resenhar aqui, estou amando as leituras.
    Obrigada pela oportunidade.
    Beijo

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  2. poxa, essa série vem dando o que falar. Adoro essas capas, mas ao ler tua resenha, me veio em mente aquelas tramas de romances históricos de banca xD [eu gosto deles, lia muito quando mais nova]...
    Creio que seria uma leitura agradável...
    bjs

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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