Parceria com a Nversos




07 março 2015

Olá, poeteires!

Hoje, venho anunciar a nova parceria do Poesia na Alma, que este ano está com um gás literário ímpar. Aos poucos, vamos fazendo e mostrando as mudanças. Novos parceiros, novos colunistas. O espaço está ficando gostoso e cada dia, ficamos mais felizes com a participação de vocês, leitores.

A Editora Nversos já é conhecida minha. Nas bienais, sempre dou um encostada no estande e fico namorando os livros. Um livro que me encantou, mas nunca fiz resenha, foi Cher. Mas, também tenho uma história peculiar com a Nversos. Há algum tempo, viajei para Recife, passei a madrugada viajando e quando cheguei na cidade, não dormir. À noite, fui à livraria com uns amigos e lá tinha uma linda poltrona, coisa que amo, e peguei um livro da Nversos para folear. Eu dormir na poltrona e acordei babada com o livro no colo... Esse mico ficou na história! Agora, vamos saber um pouco mais da editora.

Sobre a Editora

Divulgar a pluralidade.  Explorar novos processos e segmentos de produção de conhecimento. Foi com essas missões que a nVersos Editora surgiu em São Paulo, em 2011. Nessa sua proposta de atuar à luz de uma literatura do desvio, a empresa dirige seu foco tanto para os textos tradicionais como para os resultantes de distintas convergências.

Trabalhamos com pesquisadores e profissionais altamente qualificados, dedicados à formação de um imaginário capaz de contribuir com a compreensão da complexidade do mundo contemporâneo, e também com autores visionários, determinados a investigar e apresentar soluções para o desenvolvimento de capacidades interativas e atuantes.

Graças a esse largo espectro de busca e identificação de autores com as mais diversas propostas, a editora reafirma, constantemente, sua disposição de participar da formação de um imaginário capaz de contribuir para a compreensão da complexidade do mundo contemporâneo a partir de diferentes análises e leituras.

Vou colocar aqui alguns livros, mas a editora tem muitos títulos a serem apreciados. Durante o mês, colocarei mais, mas são tantos os livros que me agradam na editora, que nem sei por onde começar. Hoje, estou de olho grande em Os Imortais de Meluha...




Em uma narrativa ficcional de ritmo rápido e envolvente, o livro Os Imortais de Meluha, primeiro romance da trilogia sobre o deus hindu Shiva, romance de estreia do autor indiano Amish, considerado o “Tolkien da Índia”. Misturando a milenar religião indiana e ficção, Os Imortais de Meluha apresenta um Shiva jovem, humanista e despretensioso, líder tribal tibetano que trava batalhas para defender seu povo dos ataques de rivais pela posse de território. Na história, depois de manter reféns (de maneira pacífica) um grupo de meluhianos, Shiva é convidado por um dos prisioneiros a conhecer o império de Meluha e aceita. Chegando lá, Shiva se depara com uma cidade cheia de confortos e beleza, diferente de sua pequena tribo da cordilheira do Himalaia, mas há ainda segredos a descobrir em Meluha: apesar da aparência jovem e vigorosa, a maioria dos meluhianos já é centenária. Além disso, o povo de Meluha se surpreende com a aparência física do visitante, que possui todas as características do prometido salvador do império, aquele cuja profecia diz que nasceu com a missão de pôr fim às guerras entre as tribos e fazer renascer a paz. Mas será que o jovem guerreiro tribal vai aceitar sua profecia e tomar seu lugar como defensor do povo? Além das empolgantes batalhas épicas e do bem amarrado casamento entre mitologia e ficção, Os Imortais de Meluha é a saga de um herói diante das escolhas de seu destino, num caminho para se tornar Deus.



O currículo de Cher é extenso. Tão extenso que essa obra homônima se resume a analisar um período de sua vida. A artista, uma das mais longevas e múltiplas a cruzar a ribalta da mídia.  Se formos nos ater apenas às premiações da multi-artista, Cher vendeu mais de 100 milhões de álbuns solo e 40 milhões de discos como parte da dupla com Sonny, seu ex-marido. Vencedora do Oscar e de três Globos de Ouro ela é também considerada um ícone gay. Em 1998, foi agraciada pelo GLAAD Media Awards (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) com o Vanguard Award, prêmio oferecido aos membros da comunidade do entretenimento que fizeram ganhos significativos na promoção da igualdade de direitos para gays e lésbicas.
Não bastando tudo isso, a cantora também se aventurou na empreitada de apresentar um programa de variedades na televisão norte-americana, exibido na CBS nas noites de domingo entre fevereiro de 1975 e janeiro do ano seguinte.Durante o período, Cher viveu uma das fases mais turbulentas de sua vida pública, tendo, entre outras coisas, comparecdido a um tribunal para testemunhar em um caso de homicídio; encerrado formalmente seu relacionamento romântico e comercial de dois anos com o magnata da mídia David Geffen; respondido a uma ação judicial de seu pai, John Sarkisian, que pedia US$ 4 milhões por “invasão de privacidade” e outras coisas. Apesar da série de interpéries, a artista crescia, ganhando popularidade e brilho a cada novo obstáculo. Analisando as correntes a favor e contra, e todos os acontecimentos desse momento da carreira de Cher, o biógrafo Josiah Howard, coletou entrevistas e depoimentos de personagens, familiares, diretores e amigos, traçando um retrato da artista tão multifacetado e inclassificável quanto a sua própria vida. O livro ainda conta com um detalhado e vasto acervo de fotos, com     registros dessa época marcante de Cher.



Publicado originalmente no formato de folhetim na revista de moda A Estação , o romance Quincas Borba, de Machado de Assis é considerado um dos mais importantes da obra Machadiana e um dos que definem seu estilo de narrativa, realista e irônica. Último romance publicado por Machado no então tradicional formato de publicação seriada em periódico, foram as dificuldades enfrentadas pelo autor durante a publicação e sua transição para a obra como volume completo que definiram pontos importantes do estilo de escrita do mais relevante autor brasileiro. São essas diferenças entre as obras, seus pontos de encontro e distanciamento e suas consequências que são estudados por Ana Cláudia Suriani da Silva, em seu livro Machado de Assis: do folhetim ao livro. Produzido como projeto de doutorado da autora e originalmente publicado em inglês, a obra analisa o processo criativo do romance Quincas Borba em seus dois momentos distintos: sua publicação original como folhetim num periódico, e como esta dialogava com os outros elementos da revista, seus anúncios, gravuras e colunas, e sua publicação como volume único, e como as dificuldades da publicação em folhetim influenciaram a produção da obra definitiva, sua narrativa global ao invés de progressões episódicas lineares. Além disso, Ana Cláudia busca mostrar como o enfoque da revista, dedicado à moda e aos interesses da elite contribuíram para marcar no autor sua narrativa realista e irônica, dedicada a criticar os costumes e a situação política de seu tempo com mordacidade. Uma análise da coisificação do indivíduo, do homem tornado objeto pelo homem e como os vencedores tendem a ficar com os tubérculos.



Norma Bengell foi tudo. A atriz, de pouco destaque atualmente, mas sempre relevante, atravessou as décadas como uma das mais bem sucedidas artistas, do país, tendo atuado, dirigido, e assumido posições políticas sempre na vanguarda de sua época. Do começo como manequim na Casa Canadá até os filmes italianos com o renomado diretor Alberto Lattuada e o affair com o ator Alain Delon. Dos primeiros filmes, com Oscarito, em O Homem do Sputnik. Da chegada ao festival de Cannes, com o elenco de O Pagador de Promessas até a sua participação na bossa nova e nas revoluções de 68. Do primeiro nu frontal da história do cinema nacional em Os Cafajestes até o exílio na França, com atuações aclamadas no Théâtre National Populaire e a condecoração pelo então presidente do país, François Mitterrand. Norma foi um ícone, representou todos os papéis que uma personalidade pode ter, literal e figurativamente. A autobiografia da artista, publicada póstumamente, conta todos os momentos que a atriz viveu, suas glórias e decepções, incluindo a importante contribuição para o cinema nacional, tanto como diretora do filme Eternamente Pagu, sobre a militante feminista e uma das mais importantes (e também injustamente desconhecidas) intelectuais do Brasil, quanto com sua participação na retomada do cinema brasileiro nos anos 90, intermediando diretamente com os presidentes Collor e Itamar Franco por apoio financeiro e pela aprovação da Lei Rouanet. Atriz, dançarina, militante, musa, sex symbol, diretora, condecorada, pioneira, Norma foi tudo, e a única coisa que nunca poderá ser é esquecida.



Maior complexo de favelas do Brasil, o Complexo do Alemão é composto por 13 favelas que somam mais de 70 mil habitantes. Apesar da dimensão gigante, dentro de uma das maiores metrópoles do país, a região do Morro do Alemão era, até poucos anos atrás, um universo à parte, desconhecido da maioria dos brasileiros. Foi com a recente, polêmica e controversa pacificação do morro que seus habitantes, histórias e relatos vieram a ficar conhecidos do grande público. Entre esses personagens, destacou-se um que viria a ganhar a fama simultaneamente à ocupação da favela pelas forças militares: o jovem Rene Silva, que tuitou sobre a movimentação dos traficantes um dia antes da ocupação policial que foi notícia no mundo todo. Porém, assim como foi com o resto do Complexo, a recente fama de Rene Silva para o mundo veio depois de sua notoriedade dentro do morro, onde era famoso por aos 11 anos ter criado o jornal comunitário Voz da Comunidade. Fiel aos valores jornalísticos mesmo antes de poder ser chamado formalmente de repórter, Rene respondeu ao juramento de imprensa e instintivamente criou uma maneira de levar voz aos silenciados habitantes do Alemão para que, então, eles pudessem relatar sua própria história. É nessa pluralidade de relatos, personagens e discursos que Voz do Alemão encontra seu uníssono. Tendo Rene como a linha condutora que faz a travessia entre cada voz, Sabrina Abreu, em parceria com o repórter precoce, desenha um panorama da riqueza de experiências, de lutas, de realidades e de vozes que compõem o Alemão, sem nunca esquecer o passado sofrido da comunidade. Vozes essas que eram invisíveis ao grande público, mas que foram ouvidas por Rene, e que gritam em coro o que o jovem jornalista atendeu: “representatividade”.

16 comentários:

  1. Parabéns pela sua parceria!
    Muito sucesso a você ao seu blog!
    A nversos é top!
    Beijos! <3
    http://www.cheirodelivronacional.com.br/

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  2. Parabéns!!! Que essa parceria lhe renda ótimos frutos!!!
    Sucesso!!!

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  3. Olá!
    Parabéns pela parceria! É sempre muito bom ter a oportunidade de fazer parceria com uma editora que a gente realmente admira, né? É uma editora nova. Até então não a conhecia.
    Sucesso pra você!
    Beijinhos.
    http://ressacamusiliteraria.blogspot.com.br/

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  4. Oi Lilian, tudo bem? Parabéns pela parceria e que ela renda ótimos frutos. A nVersos não é uma editora que eu costumo ler, mas tem ótimos livros. Achei interessante a sinopse de "A Voz do Alemão".

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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  5. Olá Lilian,

    Não conhecia a editora, parabéns pela parceria, abraço e sucesso.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  6. Parabéns! \o/ sucesso nesta nova parceria... não conhecia a editora. Mas gostei dos livros.

    Beijos!

    http://livrosfilmeseencantos.blogspot.com.br/

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  7. Oláá
    Poxa, que legal, parabéns pela parceria, a editora tem um catalogo bem legal e interessante.
    Sucesso ao blog e a editora.
    Boa sorte.

    BEIJOS
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  8. Parabéns pela parceria! nVersos é uma ótima editora. E eles têm o maior respeito pelos blogueiros.
    Estou lendo Machado de Assis: do folhetim ao livro e estou amando.
    Quero muito ler Os Imortais de Meluha

    Beijos!

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  9. Nossa, realmente existem 1516510540 editoras no mundo hahah
    Nao conhecia essa editora!
    Parabens pela parceria!!!
    Sei o quanto é bom conseguirmos parcerias!
    Beijão
    Gio - Clube das 6
    www.clubedas6.com.br

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  10. Oii, tudo bem?
    Parabéns pela parceria!
    Também fechei parceria com eles e já amo a editora! São super atenciosos <3
    Bjs

    A. Libri

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  11. Uauuuu que empolgante todo este post, desde as novidades da parceria, a seleção de títulos e a própria resenha que me laçou comum nó duplo e apertado kkkkk o primeiro livro me fez lembrar de "Shangri-lá"... Duas mulheres incríveis e deve ter coisas maravilhosas para nos contar sobre elas... A história do menino do alemão também é de arrepiar por tanta coragem e iniciativa quando a maioria estava estática.. Enfim, estou super feliz com tudo e tenho certeza que este ano será realmente um ano de assuntos bem resolvidos, Parabéns. :) <3

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  12. Oi oi!
    Parabéns pela parceria! Conheci a editora a pouco tempo e parece ser ótima.
    Sucesso, beijão!

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  13. Parabéns pela parceria! Quero muito esse livro sobre Machado de Assis ♥

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  14. Oiiii Parabens pela parceria
    Aproveita muitoooooooooo e escreve tudo para nós hahahahah

    beijos
    http://livrosetalgroup.blogspot.com.br

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  15. Oiiii Parabens pela parceria
    Aproveita muitoooooooooo e escreve tudo para nós hahahahah

    beijos
    http://livrosetalgroup.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  16. Ah, é muito bom ver que pessoas que realmente merecem conseguiram parceria. É ótimo saber que um blog muito bom agora tem parcerias para torná-lo ainda melhor. Espero que o blog fique melhor sim, mas que não perca essa essência poética que eu gosto tanto. Por mais que eu tenha conhecido o blog a pouco tempo, tenho comentado grande parte das publicações, e adoro esse espaço haha. Parabéns amadas!

    http://ocasulodasletras.blogspot.com.br/

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 

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