Resenha: Um Perfeito Cavalheiro – Julia Quinn




27 abril 2015




‘Um Perfeito Cavalheiro - Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.’
Oi Gente, hoje trago para vocês mais uma resenha da série os Bridgertons, da Julia Quinn. Dessa vez, vou falar do livro três – Um Perfeito Cavalheiro.
O Romance conta a história de como Bennedict, o segundo filho da família Bridgerton (dá para notar pelo nome) se apaixona. O Tema que a Júlia abordou dessa vez, foi diferença social e pela época em que o romance se passa, vocês supõem o peso que isso tem na história, né?
Então, quando eu terminei de ler O Visconde que me amava (livro dois), eu li logo o primeiro capítulo e notei que a história se tratava de uma releitura do conto de fadas “Cinderela” e por isso adiei a leitura. Temi que o uso dessa temática, tão rebuscada dos contos de fadas, me pudessem fazer decepcionar com a autora.  Ledo engano.
Até que um dia decidi ler e pensei: “Que seja o que a Deusa quiser” e não me arrependi. A Julia como sempre me surpreendeu, com o rumo maravilhoso que ela deu a trama, a deixando com a cara de algo que só Julia Quinn poderia escrever. Simplesmente amei! (só pra variar) Agora deixa eu contar um pouco dessa trama pra vocês!
Sophie é a filha bastarda de um conde, que durante a infância levou-a para morar consigo sob a posição de protegida. E assim durante a infância Sophie era bem tratada, educada e criada com tudo do bom e do melhor, exceto o principal, o amor do pai. 
Até que o conde se casou com uma viúva que tinha duas filhas e que indo morar junto ao conde, percebeu ao olhar para Sophie sua real origem, passando assim a nutrir por ela um ódio completamente mortal.  
Anos se passam até que o conde morre, deixando em testamento que a madrasta receberia uma mesada para cuidar de Sophie até os 18 anos e um dote para que ela assim pudesse se casar. A revelia e simplesmente pelo interesse na grande quantia que receberia por isso a bruxa madrasta, permite que Sophie continue na casa, porém a rebaixa ao cargo de camareira (na verdade, escrava) e sempre diz que faz aquilo por caridade, sem nunca revelar a quantia que recebia para mantê-la e nem sobre o dote a que ela teria direito.
Mais uma vez, estamos em alta temporada em Londres, então não poderia faltar nessa história mães desesperadas por casar suas filhas e solteiros desesperados por fugir delas. E o ponto alto desse ano é o baile de máscara na mansão dos Bridgertons.
E como eu já falei, o livro é uma releitura de “Cinderela”, não é spoiler se eu disser que Sophie receberá uma ajudinha pra ir nessa festa, né? E lá o príncipe... Não péra! Bennedict, que sendo o Bridgerton solteiro mais velho é o maior partido do ano, só terá olhos pra ela. 
Ah, mas, dessa vez não tem sapato (ufaaaa!), mas é lógico que ela deixa alguma coisa pra trás (vocês vão ter que ler pra saber o que é).
Mas então, no dia seguinte ao baile após alguns acontecimentos, a perversa madrasta manda Sophie embora e ela parte sem nenhuma perspectiva em busca de trabalho e de como vai sobreviver sozinha num mundo do qual ela conhece tão pouco. Mas ela consegue se virar e anos depois, acaba revendo Bennedict, quando ele a salva de um estupro iminente. Só que ele não a reconhece e é aí que a história começa a mudar...
Não vai ser novidade eu dizer que essa mocinha não é frágil, nem submissa, porque isso é de praxe nos livros da Júlia e eu sempre digo isso nas resenhas por aqui. Da mesma forma que é comum eu enfatizar no meu amor e carinho em relação aos personagens masculinos da família Bridgerton, que acabam por destoar tanto dentro dessa época machista e preconceituosa em que a história se passa, devido ao amor e a educação que receberam de Violet a incrível matriarca dessa maravilhosa família.   
Lógico que eu recomendo o livro, é o terceiro que eu favorito da série. E pode crer que é impossível não se apaixonar por essa família. 
Minha próxima leitura da série, já chegou e será Os Segredos de Colin Bridgerton e eu estou em êxtase, ao mesmo tempo que adiando a leitura por medo que ela acabe logo, pois Colin e Penélope me conquistaram desde o primeiro livro...
Enfim, não deixem de vir ler a próxima resenha da série. Beijos!





12 comentários:

  1. Não faz 10 minutos que comentei uma resenha do filme Cinderella e agora um livro que também parece com essa história? Acho que é um sinal, mas pra ler ou assistir? haha.
    Parece uma história legal, mas como disse no outro blog eu estou enjoada dessas adaptações, sabe. Se eu tivesse o livro, eu ia ler com certeza. Mas acho que não compraria por conta própria. Mesmo você me deixando curiosa com o final da sua resenha onde já não se parece com Cinderella.
    Beijos.

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  2. acho interessante essas releituras feitas sobre os contos clássicos, claro que de forma criativa. Leria esse livro de boa, até pq tem um tempo que venho querendo ler algo de Julia...

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  3. Esse foi dos meus favoritos até agora da série! Benedict se tornou meu irmão favorito! Mas leia logo o do Colin! Eu também enrolei para ler tentando fazer demorar mais a acabar, mas é um livro excelente também! A Penélope virou minha mocinha favorita!!

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  4. Oiee ^^
    Esse é um dos meus livros favoritos da série, adorei conhecer a história da Sophie e sobre como ela deu a volta por cima. Também não tinha ficado muito animada quando soube que ela era um tipo de Cinderela, mas essa Julia Quinn é um gênio ♥
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  5. Estou louca pra ler essa série, ela deve ser ótima, sempre vejo ótimos comentários e sua resenha foi esclarecedora para querer pra ontem! É o tipo de livros que lemos com dor no coração Qdo chega o final,
    Bjis

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  6. Bom dia,

    Só leio resenhas positivas dessa série e tenho uma certa curiosidade em relação a ela, que sabe eu leia futuramente....abraço.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  7. Oláá
    Eu leio inúmeras resenhas sobre essa autora e a série, mas não curto romances de época, nunca me chamam atenção mas quem sabe eu não arrisque daqui um tempo.

    http://realityofbooks.blogspot.com.br/
    Catharina
    Beijos

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  8. Oi Kris, tudo bem?
    Com certeza vou ler a próxima resenha também.
    Já sabia que este livro se trata de uma releitura de Cinderella e isto que fez com que eu queira muito ler, fora o fato de tanta gente falar bem dos livros da Julia!
    Bjs

    A. Libri

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  9. Oii, tudo bem?
    Concordo com você é impossível não se apaixonar pela família Bridgerton, assim como é impossível escolher um livro favorito dessa série, mas apesar de amar todos incondicionalmente esse é o meu favorito da série, adoro romances, sabemos que terá final feliz e tal,mas eu gosto do desenrolar da história. Parabéns pela resenha ficou ótima.

    http://leiturasdamary.blogspot.com.br/

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  10. Olá,

    Cá estou eu me preparando para começar minha primeira leitura da Julia Quinn, quando li falando desse terceiro livro se tratar de uma releitura de "Cinderela" vamos dizer assim ao contrario de você eu não fiquei com um pé atrás. Fiquei foi mais animada. Espero me apaixonar por essa família tanto quanto você.

    Beijos.
    Visite: Paradise Books BR

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  11. Hey, tudo bem?

    Gente, como estou doida para ler essa série. E saber que o terceiro livro é uma releitura já me animou, mas saber que a autora conseguiu fazer isso muito bem além de conseguir colocar a sua própria marca na história só me anima mais ainda, espero que eu goste tanto quanto você gostou. Mal posso esperar para conferir.

    Beijos,
    Dois Dedos de Prosa

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  12. Oi, tudo bem?
    Esse livro é lindo demais! Amo muito a série toda, e tudo que a Julia escreve. Achei super legal como ela abordou a questão das diferenças sociais naquela época, e o Benedict é apaixonante, um verdadeiro príncipe.
    O fato de ser uma releitura da Cinderela não me incomodou, porque amo contos de fadas, rs.
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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