A escrita subversiva e a discrepância entre a literatura e a diversidade brasileira




22 junho 2015

Por Janethe Fontes

Embora o ato de escrever, por si só, já tenha sido considerado subversivo, sobretudo quando produzido por determinados gêneros (mulheres e homossexuais) ou grupos sociais (negros, índios, etc), o fato é que a escrita também já foi bastante produzida – e em alguns casos ainda continua sendo – para ‘manter padrões’ e/ou reforçar estereótipos, mesmo que de forma inconsciente.
Como exemplos disso, eu poderia citar as revistas femininas e artigos produzidos sobre comportamento feminino no início do século XX, que hoje nos parecem ‘piadas’ devido às aberrações tidas como regras de etiqueta/comportamento! Também poderia fazer referência a alguns livros que reproduziram preconceitos horrendos e que até hoje são lidos sem uma crítica ideal dos valores apresentados. Mas vamos nos focar na literatura contemporânea brasileira.
Afinal, quantos livros nacionais você já leu onde ao menos um dos protagonistas é moreno, negro, gordo (ou gordinho), índio ou homossexual? Poucos, né?
Mas num país onde seu povo é, em grande parte, mestiço, não parece estranho que apenas 7,9% dos personagens sejam negros e menos de 0,5% sejam índios, conforme nos aponta Regina Dalcastagnè em seu estudo sobre a “Literatura brasileira contemporânea”?
O estudo ainda aponta que dos 258 livros estudados, 73,5% das personagens negros são pobres e 20,4% são bandidos.
Quanto ao perfil dos escritores brasileiros: 93,9% são brancos. 72,7% são homens e 78,8% possuem ensino superior.
E porque essa discrepância entre a literatura e a diversidade brasileira? Simples! Porque a literatura é, na verdade, apenas um reflexo da sociedade que, apesar de suas verdadeiras origens, ainda contém muito do pensamento eurocêntrico. Além disso, como a venda de livros estrangeiros no Brasil ainda é muito grande (bem maior do que o que é produzido aqui, em terras tupiniquins), muitos autores acabam ‘por copiar’/reproduzir personagens com características europeias. Afinal, esse é um padrão de vida e beleza que nos foi imposto há bastante tempo e não é fácil romper.
Ou seja, faz-se necessário ‘abrasileirar’ a literatura brasileira.
A literatura, como tem sido produzida por aqui, apenas ‘cultua’ valores e ideias de outros povos, que, em muitos casos, são bem diferentes dos nossos.


A crítica que faço não é para que meus pares se sintam ofendidos, injustiçados ou afrontados. Ao contrário disso! Até porque temos um mercado literário ainda muito complexo, onde os literatos penam muito para ter seu trabalho publicado e, sobretudo, valorizado.

Além disso, a concorrência que enfrentamos com ‘o que vem de fora’ beira o desleal, pois enquanto obras estrangeiras, advindas da Europa e USA, são trazidas para cá ‘com toda pompa e circunstância’ e expostas em todas as vitrines das grandes livrarias, a literatura brasileira fica, muitas vezes, relegada aos cantos mais escondidos dessas mesmas livrarias.
Vejam que o mesmo tratamento pomposo também não é dado à literatura africana, asiática ou latino-americana. Como exemplo, cito a escritora, ativista LGBT muçulmana, jornalista e apresentadora de televisão, naturalizada canadense, Irshad Manji (Uganda, 1968), que é uma das signatárias do Manifesto: Juntos contra o novo totalitarismo, cujas obras são pouco conhecidas no Brasil. Haveria outros inúmeros exemplos que não caberia aqui se fosse citá-los.


Enfim, o problema é bastante complexo, pois envolve um público leitor que ainda não aprendeu a valorizar o que é produzido por seus conterrâneos (apesar de isso estar mudando lentamente). Mas também não estou acusando os leitores e tampouco as editoras e livrarias, acredito apenas que ‘romper com as regras do mercado’ e produzir uma literatura mais heterogênea, que fale de ‘nós mesmos’, de nosso hábitos e costumes, talvez (e apenas talvez, já que não tenho certeza de nada), seja um diferencial que ainda não aprendemos a explorar em nossa literatura. Quem sabe quando isso acontecer, a literatura brasileira consiga ‘aparecer’ e assim atrair não só as editoras, mas também um público leitor que se identifique verdadeiramente com as personagens?

Importante: Enquanto produzia este artigo, coincidentemente, um amigo meu publicou (em seu facebook) um artigo da Revista Forum com a notícia de que o Conselho Superior da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC, recusou a criação da Cátedra Michel Foucault no início deste ano.

Segundo Marcelo Hailer, que produziu o artigo para a revista, a “censura e intervenção contra a criação da Cátedra foi deliberada pelo Conselho Superior, órgão máximo constituído pela reitora Ana Cintra, bispos da Arquidiocese de São Paulo e o cardeal dom Odilo Scherer.”
De acordo com relatos, a censura se deu por que os pensamentos do filósofo “não coadunam com os valores da igreja”. O que espanta, ainda de acordo com Marcelo Hailer, é que o Conselho Superior tenha levado mais de 40 anos pra descobrir isso, visto que a PUC-SP é internacionalmente conhecida pelos vários estudos e grupos de pesquisa ligados à sua obra. Portanto, a censura do Conselho se dá por dois motivos: 1) Moral: Michel Foucault era homossexual, crítico da igreja e foi uma das primeiras pessoas públicas a morrer de aids na França; 2) Político: apesar da PUC ser uma referência em estudos foucaultianos, a universidade não tinha um ligamento oficial com o filósofo, a partir do momento em que a Cátedra fosse criada, a instituição passaria a ser visitada por pesquisadores do Brasil e da América Latina por conta dos áudios de seus cursos.

O que a gente abstrai desse tipo de notícia? Bem, ao que parece, a subversão pode custar muito caro ao artista que se atreve a lutar contra os padrões, contra o pensamento linear. No caso de Michel Foucault, sua opção sexual e política ainda incomodam muita gente...


51 comentários:

  1. Olá
    adorei o texto, isso sim é que é dominar a escrita, queria poder fazer isso, rsrs, realmente eu concordo com você em alguns aspectos
    Bjks
    Passa Lá - http://ospapa-livros.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Netinho!

      Que bom que gostou do texto!

      Depois, vou dar uma "passadinha" sim no seu blogue. "Chá" comigo!!
      ;)

      Abs

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Oi, adorei o seu texto e eu concordo com vc em alguns aspectos, e acho interessante quem domina a escrita como vc faz e os assuntos que vc retrata. Parabéns pelo texto
    bjus
    http://recantoliterarioeversos.blogspot.com.br/

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    1. Valeu, Thatyane!!

      Depois, se quiser "discutir" os aspectos que não concorda, fique à vontade.

      Bjs

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  3. Oi Janethe..
    Encantada com seu post. Uma vez fui fazer uma postagem no blog, no dia da consciência negra, e queria colocar livros com protagonistas negros. Qual não foi minha surpresa que mal consegui encontrar livros assim, a não seu em livros infantis que também não eram muitos. A impressão é que negros só são protagonistas de suas próprias tragédias, como o livro que estou lendo agora: "O livro dos negros", que fala da escravidão.
    Amei sua reflexão e concordo plenamente. A sociedade é que precisa mudar, isso é mais que óbvio.

    livrosvamosdevoralos.bogspot.com.br

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    1. Olá, Letícia!

      Infelizmente, é isso mesmo! Nossa literatura é ainda muito falha em relação à diversidade brasileira! E acredito que o primeiro passo para correção dessa falha é justamente o reconhecimento disso!

      Beijos

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Oi, tudo bem?
    Gostei bastante do seu texto, pois ele traz uma temática que sempre me deixa muito pensativa!
    Leio bastante livros, principalmente estrangeiros e a não ser livros que falem sobre a escravidão ou coisa do tipo eu não me lembro de ler um livro com protagonista negro, isso é quase que algo raro na literatura, e a mesma coisa acontece com muitos dos nacionais que tenho lido.
    Tenho percebido também inclusive que alguns autores nacionais fazem a opção de não narrar sua história no Brasil, o que é algo que acho bem triste, pois o Brasil é um pais lindo e que pode servir de cenário de fundo para qualquer boa história!

    Beijo:*
    http://www.livrosesonhos.com/

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    1. Olá, Maiara!!

      Bem, eu acho que o autor tem de ter a liberdade de narrar as suas histórias onde bem entender. Mas eu, particularmente. prefiro narrar minhas histórias no Brasil! Tanto lugar lindo por aqui, tanta diversidade... E acredito que o leitor acaba se "identificando" muito mais! Não concorda?

      Beijos

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  5. Olá :) Nossa, quanto mais visito o seu blog mais eu fico *---* rsrs Adoro as suas postagens e opiniões, sempre aborda assuntos importantes, informativos e que faz as pessoas (leitores) refletirem sobre determinadas situações. :) Gostei bastante do assunto aborado nesse texto, e concordo com tudo, é até um pouco difícil escrever um comentário, rsrs :o
    Muitos livros nacionais seguem as características de outros países, é muito raro ler livro com personagem físicamente parecidos com o nosso povo (brasileiro). o.O Existem muito poucos protagonistas negros(a) e homosexuais. :/ Além disso, na maioria nas novelas as pessoas negras são escravos/empregados. :/ de certa forma isso é um tipo de preconceito. :(
    beijos! :) Ótimo texto!!! ;)
    Blog: http://my-stories-wonderful-books.blogspot.com.br/
    Página: https://www.facebook.com/BlogWonderfulBooks

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    1. Obrigada, Gaby!

      Fico super feliz por saber que gostou, que tanta gente gostou do texto!

      Bjks

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  6. Eu concordo plenamente, Janethe. Não me sinto da mesma forma com relação aos livros antigos, nos quais os padrões reforçados eram, de fato, coerentes com a realidade e qualquer abordagem diferente seria uma ofensa ou ousadia por parte do autor. Agora, quando vejo livros contemporâneos reforçando preconceitos ou estereótipos que apenas prejudicam um senso de cidadania que lutamos por promover e manter, sinto-me ultrajada. Um autor contemporâneo, espera-se, deve saber que seu livro não apenas pode entreter, mas também influenciar gerações. Acho que é papel de um autor, no mínimo, refletir criticamente sobre qual o objetivo da sua obra e valores que ela transmite.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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    1. Olá, Francine!

      Que bom que gostou do texto!

      Eu também acho que um livro pode influenciar gerações, daí a grande importância dessas reflexões.

      Beijos!

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  7. Olá!
    Concordo plenamente com seu texto. Eu sigo vários autores nacionais que militam causas das minorias e em seus livros, não existem elementos que demonstram o interesse nessas causas. São quase contos de fadas e alguns sequer se passam no Brasil. Acho muita hipocrisia da parte dessas pessoas, porque elas enchem o saco nas redes sociais com sua militância capenga. Adorei seu texto, bem reflexivo sobre nossa escrita. Queria que algumas pessoas tivessem acesso a esse texto

    Beijos
    http://www.breakingfree.blog.br/

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    1. Olá, Júlia!

      Olha, não é fácil militar na prática. Além disso, a verdade é que o mercado editorial "estrangeiro" é quem determina as regras por aqui... Veja a quantidade de livros hots publicados depois do sucesso do 50 tons, só para citar um exemplo recente.

      É muitíssimo complicado tentar ir na "contramão" do mercado, entendeu?

      Por outro lado, acho que dá para os autores(as) fazerem "boas adaptações" locais, com "ingredientes bem brasileiros". Por que não?

      Bjs

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  8. Oi, Janethe. Excelente texto e reflexão. A discussão é muito pertinente. Esses dias mesmo me peguei pensando sobre os livros que já li com protagonistas negros. Tanto livros nacionais, quanto estrangeiros. Não consegui me lembrar de nenhum, o que é uma pena. Lendo seu texto também lembrei do discurso da Chimamanda, que a Lilian publicou esses dias aqui no blog. Ela mesmo conta que quando criança só lia livros com protagonistas brancos, felizes e brincando na neve. Realmente, os escritores que dão voz às minorias, acabam sendo esquecidos nas prateleiras e ofuscados por outros lançamentos. Infelizmente, não têm a divulgação que merecem. Beijos!

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    1. Olá, Camila!

      Realmente, a nossa literatura ainda é muito influenciada pela literatura estadunidense e europeia, E precisamos mudar isso com certa urgência, e resgatarmos nossa identidade.

      Bjs

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  9. Oii!

    Gostei bastante do texto e concordo com você em vários aspectos ^^
    Queria que algumas pessoas (ou todos as pessoas possíveis) tivessem como ler esse texto.

    Beijos, Kamila
    www.vicio-de-leitura.com

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Puxa, que bom, Kamila!

      Se possível, nos ajude a divulgar.

      Bjks

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  10. Oi, tudo bem?
    Gosto bastante dos textos daqui porque nos fazem refletir sobre várias coisas. Bom, realmente é isso que acontece, dificilmente lemos um livro com protagonistas negros ou índios e o pessoal aqui costuma mesmo dar uma certa "copiada" nas descrições dos personagens dos estrangeiros (leia-se gente de olhos claros e loiros em sua maioria) Enfim, gostei bastante do seu texto e mais pessoas deviam ler esse texto o/

    Beijos :*
    Larissa - srtabookaholic.blogspot.com

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    1. Fico realmente feliz por saber que gostou, Larissa!!

      Obrigada por deixar suas impressões aqui.

      Bjks

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  11. texto muito bem redigido e a reflexão [é sempre válida ,
    acho que esse texto deveria ser compartilhado então é isso que farei kkk

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  12. Janethe, que belo texto.
    Isso que é ter o dom da escrita/palavra.
    É inacreditável como nem mesmo nós, os brasileiros, damos valor a nossa raça.
    Dificilmente não vemos o negro, o índio ou até mesmo a mulher como um ser inferior.
    Isso é horrível e espero que mude algum dia, mas infelizmente se mostra improvável, pois parece que a maioria é de uma mente pequena inimaginável.

    Lisossomos

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    1. Eu também espero que mude, viu? O quanto antes!

      Bjs

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  13. Olá!
    Adorei seu texto e concordo com você em determinados pontos.
    E principalmente no que diz respeito a concorrência desleal com os livros estrangeiros... O leitor brasileiro ainda não aprendeu a valorizar a obra nacional.
    Ótimo post!
    Beijos!

    www.livrosdajess.com

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    1. Pois é, Jess!

      Lamentavelmente, a literatura nacional ainda é muito desvalorizada!

      Bjs

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  14. Oi Janethe, sua linda, tudo bem
    Adoro lhe encontrar por aqui. Em relação aos livros, sejam nacionais ou estrangeiros, para mim nunca fez diferença, livro é livro, eu consigo enxergar um lado comercial ditando padrões. Como romântica e sonhadora, eu acho que o autor vende sonhos, ele coloca no papel o que nós gostaríamos de ter em nossa realidade e muitas vezes não temos. Ele torna o inalcançável possível. Por isso, acredito, não tenho nenhuma fonte de estudo que baseie minha opinião, é só "achismo", que a maioria opte por não apresentar as injustiças, os dramas, o preconceito e a dor com que a sociedade convive em suas histórias. Acho que no fundo é uma forma de escapar dessa realidade, seria o único lugar seguro para que o leitor possa ser e viver com liberdade, sem se lembrar, pelo menos por algumas horas, do que ele vê e sente todos os dias.
    Parabéns pelo texto, como sempre arrasou.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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    1. Olá, minha querida Cila!

      Eu também adoro encontrar você por aqui!

      Em relação aos sonhos, é verdade. Mas a gente também pode "vender sonhos" criando personagens que os leitores se identifiquem mais! Não que isso seja uma obrigação, porque não é! Mas talvez seja um diferencial a ser analisado.

      Beijinhos e obrigada pelo seu comentário!

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  15. Olaaa
    Que belo post.
    Nossa, quem dera eu dominar a escrita hahha realmente livro é algo que vai a gerações e isso é tao interessante.

    Beijos
    Reality of Books

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    1. Olá, Catharina M.!!

      Obrigada pelo seu comentário!

      Espero reencontrá-la por aqui mais vezes.

      Beijos

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  16. Olá! Tudo bem?

    A começar pelo título: muito instigante. Comecei a ler sem grandes expectativas, esperando me deparar com mais um crítica de quem "só sabe falar". Mero engano! É notória a presença de fatos, dados e críticas relevante e pertinentes. Alegra-me ler um texto com um teor tão aguçado como esse. Concordo plenamente contigo... O trecho que mais me marcou foi " E porque essa discrepância entre a literatura e a diversidade brasileira? Simples! Porque a literatura é, na verdade, apenas um reflexo da sociedade que, apesar de suas verdadeiras origens, ainda contém muito do pensamento eurocêntrico." Impactante e reflexivo. Texto feito para ler e pensar!

    Parabéns.

    Beijos,

    Juliana Garcez | Livros e Flores

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    1. Olá, Juliana Garcez!!

      Fico realmente feliz que tenha gostado.

      Espero que volte outras vezes por aqui.

      Beijos

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  17. Que post incrível! Li um livro faz um tempo do qual retirei pontos pelo seguinte motivo: um livro nacional que se passa lá fora onde tudo é perfeito e blá blá blá, ai o personagem americano viaja o mundo e quando vem pro Brasil é vitima de um tiroteio... A é, porque só aqui no Brasil tem armas e pessoas ruins? Sinceramente...
    E realmente na maioria dos nacionais que li não aparecem personagens negros, índios e homossexuais... Não tinha reparado muito nisso e agora vou ficar mais alerta. Até porque se o livro é nacional tem que ter pelo menos uma característica da nossa terra.
    Como eu disse, o post ficou incrível, parabéns!
    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Gabrielly Marques!

      O problema é que há muito tempo os "best sellers estrangeiros" dominam as prateleiras/estantes de nossas livrarias, e o público leitor acaba por não ter acesso/conhecimento de ótimas produções que são feitas aqui.

      Mas eu creio que isso está começando a mudar... O processo ainda é muito lento, mas vejo que há uma pequena mudança no comportamento do próprio leitor, que tem se tornado "mais receptivo" à literatura brasileira contemporânea.

      Bjs

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  18. Oi! Gostei do seu texto, ele faz refletir mesmo! Realmente não me lembro de ler um único livro em que o protagonista fosse negro!

    Beijos*

    http://menteliteraria.blogs.sapo.pt/

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    1. Obrigada por seu comentário, Daniela!

      Fico feliz que tenha gostado!!

      Beijos

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  19. Oi parabéns pelo texto ele tem um teor reflexivo muito grande, faz a gente se questionar, e realmente nunca encontrei um livro com protagonista negro e só agora vemos mais livros com personagens gays,quem sabe um dia teremos livros com todos os tipos de personagens.

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    1. Que bom, Débora Costa!

      A intenção era realmente levar o leitor ao questionamento.

      Beijocas!

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  20. Quando era mais nova eu não focava se o livro era de um autor brasileiro ou estrageiro, pois acreditava que ambos eram respeitados e valorizados, depois que fiquei mais velha comecei a pesquisar sobre ps autores e descobrir que a grande maioria, que tinha sua obra divulgada, nem eram daqui e que os nosso autores eram desvalorizados, comecei a me deparar com pessoas que dizem ´´não ler livros brasileiros`` e quando eu questionados o porquê, me respondiam que não gostavam e quando eu dizia que isso era um preconceito a pessoa ficava sem jeito. Mas essas mesmas pessoas ficavam surpresas quando liam um livro e acabavam descobrindo que era de uma autora brasileira. O.O
    Eu fico muito triste por ver essa situação e mais ainda por perceber esse tipo de preconceito com os nossos escritores.

    Beijos e até logo!
    https://worldofmakebelieveblog.wordpress.com/

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    1. Olá, Amanda Mello!

      Pois é! Tem gente que não gosta e nem sabe exatamente o por quê!! Mas acho que isso está mudando lentamente, muito lentamente. Mas está!

      E vocês, blogueirxs literárixs, tem influenciado muito nesta mudança! :)

      Beijos e até logo!

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  21. Oii Janete, tudo bem?
    Adorei o seu texto, parabéns.
    Realmente dificilmente eu vejo um livro onde tem um personagem negro e de bom caráter, quando lemos a descrição de alguém ruim, diversas vezes sempre tem "negro", o que é triste não é, e brancos quase sempre são os mocinhos, necessitamos de mais livros onde o negro tenha um posto que quase sempre os brancos tem, afinal, eles também são seres humanos como qualquer pessoa.
    Adorei o seu texto.

    Beijos da Jéss ♥
    Brilliant Diamond | Fan Page

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    1. Olá, Jéss Winchester!

      Eu estou bem! E você?

      Pois é! Os comentários aqui apenas ratificam que realmente está faltando "diversidade" na nossa literatura.

      Beijos

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  22. Oi, tudo bem?
    Gostei dos textos, pois levanta questões que nunca parei para pensar e observar. Dificilmente livros nacionais apresentam personagens tão caracteristicamente brasileiros, indígenas ou gordos, por exemplo. E realmente, a nossa literatura pouco tem se mostrado. Até a próxima.

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    1. Olá, Caroline Freitas!

      Tudo joia. E você?

      Olha, eu estou super feliz pelo texto ter provocado reflexão em tanta gente!! :) Realmente, ficou acima das minhas expectativas.

      Beijos e até a próxima!

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  23. Olá!
    Infelizmente no Brasil ainda temos muito preconceito. Outro fator que me incomoda muito é os livros se passarem fora do Pais. Por que não fazer o cenário utilizando nosso Pais, temos tantas belezas que podem ser explorada. O preconceito é tão grande que agride a nós mesmo, brasileiros.
    Adorei o seu texto.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Suelen Fernandez!

      Eu acho que o escritor tem de ter a liberdade para escolher o local de sua história. Mas acho também que existe SIM um excesso de livros narrados fora do Brasil.

      O fato é que nosso país tem cenários realmente lindíssimos que dão belas histórias!! E é uma pena que muitos escritores e leitores não enxerguem isso.

      Beijinhos!

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  24. Oi, Janethe!
    Seu texto ficou maravilhoso. Concordo com sua opinião, a valorização do que é produzido aqui ainda deixa a desejar, mas sou daquelas que acreditam na mudança e pelo que venho percebendo o nacional vem cada vez mais ganhando espaço. Também ainda percebo uma certa "americanizada" no que é produzido por aqui, acho que a literatura nacional ainda precisa se apropriar mais de nossa identidade e características nacionais. Há muitas inspirações por aqui que renderiam histórias incríveis! :)

    Beijos,

    Rafa [ blog - Fascinada por Histórias]

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    1. Olá, Rafaelle Vieira!!

      Fico realmente feliz que tenha gostado do texto!

      Olha, eu super concordo com isso aqui: "a literatura nacional ainda precisa se apropriar mais de nossa identidade e características nacionais. Há muitas inspirações por aqui que renderiam histórias incríveis!"

      E como renderiam!!

      Beijos

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