No escurinho do cinema




05 julho 2015


Jorge Miguel Marinho*

Os minicontos, com brevidade, estão sempre com a câmera ligada para captar sentimentos enormes: a solidão, a amizade, a despedida, a paixão, a espera. Por isso mesmo, eles adoram dar um take na magia do cinema. É como se essas narrativas fotográficas fizessem uma parceria com a arte cinematográfica e decidissem criar shortcuts. O resultado é um feliz casamento da imagem visual com a precisão instantânea da palavra.
O que existe é uma cumplicidade visível entre a cena súbita, momentânea e repentina dos filmes e o sentido fotográfico, rápido e premente de uma breve história. História que precisa de toda a concisão para capturar a fugacidade da vida.
Portanto, luz, câmera, ação – que os minicontos deixem rolar um close-up e revelem, como um cameramanobstinado, pequenos instantâneos que curtimos no escurinho do cinema e persistem no flashback da memória e da imaginação.















* Formado em Letras e mestre pela Universidade de São Paulo, Jorge Miguel Marinho é professor de Literatura, coordenador de oficinas de criação literária, roteirista, ator e escritor. Entre suas obras estão O menino e o fantasma do menino, Uma história, mais outra e mais outra e Lis no peito: um livro que pede perdão, esta última premiada em 2006 com o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o Prêmio Jabuti de melhor livro juvenil e o White Ravens. Suas histórias são marcadas por uma atmosfera em que sonho e realidade se misturam no cotidiano das personagens.

10 comentários:

  1. Nossa que postagem bonita, muito bom o trabalho. Já amo cinema e livros dessa forma só cresce o sentimento <3 Parabéns ótima postagem :3

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  2. Parabéns pela postagem, realmente muito linda. Cinema e livros são minhas maiores paixões.*_*

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  3. Nunca tinha ouvido falar sobre isso antes, mas achei bem interessante!
    Beijinhos, Vic (https://corujasdepassarela.wordpress.com/)

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  4. Gostei muito do post.
    Conheci os minicontos na faculdade e adorei, sou apaixonada por contos.
    Gostei muito dos mostrados aqui. :)

    Lisossomos

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  5. Oi, tudo bem?
    Puxa, adorei a ideia do post!
    Eu não sei escrever pouco, viu. Acho que não saberia fazer um mini-conto. Mas adorei os expostos aqui, especialmente Golpe de Mestre e Cinema Mudo!

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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  6. Oi, o primeiro miniconto Adeus ás armas me deu a impressão de que a pessoa deixou um bilhete e se suicidou, curti a escrita,viajei legal aqui lendo ele. E o último do bebe de Rosemary, sorri ao ler, me lembrei dos meus pequenos.

    Amei demais o seu post,achei um amor só,gosto muito desse tipo de texto, gosto de lê-los porque relaxa a mente.

    bjs

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  7. Oi oi!
    Que legal esse post, super criativo!
    Os minicontos são demais, todos diferentes e encantadores em seus aspectos únicos.
    Apesar de ter dado uma viajada na explicação inicial, adorei!
    Beijos!

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  8. Olaaa
    Amo cinema então adorei o seu postvhaha é sempre bom ler mais sobre essas coisas.

    Beijos
    Reality of Books

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  9. Olá, achei muito legais os minicontos! O seu texto está muito bem escrito!
    Bom, em relação ao minicontos, adorei cada um! Teve uma sutiliza muito bem trabalhada, dou meus parabéns ao autores, pois eles deixarão uma marca registrada!

    Abraços e até!

    http://lendoferozmente.blogspot.com.br

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  10. Olá!
    Não conhecia o autor. Adorei os contos.
    O que mais gostei foi Cenas de Um Casamento.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.

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