Resenha - Neve na Primavera




04 agosto 2015


Neve na Primavera - Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho.
Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade.
Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve.
Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos,
Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.

Neve na Primavera, Editora Novo Conceito, 336 páginas é um comovente drama, que conta a história de duas mulheres, separadas por oitenta anos, mas unidas por uma tragédia.
A história se divide entre a dura vida de Vera Ray, uma moça pobre, na década de 30. E da jornalista Claire Aldrige, na época atual.

Mãe solteira, Vera se desdobra para conseguir dinheiro em plena recessão, a fim de sustentar seu amado filho Daniel. Durante uma atípica nevasca em Dois de maio, o menino desaparece, e o único rastro que deixa é seu ursinho. Oitenta anos depois, quando a nevasca se repete coincidentemente no mesmo dia, o chefe de Claire solicita a ela uma matéria sobre o fenômeno.
Depressiva e com um casamento que se tornou problemático e morno após um acidente que mudou sua vida, Claire descobre em sua pesquisa o caso irresoluto do desaparecimento do menino, e mergulha nele como uma fuga de sua realidade, e permanece incansável até resolver o mistério do paradeiro de Daniel.
Apesar do tema difícil, o livro é leve e rápido. Mas possui alguns problemas de construção.
A ênfase na vida e problemas conjugais de Claire, fez com que o mistério de Daniel fosse construído muito mal, de forma que é fácil descobrir o que houve logo no início do livro.
A leitura teria sido mais agradável se a autora tivesse focado no mistério do menino, ao invés de longas conversas entre Claire e seu pretendente a amante, uma vez que Vera é uma personagem muito mais cativante, e seu drama muito mais interessante que o de Claire.
É uma história que tocará em especial as mães, pois sem dúvida poderão se relacionar com o sofrimento de Vera Ray. É muito tocante ver a forma como ela se sacrifica para reaver o filho, e queria ter visto mais de sua história.
Ainda assim, Sarah Jio mostra que tem muito potencial para criar histórias profundas e cheias de sentimento, com personagens fortes e conflitos interessantes.


10 comentários:

  1. ai, fiquei curiosa pra ler esse livro mesmo nao curtindo muito a capa dele... Gostei da premissa e apesar dos pontos fracos que tu ressaltou, ainda aposto na leitura... bjs, Mandy ^^

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  2. Olá!
    Eu fico super em cima do muro em relação a esse livro, porque já li muitas resenhas negativas e muitas positivas. E como o livro me tira da minha zona de conforto literária, acabo ficando em dúvida.
    Talvez eu faça a leitura para tirar minhas próprias conclusões.
    Sua resenha ficou ótima!
    Beijos!

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  3. Imagino como deve ser, estar lendo e você descobrir o acontecido, páginas antes de se desenrolar tudo! Mas isso acontece... Já me cansei de ver até erro de palavras nos livros, tive que reler algumas vezes para entender o que se passava.

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  4. Nem imagino a dor de uma mãe que trabalha tanto para sustentar seu filho e ele desaparece, e nunca mais ouve notícias, e depois de tanto tempo vai descrever o acontecido, e acaba descobrindo coisas que nem posso imaginar o que seja, já que não li =/ Mas adorei a premissa e resenha, apesar da autora não ter focado tanto em partes mais importantes da história.
    Bjs Amanda!

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  5. Oi Amanda, tudo bem?
    É frustrante quando desvendamos o mistério do livro antes da hora. De qualquer forma não me interesso por esse livro, não curti a premissa dele.
    Bjs

    http://a-libri.blogspot.com.br/

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  6. Mandy, eu te disse, né? Que chorei lendo esse livro.
    Hauhauha Sou dessas.
    Eu curti a leitura, também matei o mistério logo no início,
    mas o lado bom é o mistério ser só plano de fundo e não influenciar muito.
    Beijos

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  7. Amanda-flor,
    Adorei seu ponto de vista. Apesar de ainda não ser mãe, tenho especial apreço por histórias que conseguem levar os leitores a analisarem os fatos sob o ponto de vista materno. Saber que a história aborda um desespero e sofrimento tão grandes, de mães que perderam seus filhos, soa muito convidativo para mim. Sei que vou sofrer durante a leitura, mas não posso evitar desejá-la, haha.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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  8. Olá; pelas resenhas que havia visto anteriormente, havia achado a história bem interessante e ficado curiosa para ler, acho que agora tenho que ler para poder tirar minhas próprias conclusões e ver se vou gostar realmente.

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  9. Oie, tudo bom?
    Como mãe de um bebê de 4 meses, acredito que essa história vai conseguir me cativar mais profundamente. Parece ser uma narrativa emocionante, mesmo que a autora tenha optado por abordar determinada personagem em detrimento de outra. Esse livro está na minha lista de próximas leituras.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  10. Oi!
    Li alguns resenhas desse livro e gostei muito da historia, fiquei com muita dó da Vera e do drama que ela vive fiquei muito curiosa para ler e descobrir o que aconteceu com Daniel e parasse uma linda e emocionante historia !!!

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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