Resenha - Sol e Lua




07 agosto 2015





Rosa sempre foi fascinada por historias de fadas que sua tia lhe contava, mas ao descobrir que havia sido adotada, jamais imaginou que pudesse fazer parte desse mundo que acreditava ser apenas fantasia e tampouco que poderiam existir outros seres sobrenaturais como vampiros. Vendo-se perseguida por um misterioso vampiro que conheceu em uma sala de bate-papo na internet, ela demora muito a se apaixonar por ele e terá que escolher entre sua herança de fada e seu amor por Antoine.  





Olá leitores,


A resenha de hoje é do livro Sol e Lua, autora Mary Luna, 174 páginas, Uno Editora. Eu acredito que a autora tenha cumprido bem o papel de escrever um livro leve e de leitura rápida e divertida para o público adolescente e jovem fãs deste gênero literário bastante em moda nos últimos anos. Romance entre seres mágicos, sobrenaturais e híbridos com humanos ou não, a superação de suas diferenças em nome de um amor considerado impossível é sem sombra de dúvidas um belo atrativo. Seriam estes os novos Romeu e Julieta? Estariam as diferenças humanas tão superadas a ponto de se tornarem maçantes como temas de romances?


Fato é que lamentavelmente, depois de tantas obras abordando o aspecto sobrenatural do romance nota-se certa saturação no mercado literário e aquilo que prometia inovação acabam sendo repetição de fórmulas gastas e batidas. Mas qual seria o problema então? Inventar, criar outras possibilidades de encontros amorosos?  Quem sabe um humano e um extraterrestre vivendo um amor além das estrelas...


Enfim, as possibilidades são infinitas e totalmente possíveis, porém o autor não pode se limitar por paginas, tempo, sabe-se lá por que, que o impede de aprofundar-se naquilo que ele teve como inspiração para a construção de sua obra.   No decorrer de toda a leitura não percebi emoção verdadeira na narrativa deste texto, não senti medo ou conflito na personagem era como se ela a personagem principal já tivesse lido a ultima pagina de sua historia e já sabia que não valeria a pena se desgastar por nada daquilo.
Os personagens que constituem o núcleo familiar de Rosa, assim como ela não passam de vultos e vultos também são todos os demais.  Mais uma vez eu lamento, pois tinha tudo para dar certo, mas não foi assim que senti. É como se o livro estive na fase de roteiro para pesquisa e aprofundamento posterior. Uma pena realmente.

E para concluir temos a personagem central com o péssimo habito de tratar as outras mulheres por termos pejorativos, coisa que nós mulheres teríamos que abolir de nosso meio o quanto antes. Seria excelente se a literatura pudesse contribuir com isso não perpetuando esta pratica na sociedade.

Sem mais, abraços poéticos.

2 comentários:

  1. Ou Ruth! Uma pena o livro passar a impressão de ser um pesquisa para vir um livro aprofundado depois. Eu nem sei como me comportaria diante de um livro assim. Concordo com você sobre nós mulheres nos tratarmos melhor, e os autores poderem contribuir com isso através do que escrevem. Eu acho a capa do livro linda, mas pelo visto ficarei so admirando a capa. bjs
    ww.amorascompimenta.com

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  2. Nossa!! Uma pena que a leitura não foi aquilo que você imagina, em termos de sentimentos, emoções não só em você mais nos personagens. Lamentável, pois como você citou, tinha tudo para dar certo, principalmente por ter algo sobrenatural, o que está agradando muito aos leitores.
    Bjs Ruth!!

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