Resenha - Soldier - leal até o fim




21 setembro 2015


Quando vi o livro Soldier - leal até o fim entre os lançamentos recentes da Editora Novo Conceito, não hesitei em pedir, principalmente depois de ler a sinopse. Como muitos sabem, sou apaixonada por histórias de guerra [mal de historiadora], mas a maioria que me chega em mãos é ambientada no período da Segunda Guerra, e Soldier se passa durante a Primeira Guerra Mundial.

Escrito por Sam Angus, trata-se da história de Stanley e os acontecimentos que mudaram sua vida naqueles meses terríveis em que finge ser mais velho para se alistar e tentar encontrar seu irmão Tom, que está lutando na França. Após uma briga com seu pai, pelo fato dele ter prometido afogar seu cãozinho de poucas semanas, filho de Rocket, uma cadela corredora que o pai treinou e que engravidou por descuido de Stanley, ele parte de casa, pois não aguenta mais a rudeza com que Da o trata, depois de ter perdido a mãe do pequeno rapaz...
Apesar de parecer novo [e realmente é] ele consegue se alistar e logo o colocam para adestrar cães, que serviriam como mensageiros quando as comunicações no front falhassem. Correndo quatros vezes mais que um soldado, os cães foram de suma importância, chegando a impedir que dezenas de vidas fossem poupadas, quando se viam enrascados e cercados pelos alemães. O livro tem inclusive certa base histórica e relatos reais sobre cães que serviram no front. Bones e Soldier foram inspirados no cachorro Airedale Jack, que foi enviado à França e levado a um posto avançado na frente de combate. Com as linhas cortadas, soldado nenhum poderia sobreviver à saraivada de tiros.
Enviaram Airedale e usando de toda cobertura do terreno, conseguiu entregar a mensagem, depois de sofrer intenso bombardeio. Mesmo cambaleando, ele cumpriu sua função, mas veio a falecer.
O livro trata de forma sensível a relação de Stanley com Bones, o cachorro que lhe designaram para treinar. Um oficial que temia pela vida da garoto sempre o colocava na retaguarda para evitar seu envio para a frente de batalha, mas enfim chegou o momento de usar as habilidades do adestrador e de Bones, que até o momento não havia carregado nenhuma mensagem...
Em vários trechos do livro eu chorei, pensando no sofrimento de Stanley por estar longe de casa, magoado com o pai que deu fim ao seu cachorro Soldier [assim batizado em homenagem a seu irmão Tom], preocupado com Bones, se ele vai conseguir sobreviver quando entrar em ação, pensando se Tom está vivo... Tudo isso para uma cabeça de 14 anos, temendo pela própria vida em plena batalha...
O que surpreende na leitura é que em um devido momento, surge a chance de adestrar Pistol, um cão a princípio malcuidado, que ele descobre que sofreu maus-tratos, um mestiço que logo se afeiçoa por Stanley, seguindo o menino por toda a parte. Ele não quer cuidar de mais um cachorro, de enviá-lo para possivelmente morrer. Mas ele sabe que arriscando assim poderá salvar muitas vidas, quem sabe até a de seu irmão...
Logo sua professora descobre seu paradeiro e escreve para o menino, avisando que seu pai está desaparecido. Posteriormente ele descobre que Da se alistou e está responsável pelos cavalos dos soldados e tentará ir ao seu encontro... E entre essas idas e vindas, encontros e desencontros, algo muito imprevisível acontece, e mais uma vez eu me borrei em lágrimas, e temi por Pistol, por Tom e Stanley...

Impossível os amantes de cães não se emocionarem ao ler Soldier, e se você procura uma leitura intensa, cheia de reviravoltas e que deixem seu coração batendo descompassado, esperando o capítulo seguinte com urgência desenfreada para descobrir o desfecho da história, esse livro é para você...


12 comentários:

  1. Oi, tudo bem?
    Eu também adoro ler histórias sobre guerras e nem sou historiadora...rsrs
    Leio muito histórias passadas durante a 2° guerra, mas nunca nenhuma durante a 1°.
    Esse foi o fato que mais me chamou atenção nesse livro e apesar de não gostar tanto de histórias com cachorros o livro me interessa.

    Beijos :*
    http://www.livrosesonhos.com/

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  2. Esse pai dele é horrível, eu já tinha visto outra resenha desse livro, eu, apesar de gostar de história, não gosto de livros que se passam em epocas de guerra. E não gosto de pessoas malvadas com bichinhos :(
    Eu não to podendo ler algo que me abale muito emocionalmente, esse eu passo.

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  3. Não conhecia esse livro, mas ele deve ser ótimo. Pena que não estou com animo para esse tipo de leitura no momento, pois já li muitos livros assim, porém depois quero conhecer mais sobre ele.

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  4. Nunca é tarde para conhecermos novas leituras, confesso que nunca havia escutado falar nesse e quem sabe um dia eu não leia. :)

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  5. Olá!
    Também gosto bastante de ler histórias de guerra. E de animais também, principalmente cachorros, pois sou apaixonada.
    Minha resenhista leu o livro e gostou bastante, não vejo a hora de lê-lo também.
    Ótima resenha!
    Beijos.

    Li
    Literalizando Sonhos

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  6. Que bela resenha, flor. Acho que você conseguiu dar destaque a toda emoção que o livro transmite. Acredito que choraria também, vendo o personagem distante da família, em meio à guerra e acompanhando seu relacionamento com o cão que deveria treinar.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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  7. Olá, eu li o livro recentemente e me apaixonei profundamente pela história, me emocionei muito no final, já que sou uma amante de cachorros, é impossível não se emocionar! Mas no geral é uma história incrível mesmo, sempre recomendo!

    Beijos

    http://www.oteoremadaleitura.com/

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  8. OI Maria, tudo bem!?
    Eu li esse livro há mais de um mês e só agora consegui trabalhar todos os sentimentos para fazer a resenha. É mesmo um livro muito cheio de emoção e chorei muito, não tem como não amar um livro tão bem escrito quanto esse, Um dos meus favoritos!
    Beijos

    LuMartinho | Face

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  9. O que chamou minha atenção para o livro foi também o fato que a história passa durante a guerra. Eu sou mais interessada na segunda guerra mundial e esse é outro motivo pelo qual ficou curiosa para ler esse livro, pois a história passa durante a primeira guerra e tem cachorro aaaaaaaaaaa isso já é muito perfeito.
    É bom saber que o livro contém muitas reviravoltas, amo isso.
    E ameiiiii a resenha

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  10. Olá!
    Apesar de sempre ver comentários positivos sobre ele, esse é um livro que não sinto a menor vontade de ler. Não gosto de histórias de guerras e menos ainda com animais. São sempre tristes e afins, não curto mesmo.
    Mas para quem gosta, é uma boa dica.
    Beijos!

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  11. oi ^^
    eu não sou a melhor pessoa pra ler livros sobre bichos, primeiro pq eu sou chorona e segundo pq n é muito meu estilo. ai fico logo desesperada lendo coisas de animais, ai se o bicho sofre e tals já fico quase morta ;A;
    gostei da sua opinião Val, mas realmente n é algo que eu leria.
    Seguindo o Coelho Branco

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  12. Oi, tudo bem?
    Eu gosto de histórias sobre a guerra, mas confesso que o que chamou a minha atenção de cara foi o fato de ter um cachorro na história e agora lendo a sua resenha deu para ver que se trata de uma história linda e emocionante que vale muito a pena conhecer.

    Beijos :*
    Larissa - srtabookaholic.blogspot.com

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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