Resenha - Como se apaixonar




28 janeiro 2016


Quando recebi da Editora Novo Conceito o livro Como se apaixonar, de Cecelia Ahern, 352 páginas, foi um momento bastante difícil.

O título já me repelia do livro, como polos iguais de um ímã se repelem um do outro.
Decidi analisar a sinopse: mudar a vida de um depressivo em duas semanas, com conceitos de livros de autoajuda.
INSPIRA.
EXPIRA.
NÃO PIRA!

Ok, eu devo ser muito idiota mesmo! Com depressão há três anos, quando tudo o que eu deveria fazer era seguir à risca conselhos de livros de autoajuda, por duas semanas. E seria curada.

Ommmmmmmmmmmm mani padme hummmmmmmmmmmmmmmmmmm

Da autora de P.S. eu te amo e Simplesmente Acontece. O.K, definitivamente este livro não é para mim.
Infelizmente seria obrigado a lê-lo, gostando ou não, para resenha no blog.
Protelei o máximo que pude, mas a consciência estava começando a pesar.
Peguei o livro para leitura, e era exatamente o que eu esperava. Um festival de clichês, uma história ruim, personagens com quem é impossível de se identificar, transtornos psiquiátricos retratados da forma mais burra o possível.
Foi um tormento seguir a leitura.

“Sinopse: Depois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine passa a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor. Adam não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo. Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?”

Para princípio de conversa, a pessoa mais doente mentalmente no livro é Christine. Além da fixação por livros de autoajuda, o que é bizarro, para se dizer o mínimo, a forma como ela se conecta e se responsabiliza por Adam, um cara que ela literalmente achou por aí na rua, sem nunca ter visto antes, é absurda.
Enfim, uma sucessão de erros como pano de fundo para uma história de amor muito mal amarrada.
É bem óbvio durante a leitura que Christine não se apaixona por Adam (sério, não há uma fagulha de apaixonante nele), mas pela ideia de ser sua salvadora, uma vez que não conseguiu salvar outro homem de se suicidar anteriormente, além de outro probleminha que não vou colocar aqui pra não estragar a experiência de quem quer ler o livro.
Eu honestamente não consegui achar um ponto positivo na história, e não é por má vontade.
A maioria das pessoas que acompanha o blog sabe que eu não curto histórias de “amor”, mas sei me render a elas, quando bem escritas e desenvolvidas. Não é o caso aqui.
Personagens ruins, motivações ruins e desenvolvimento ruim resultam necessariamente em um livro ruim, não há como fugir disso.
Se você gosta de livros de amor, só para ver casais tendo finais felizes, sim, este livro vai te agradar. Caso contrário, se você precisar de mais do que amor pra ser entretido por um livro, corra. Não há nada aqui.



4 comentários:

  1. então eu vou correr kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    adoro tua sinceridade nas resenhas, e teu senso de humor melhora meu dia, Mandy <3 hahahaha

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  2. Oiie
    gostei da resenha mas confesso que tenho bastante curiosidade pelo livro pois adoro a autora e o gênero hahaa vi vários elogios e tentarei arriscar a leitura em breve

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  3. Nossa eu gosto muito de livros de romance, mas confesso que você me deixou meia cismada com esse livro, quem sabe um dia eu tente, mas não por agora! Deu medinho de decepção!

    Beijos

    devoreumlivrooufilme.blogspot.com.br

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  4. Nossa surpreendente está resenha,fiquei apavorada com este livro. Bem eu curto romances, adoro! Mas os pontos que vc destacou me fez pensar nos elementos que a autora usou para o pano de fundo da história, também achei Cristhine bem sem noção. Para falar a verdade nunca tinha parado para prestar atenção neste livro, mas depois dessa resenha super sincera, vou deixar passar! Bjkas

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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