Resenha - A Garota Inglesa




15 março 2016


“Madeline Hart era aquele tipo de garota” é a frase que mais se repete em A Garota Inglesa, de Daniel Silva, Editora Arqueiro, 336 páginas.

Isso, com o perdão da má palavra, deu no meu saco.
Não importa o quanto uma obra é boa, bem escrita, o quanto seu mistério é bem desenvolvido, o quão bem recomendada ela é, (e acredite, A Garota Inglesa é isso tudo) quando me deparo com esse tipo de coisa, qualquer interesse que eu possa ter pela leitura se desfaz.
Junte isso a um complicado e intrincado jogo político, minuciosamente detalhado pelo autor, e você terá um dos livros dos quais eu mais amarguei a leitura nos últimos tempos.

'SinopseMadeline Hart é uma estrela em ascensão no governo britânico: linda, inteligente, com uma trajetória de enorme sucesso após uma infância pobre. Mas ela também guarda um segredo obscuro – é a amante do primeiro-ministro Jonathan Lancaster. E isso é tudo que os sequestradores dela precisam saber para chantagear o premier e fazê-lo pagar caro por seus pecados, ameaçando Madeline de morte. Temeroso de um escândalo, Lancaster decide lidar com o caso sem envolver a polícia inglesa. É uma manobra perigosa, especialmente para o agente que conduzirá a busca pela garota. Porém, operações mortais com alto risco político não são novidade para o espião israelense Gabriel Allon. À medida que se aproxima o dia da execução de Madeline, Gabriel mergulha em uma angustiante empreitada para resgatá-la. Mesmo sob pressão, ele está certo de que será bem-sucedido, até que os acontecimentos se desenrolam de forma chocante, e nem mesmo o leitor estará preparado para o que Daniel Silva lhe reserva.'

Tudo começa com uma viagem entre amigos, todos bem sucedidos em suas recentes carreiras em cargos políticos viajam pela Córsega, até que Madeline Hart some.
Ninguém se preocupa com o sumiço dela, afinal de contas, ela era aquele tipo de garota.
O amante de Madeline, ninguém menos que o primeiro – ministro Jonathan Lancaster, decide não manchar seu belo nome com a polícia neste caso, e contrata o grande espião israelense Gabriel Allon para limpar sua barra, digo, desvendar o mistério.
Madeline está sequestrada, “Em sete dias a garota morre...”  diz o bilhete que chega à mãos do primeiro ministro, acompanhado de uma fita onde “a garota” assume o caso com o figurão, mas o que se há de fazer, quando você é aquele tipo de garota, você corre o risco.
O que está em jogo então não é uma vida, mas uma reputação. O velho jogo do homem de bem, além dos egos de Gabriel Allon e Christopher Keller, antigo rival de Gabriel, com quem ele terá que aprender a lidar, para salvar a pele do primeiro ministro, digo, salvar Madeline.
Honestamente falando, é um bom livro, uma trama inteligente, uma boa escrita, se lido sem nenhum viés de gênero.

Mas eu já estou velha demais para fingir que não me incomodo com esse tipo de coisa, e mais ainda para anular minha vivência de mulher e feminista em favor de uma obra boa, mas sem nenhum brilhantismo evidente.


6 comentários:

  1. Oi Amanda, eu já conhecia a premissa deste livro e confesso não ter e interessado nem um pouco pela história. Realmente, como você mesmo disse, é muito ruim quando a narrativa começa a repetir certas expressões. Isso torna qualquer leitura entendiante, sem contar outras sensações desgastantes. Deve mesmo ser uma trama inteligente, mas não faz o meu tipo, pelo menos não no momento. Parabéns pela resenha!
    Beijos, Fer

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  2. Oi Amanda, Não conhecia o livro e amei sua resenha e sinceramente, mesmo não lendo o livro, compartilho do seu pensamento.
    Ainda estou tentando entender o "era aquele tipo de garota"...rs
    Abraço
    Fer (equipe saga)

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  3. expressões repetitivas tbm dão no meu ovo, Mandy... e com essa maneira de retratar a posição da garota sequestrada só me deixou mais desanimada pra ler... pode ter sido intencional do autor, como uma crítica, sei lá, mas meu receio é que não sirva como crítica... enfim...
    quero ler não .-.
    ahahahhahha
    bjs... ^^

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  4. Oi, Amanda
    Que pena que o livro não te surpreendeu tanto e faltou brilhantismo. Opinião sincera é sempre a melhor. Vejo que as pessoas tem uma opinião dividida desse livro. Bom, de qualquer maneira ainda quero muito ler a obra. Gostei de saber sua opinião.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  5. Olá Amanda, não tinha parado para ler nada a respeito desse livro, mas a premissa é interessante, tirando pelo fato da forte influencia do julgamento da personagem principal! Ponto muito bem apontado. Bjkas

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  6. Geralmente repetição de frases não me incomoda muito, sou tranquila quanto a isso. Agora quanto ao jogo político... não sei... talvez possa me incomodar sim.
    Eu gosto de romances policiais, não tenho o costume de ler, mas gosto muito. Acho que esse livro seria uma boa escolha para mim. Acho que depois da sua resenha eu não vou esperar muito dele.

    Beeijos, Erica Regina
    Blog Parado na Estante / Fanpage Parado na Estante

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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