Resenha – A maldição do vencedor




30 setembro 2016


Recentemente, recebi da V&R Editora, antiga parceira, o livro de capa peculiar A Maldição do Vencedor, de Marie Rutkoski, 322 páginas. Confesso que, por mera curiosidade, jamais teria solicitado, pois trata-se de uma trilogia e estou fugindo delas, porém, a obra me chegou em mãos e acabei me divertindo com uma leitura de entretenimento que ao final cumpre seu papel.

Sinopse: Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai - o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos -, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida... As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A Maldição do Vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita. Em um mundo dividido entre o desejo e a escolha, o dominador e o dominado, a razão e a emoção, de que lado você permanecerá?”

Não muito diferente do que está contido na sinopse e cheio de clichês, segui até o fim da leitura. Entre guerras, vencidos, ganhadores e escravizados, os Herran (perdedores e escravos) e os Valorianos (ganhadores da guerra), povos totalmente diferentes, surge Kestrel, uma jovem que quer traçar sua própria história. Decidir por si seu destino.

A questão é que o pai da moça, um general rígido, tem outros planos para ela. E, para contrariar, ela compra um escravo num leilão, Arin, que é um homem de muitos segredos. Ele passa a acompanhar a jovem em seu dia a dia e surge uma atração. Kestrel e Arin, obviamente, não podem ficar juntos, e, nesse contexto, muitos conflitos políticos vão se formando.


Enfim, é o velho clichê do gênero com uma capa chamativa e que vem enchendo o mercado literário. Porém, como disse inicialmente, cumpre seu papel de entretenimento. Minha sugestão é que não leia a sinopse, pois nela vai quase 70% do livro.  Esse é o tipo de livro que pode agradar a muitos, o fato de eu não ter conseguido me envolver com a leitura, não significa grande coisa, somente que não rolou pra mim. Independente de eu achar o enredo clichê, também não deixa de ser envolvente, eu só não fui feliz na leitura. 

8 comentários:

  1. É, pela sinopse, esse livro não me chama atenção. Apenas mais clichê, mais do mesmo. Mesmo assim, obrigada pela resenha! Um abraço!

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  2. Eu gosto muito dos clichês, mas esse não me chamou a atenção. Se eu recebesse eu leria claro, mas não me interessei em adquirir, mas para quem curte o estilo, como você disse que o livro cumpre o seu papel, é uma ótima dica.
    https://facesemlivros.blogspot.com.br/

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  3. Esse livro me chamou atenção pela capa e é por isso que tenho ele no Kindle. Nunca li a sinopse e nem ele porque sempre tinha algo que me prendia a não fazer isso. Agora já sei que não lerei tão cedo. Obrigada por sua sinceridade. Bela resenhA!

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  4. Ai, menina, como você disse: é muito clichê para um livro só e, infelizmente, é o que mais temos visto no mercado literário atual! Poderíamos listar aqui pelo menos dez livros que tem o mesmo tipo de heroína e trama.... Mas, se pelo menos te divertiu, então, é válido, há livros muito piores por ai que nem isso conseguem.
    Bjss

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  5. Olá!
    Eu estou morrendo de vontade de ler esse livro e confesso que a primeira coisa que me chamou a atenção mesmo foi essa capa maravilhosa. Como eu gosto de clichês, isso não me incomoda. Vou dar uma chance e fazer a leitura.
    Beijos.
    http://arsenaldeideiasblog.wordpress.com/

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  6. Olá, pelo que você apresentou o livro parece ser muito bom...ainda não tinha lido nenhuma resenha dele.
    Eu não tenho problemas com clichês, até gosto, dependendo do enredo.

    Abraços

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  7. Não tenho problemas com clichês, mas este no momento não me chamou muito atenção, por isso vou passar a dica.
    Bjs!

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  8. Oiii Lilian, tudo bem?
    Infelizmente dessa vez a obra em si não despertou meu interesse já conversamos sobre esse livro né hahaaha mas gostei a sua sinceridade realmente me deixou louca aqui <3
    Beijinhos

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.

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