I
apenas
o papel pode transmitir
tudo o que se transforma
na
noite de muita ansiedade.
cada poema
nas
águas onde navego
já sonha
a
solidão mais extensa
forjada no esconjuro
das
palavras.
II
algo
nasce
nesse abismo que não se deixa
enquanto
se bebe a sombra
esperando as estrelas
prestes
a tombar.
III
porque
somos somente
saudades cruzadas
na
estrada do nada;
sentimos o presságio
e
o prenúncio:
futuros
Sobre o autor:
Bruno Oggione
(1990) é graduado em Letras e mestre em Literatura Portuguesa (UERJ). Além de
ter trabalhos em diversas antologias e revistas literárias, é autor dos livros
Mãos de Ninguém (pequenas astúcias); Velas pandas, andas... – Ode Marítima e Os
Lusíadas; Do mar; ondulações (no prelo) e Imperfeita solidão (no prelo).
Instagram:
@brunooggione

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.
Instagram: @poesianaalmabr