Alma reminiscente
Com a alma presa no passado
Não vejo o tempo que passa
Sonhando o de antes deixado
Lutando para que se refaça
Meus pés estão voltados para trás
Qual Curupira que confunde a si mesmo
Desejando que a memória seja assaz
Sem perceber que a vida vai a esmo
Não desfruto o de lá e o de cá
Pois que a existência não é presente
Em um redemoinho me vejo a pairar
Separada de tudo, estou ausente
Finjo não saber de minha condição
Para a alma não se desiludir
Deixo que viva da mesma narração
E, assim, aqueça um pouco o existir.
Sobre a autora:
Juliana de Caldas Rosa
é formada em Fonoaudiologia, e sempre busca, nas artes (literatura, canto,
teatro, dança e ilustração), formas de expressão pessoal ou profissional. Por
meio da escrita, sente que seu mundo interno pode ganhar forma.
@juliana_rosa.29

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.
Instagram: @poesianaalmabr