Resenha – O amigo de Praga




19 janeiro 2015



Pra ser sincera, acho muita pretensão do homem acreditar ser dono exclusivo do Universo. Em O amigo de Praga - de Francisco Cabral, Editora Quatro Cantos, 224 páginas - Dennis conduzirá o leitor a uma perspectiva genial de como enxergamos o diferente. Como nos sentimos ameaçados quando descobrimos que devemos e podemos dividir o mesmo espaço geográfico.  
Em O amigo de Praga, Francisco Cabral constrói uma narrativa de aventura ambientada em uma fazenda na bela Chapada dos Veadeiros, ao nordeste do estado de Goiás, famosa pelos numerosos relatos de avistamentos de óvnis.’
Denis é um garoto que vive nos padrões de normalidade da sociedade. Como a maioria dos jovens, muito curioso. Está de férias na fazenda do avô, fazendo coisas maravilhosas que só dá para fazer no campo, quando algo atípico acontece e ele vai averiguar.
O que de imediato parece um acidente aéreo, com um olhar mais atento, mostra ser um acontecimento surreal. Mudando por completo a vida de Denis e de seus novos amigos.
Ele encontra seres de outro planeta, dois, porém, um não resistiu a queda. O que ficou vivo, perde a memória e precisa da ajuda de Denis para sobreviver a loucura do ser humano, que no meio do caminho deixou o ‘humano’ cair.
Essa história, capaz de promover diversas reflexões, também me fez fazer uma viagem, a um lugar habitado por mim, meus pensamentos. Lembrei de quando criança e assistia o filme E.T. e esperava impaciente pelo momento que os dois encostariam os dedinhos. Muito lindo!
O autor foi feliz na escolha da temática escolhida e na maneira como desenvolveu. Respeitando as características regionais, ao menos do pouco que conheço do local e das pessoas baseio minha avaliação. Ele nos deixa à vontade para conhecer aspectos geográficos e sociolinguísticos, algo que sempre me encanta. Fugiu do óbvio e conseguiu escrever uma história para todas as idades.
“Muitos pesquisadores afirmam que a capacidade linguística nasce com a pessoa. Perder a capacidade de entender e articular palavras faladas e/ou escritas equivaleria, portanto, a esquecer como respirar, comer...”
Além disso temos a libras e outras formas de linguagem, esse trecho daria uma excelente aula de sociolinguística em escolas. O professor(a) pode trabalhar: literatura, gramática, geografia, história e incentivar a leitura.
Parabéns ao autor pela genialidade. Espero encontrar esse e outros livros dele em todas as livrarias do Brasil.     

3 comentários:

  1. Nossa, parece ser um livro muito lindo realmente.. adorei a resenha e a história por trás dela, sou fã de obras assim. beijos

    Mutações Faíscantes da Porto

    ResponderExcluir
  2. Muito interessante o livro. Não leciono mais, mas incentivo demais meus filhos com leitura, justamente para oferecer material a explorar , e claro ampliar vocabulário, e fatalmente escrever e interpretar melhor... Esta temática é sempre muito abordada, achei bem interessante!
    Beijos,
    Alessandra || <a href="http://www.divatododia.com,br> Diva Todo Dia </a>

    ResponderExcluir
  3. Oi Lilian. Gostei muito de ver a sua visão sobre a temática do livro, mas sinceramente não sei se leria. Não é um estilo que me agarre e me faz querer ler desesperadamente, porque tem livro que tem esse efeito em mim só pela capa, e quando leio a sinopse e uma resenha não importa o gênero...... Meu irmão gosta muito desse gênero, vou anotar aqui e passar para ele a dica. bjs
    www.amorascompimenta.com

    ResponderExcluir

O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 

SKOOB

Arquivo do Blog

Direitos autorais

Copyright © 2015 • Poesia na alma