Releituras – O Quinze, de Raquel de Queiroz




13 maio 2015





Em 1930, Raquel de Queiroz, primeira mulher a compor a Academia Brasileira de Letras, estreia no mundo literário com o romance O Quinze. A seca de 1915, tema norteador da obra, juntamente com a falta de ação governamental, deu a autora ferramentas para um livro sensível e cruel em mesma proporção.
Acredito ser a oitava vez que me dedico a leitura e a primeira vez que não chorei. Sim, esperava pelo exato momento que as lágrimas danariam a correr sem permissão pelo meu rosto. Àquela hora em que o Chico Bento passa a manga da camisa no rosto, cansado do sol escaldante e faminto. Dali por diante, o que viria, sempre iria lembrar alguma história ouvida na roça, de algum parente, de algum amigo. E em cada página, rostos conhecidos iriam me acompanhar. Porém, não precisa ser nordestino; não precisa ser sertanejo para se comover, é necessário ser humano.



Apesar da grandiosidade da obra, ela foi desprezada pelo fato de Raquel ser mulher, jovem, e o livro ser romance de cunho reivindicatório e caráter regionalista. Mas, nem o maior de todos os medíocres babacas que se considerava ‘crítico literário’ conseguiria por muito tempo silenciar a autora.

Escreveram até um artigo falando que o livro era impresso em papel inferior e não dizia nada de novo. Outro sujeito escreveu afirmando que o livro não era meu, mas de meu ilustre pai, Daniel de Queiroz.

Realmente, a narrativa da autora não trazia nada novo, trazia um grito reivindicatório das mazelas do povo sertanejo que seguiam há anos, tentando ser abafada pelo governo e pela elite.  


Duas vertentes são construídas e entrelaçadas: a história de amor entre Conceição e Vicente, que não se materializa por viverem em mundos opostos. E a história dos retirantes, representada pela família do Vaqueiro Chico Bento, que vai para Fortaleza na tentativa de fugir da seca e a procura de uma vida melhor. No percurso, a fome, sede, morte, humilhação, mendicância e desespero assolam a família de Chico e dos retirantes que por eles cruzam na estrada. Um dos filhos não suporta a viagem e morre, o outro desaparece e em dado momento, esfomeados, Bento mata uma cabra, mas o dono aparece e sem piedade da família, deixa apenas as vísceras do animal. Cordulina, companheira de Bento, sem água para limpar as tripas, escorre as fezes e faz um fogo improvisado. Finalmente, a família consegue chegar a Fortaleza, encontram um Campo de concentração, local para ‘afastar os retirantes das principais áreas de contato com a população’.


“O objetivo do campo de concentração era evitar que os retirantes alcançassem Fortaleza, trazendo “o caos, a miséria, a moléstia e a sujeira”, como informavam os boletins do poder público à época. Em 1915 criou-se o Campo de Concentração do Alagadiço, nos arredores da capital cearense, cenário do livro O Quinze de Rachel de Queiroz (1930).” (Lidiany Soares Mota Travassos)

O Quinze traz um recorte da história do Brasil que pouco é contada. Que poucos conhecem. Sabemos, no entanto, que Judeus morreram em campos de concentração, isso também é deplorável. Mas por que muitos desconhecem a própria história do país? Já pararam para pensar o motivo de sabermos tanto da história da Europa e Estados Unidos da América e pouco do Brasil? O que a população ganha, conhecendo a própria história e contrastando com o presente? E pior, somos induzidos a acreditar que a Europa é um exemplo de civilização, educação e economia; mas as custas de quantas mortes? De quanta exploração? De quanta escravidão?
Os campos de concentração é um ‘mimo’ para satisfazer aos caprichos de um governo omisso e de grandes proprietários de terras, que estavam insatisfeitos com a ‘feiura’ da miséria. E a autora foge de uma escrita eurocêntrica e deixa uma marca que incomoda. 

Raquel, numa linguagem simples, discorre sobre o ônus irreversível àqueles que mais sofreram com a seca; o processo migratório; a saga do retirante; a esperança de uma vida melhor. Uma reticência fica cravada na alma do leitor mais sensível, imaginando, quantas histórias cada retirante tinha para contar. O discurso da seca contido em O quinze quebra o silêncio daqueles que foram marginalizados.  

Poema “Campos de Concentração no Ceará”, 
por Henrique César Pinheiro.

No Estado do Ceará
A exemplo do alemão
Houve por aqui também
Campo de concentração
Lá era pra matar judeu
Aqui o povo do sertão.

Na seca de trinta e dois
Criamos uns sete currais
Para evitar que famintos
Criassem problemas sociais
E pudessem invadir
Na capital seus mananciais.

Currais foram construídos
Em Senador Pompeu, Ipu,
Quixeramobim e Crato,
Fortaleza e Cariús.
Fortaleza teve dois
Otávio Bonfim, Pirambu.

Pessoas foram confinadas
Como bando de animais.
Tinha a cabeça raspada
Sacos de açúcar, jornais
Era o que lhes serviam
Como vestes mais usuais

Sem nome, ou identidade,
Chamados por numerais.
Desta maneira estavam
Registrados nos anais.
Só se comia farinha,
Rapadura nos currais.

Toda essa gente foi presa
Sem ter crime praticado
E para isto bastava
Somente estar esfomeado.
Pedir prato de comido
Que seria logo enjaulado.

E controlados por senhas,
Pelas forças policiais.
Quem entrava não saía,
Senão pros seus funerais.
Sessenta mil lá morreram.
Nos registros oficiais.

Para aqueles locais, todas
Pessoas foram atraídas.
Com promessas que seriam
por médicos assistidas,
Que teriam segurança
E fartura de comidas

Experiência que houve
Somente aqui no Ceará.
Que se iniciou em quinze
Naquela seca de torrar
Depois disso os alemães
Trataram de aperfeiçoar.

Alguns campos projetados
Para abrigar duas mil pessoas
Dezoito mil chegou alojar.
Presos por vilões e viloas,
Felizes os governantes
Ainda cantavam suas loas.

Em Ipu todos os dias
Morriam de sete a oito.
A maioria era de fome
E até por ser afoito,
Nas tentativas de fugas,
Pro que não havia acoito.

(...)

32 comentários:

  1. Oiiiêê!!
    eu não li o livro, mas já vi o filme, sem duvida alguma tratou bem a realidade daquela epoca sem falar que foi bem produzido, eu achei, espero poder ler tambem, para poder comparar
    Bjks
    Passa Lá No Meu Blog - http://ospapa-livros.blogspot.com.br/

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  2. Nunca li o Quinze, Lili, preciso concertar isso. O poema Poema que você postou é dorte demais, mal consegui ler as ultimas linhas. Parabéns pelo texto, como sempre.

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  3. Adorei o texto. Realmente, nossa história foi muitas vezes mascaradas e oculta, deixando apenas o rastro das vidas perdidas em meio a tanto sofrimento. Nunca lí esse li esse livro, na verdade o que sabia sobre ele era muito vago. Obrigada por me apresentar essa obra, passarei a olhá-la com outros olhos. Bjs

    Território nº 6

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  4. Esse post chegou na hora certa, ontem antes de dormir fiquei pensando nos últimos livros que li e percebi que faz um tampão que não leio os clássicos nacionais. Queria um livro diferente do que costumo ler, com um cenário mais nordestino e fiquei de procurar hoje na internet mas tinha esquecido rs. Agora já sei o que irei ler no mês que vem ;)

    Coração Leitor

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  5. Oieee!!
    Já ouvi falar muito desse livro e do filme também mas, acho que porque sempre foi indicado pela escola e tals e nunca quis ler kkkk. Preconceito.
    Mas, gostei da resenha.
    Vou procurar pra ler e saber um pouco mais da nossa história naquela época crítica.
    ;*

    www.saladadelivro.blogspot.com

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  6. Oi Lilian, não li o livro ainda e não sei o que me deixou mais chocada, se a resenha contando o enredo, ou as fotos que você usou para ilustrar a resenha. Ambas estão ótimas, e é uma pena como uma obra tão boa pode ter sido tão negligenciada apenas por não ter sido escrita por um homem.
    Bjs, Rose.

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  7. Olá, esse livro parece ser uma grande obra mesmo, com uma historia pesada que nos leva a refletir sobre a historia do nosso próprio povo, vou anotar a dica e se tiver chance pretendo lê-lo.

    Visite "Meu Mundo, Meu Estilo"

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  8. Olá Lilian! Nossa, não sabia que no Brasil existiu campos de concentração. Que horror! Meu Deus, o porquê as escolas não ensinam sobre esse tempo sombrio do país é óbvio. Sabemos tão pouco do nosso Brasil! Gostei muito da sua dica, O Quinze deve ser um excelente livro. Preciso lê-lo. Beijos!

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  9. Gosto de livros com fundo histórico...
    Já li muito sobre a Raquel e esse livro, mas não tive oportunidade de ler ainda.
    Gostei, muito legal.
    Blog ArroJada Mix
    Divulgação de Blogs

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  10. Algumas realidades são muito tristes, as pessoas tendem a não enxergar, pois como irá se importam com o que não estão vendo? Pra ser bem sincera, eu também não gosto de saber dessas coisas, é triste demais... Mas fazer o que né. E eu nunca tinha ouvido falar desse livro, é a primeira vez. Parabéns pelo texto.

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  11. Assisti ao filme e gostei muito, as vezes temos que sair desse mundo de fantasias e ler algo da nossa realidade, não li o livro,mas pretendo,
    Bjus

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  12. Oi
    Já ouvi falar super bem da escrita da Raquel. O fato de ela ter sido criticada na época, como você citou, aguça minha curiosidade. Não importo se você não chorou dessa vez, mas se chorou das outras é sinal que o livro deve ser muito bom mesmo rs
    Adorei a dica e leria com certeza!

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  13. Nossa Lilian, em determinado momento eu estava pensando exatamente o que você falou no parágrafo seguinte. Como eu nunca tinha ouvido falar sobre isso? Como as escolas não ensinam essa parte do Brasil? Fiquei chocada tanto pelo que aconteceu, quanto pelo desconhecimento. E sua resenha fabulosa, como sempre!

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  14. Oi oi!
    Não tem como negar a importância de Raquel e sua obra, mesmo tendo a conhecia nesse momento, dá pra ver o quão grandiosa foi a conquista dela.
    Um absurdo eu não conhecer essa obra, pois é o tipo de livro que devem ser compartilhados, principalmente em escolas, acho mais importante que certos clássicos que nos obrigam a ler.
    Mas vou atrás e espero ler em breve.
    Obrigada por me apresentar esse livro, beijos!

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  15. Ai comentei e acho que meu comentário sumiu :"( tem horas que odeio o blogger.
    Tinha falado que ainda não tinha lido esse livro e como a colega acima, achava super legal que fosse incluso nas escolas sim. De repente até conciliado com a disciplina de história.
    Beijos

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  16. Boa tarde,

    Li esse livro faz um tempo e não resenhei no blog, muito bom a autora escreve demais e a história é sem palavras, mais do que recomendado....abraço.

    http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

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  17. Olha eu nunca li esse livro e sinceramente não faz muito meu gênero de leitura, mas eu acho legal esses clássicos sabe? Eu preciso começar a reler também, porque faz muito tempo que não leio algo assim. Mas o problema que tenho é por conta da escrita dos autores que acabam sendo bastante cansativos, mas espero ler assim que puder

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/05/resenha-toda-luz-que-nao-podemos-ver.html

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  18. Oi, tudo bem?
    Já tinha ouvido falar do livro O Quinze, quando ainda estudava, mas te confesso de que não fazia a menor ideia do que se tratava.
    O livro fala sobre um tema muito sério e que realmente deve ter causado polêmica na época em que foi lançado.
    Muitos desconhecem a história do nosso pais, principalmente pelo fato dos governantes tentarem de tudo para mascará-la.

    Beijo :*
    http://www.livrosesonhos.com/

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  19. Oi Lilian, tudo bem?
    Fiquei emocionada lendo a resenha, imagino o que acontecerá quando ler o livro?
    Não conhecia, mas sem dúvidas é um livro que quero ler no futuro.
    Bjs

    A. Libri

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  20. Oi,
    Ainda não conhecia o livro, mas gosto de história que nos trás a história, por sinal ainda mais do Brasil, sempre li várias coisas sobre Paises Europeus dessa epoca, mas quase nada daqui.
    Um leitura forte, realista e que vale muito a pena, claro que pretendo ler.
    Parabéns pela resenha, ela mexeu comigo.
    Beijos



    Mari - Stories And Advice

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  21. Sua resenha está muito bem escrita e desenvolvida, com ela fiquei sabendo de informações muito interessantes, além de saber um pouco do livro que está senso resenhado, gostei muito, parabéns!!

    Abraços e até!

    lendoferozmente.blogspot.com.br

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  22. Olaa
    É um ótimo post e serve bastante para refletir, eu preciso urgentemente começar a ler clássicos sabe? Mas o medo é tanto haha
    Eu adorei seu texto, suas colocações, uma ótima resenha e indicação

    Beijos
    Reality of Books

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  23. Impossível não se comover com a sua resenha, minha flor. Parabéns pela crítica social e pelo modo como relacionou essa obra clássica à realidade que fez parte da nossa história. Infelizmente, concordo com você que pouco conhecemos do Brasil em comparação à Europa ou EUA. Uma lástima, pois um povo que desconhece sua origem corre o risco de cometer sempre os mesmos erros.

    Compartilharei sua resenha. É uma mostra viva do quão importante é a literatura para deixar registrado um passado doloroso e para que suas vítimas não sejam esquecidas.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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  24. Olá Lilian! Ainda não li esta obra mas vejo pela sua resenha que seria uma leitura muito agradável para mim.Gosto de pensar sobre este ir e vir de nossa sociedade. E do porquê deixarmos de ir muitas vezes. Meu pensamentos foi juntinho com o teu quando disseste sobre a questão da história. Na escola básica, na graduação e hoje em pesquisas da universidade. O que mais vejo são pessoas correndo para procurar o que vem de fora. Se soubéssemos quantas coisas ainda temos que conhecer...

    Adorei seu texto!
    Deixo um abraço pra ti!

    www.pensamentosvalemouro.com.br

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  25. Oie! Tudo bem?

    Nunca li nada da autora, mas imagino o preconceito que a Raquel deve ter passado na Academia... Muito triste pensar nisso, né?! Mas que bom que nem isso a silenciou! A obra parece levar o leitor à uma reflexão... E, nossa! Que imagens mais tristes...

    Beijos,

    Juliana Garcez | Livros e Flores

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  26. Eu acho interessante o modo como você resenha, Lilian. E incrível. Você transforma cada uma de suas abordagens numa reivindicação social. Diz o que precisa ser dito e o que precisamos ler. Eu não conhecia a obra de Raquel e agora que soube o que retrata, preciso conhecer. Os preconceitos que ela sofreu à época... É quase o mesmo que vemos hoje em dia, na verdade. Dentro do próprio campo da fantasia. Afinal, não foi à toa que JK Rowling assinou os nomes com siglas: a autora mais famosa dentro do cenário fantástico o fez porque temia usar o nome próprio e ser rechaçada pelo simples fato de ser mulher.
    Eu adorei a obra, adorei as abordagens. Antes de ler a legenda dos corpos ao lado do trilho, já associei a imagem aos campos de concentração nazistas. Sou do norte, sabe? É difícil acreditar que isso tudo aconteceu tão pertinho.
    Com carinho,
    Celly.

    Me Livrando

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  27. Oii, tudo bem?
    Primeiramente quero lhe parabenizar, que resenha linda!
    Concordo com você. Nós, brasileiros, muitas vezes somos "iludidos" com a Europa e tudo de bom que existe lá, mas esquecemos dos derramamento de sangue, da exploração, da escravidão... De tudo o que aconteceu e acontece ainda hoje para que os países mais ricos continuem ostentando a ideia de serem perfeitos.
    Eu mesma não procuro estudar a história do meu próprio país como deveria, e sei bem mais sobre os campos de concentração nazistas que o do Ceará. Preciso mudar isso.

    Enfim, parabéns pelo texto!

    http://umaleitoravoraz.blogspot.com.br/

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  28. Oi.
    Eu achei esse livro bem forte, não costumo ler muito esse tipo de livro, mas estou a busca para novos conteúdos. É triste a dor da fome, dos obstáculos que as pessoas passam, isso de verdade é bem triste, dá uma certa pena, sinceramente choraria rios de água lendo esse livro, isso eu não tinha dúvidas .
    Parabéns pela releitura, gostei demais do titulo do livro e da sua expressão sobre ele, curtir demais mesmo.

    garotinhaadolescentea.blogspot.com.br/

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  29. Olá, Lílian!
    O Quinze, um grande clássico da literatura nacional, pouco conhecido, pouco divulgado e com um enredo tão forte e chocante! Raquel de Queiroz trouxe a realidade à tona, fato que, é claro, não agradou aos governantes da época.
    Mas aí está, tanto o livro quanto a seca, mais atuais, impossíveis!
    Parabéns pelo belo post!

    Beijos e bom final de semana!
    http://fabi-expressoes.blogspot.com.br/

    P.S.- Não entendi muito bem se o seu comentário em meu blog foi uma afirmação ou uma pergunta. Mas, se foi pergunta, a resposta é sim, é uma resenha. ;)

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  30. Olá!
    Que tema mais difícil!!! Menina, só de ler a sua resenha o coração ficou na mão... Me arrepia este contexto. Mas é muito importante para o nosso conhecimento. Lógico que há muitas coisas obscuras as quais não são faladas ou tratadas, e o povo acaba sendo uma grande massa de manobra por conta desta falta de conhecimento. Ainda bem que existem livros que nos leva a refletir sobre estes temas....
    Mas preciso me preparar psicologicamente para ler kkkkk
    Beijos
    Ariana Silva
    http://ariabooks.blogspot.com.br/

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  31. Oi Lilian, sua linda, tudo bem?
    Estou muito triste e confesso que bastante chocada. Eu não fazia a menor ideia de que isso tinha acontecido, nunca me contaram na escola, nunca li em nenhum livro e nunca vi nenhuma reportagem sobre eles. Eu ouvi sobre a seca sim, mas esses fatos que a autora narrou, nunca chegaram a mim. Nem sem o que dizer, é tanta crueldade, desumanidade, que fico envergonhada e sem palavras ao, mais uma vez, descobrir o lado negro do homem. Vou divulgar sua resenha, no face do meu blog. Parabéns pela resenha e obrigada por nos mostrar o que por muito tempo tentaram calar.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  32. Cleonice Mota Susart29 de dezembro de 2015 11:27

    Gostei muito de ter lido assim que ouvir falar fiquei curiosa para saber sobre Rachel Queiroz.

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.

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