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Solitude / Caroline Caddy #PoesiaRotaMundo

 



It’s something they carry with them

                     – explorers  night shifts  seamen –

like a good pair of binoculars

or a camera case

               perfectly and deeply compartmented.

It has a quiet patina

that both absorbs and reflects

                          like a valuable instrument

                                               you have to sign for

– contract with alone –

                    and at the end of the voyage

                                                         you get to keep.

Sometimes it’s very far away.

Sometimes so close

              at first you think the person next to you

is picking up  putting down

                                a personal cup

                                   a book in another language

before you realise what

– when talk has moved off

                              leaning its arms

                                      on someone else’s table –

is being

handed to you.

 

(Caroline Caddy, in Esperance: New & Selected Poems. Editora Fremantle Press, 2007)

  

Sobre a autora:

Caroline Caddy nasceu em Perth, Austrália Ocidental, em 1944 e passou a infância nos Estados Unidos da América e no Japão. Retorna para Austrália Ocidental onde viveu grande parte de sua vida na Austrália Ocidental e criou dois filhos. Em 1990, ganha o Prêmio Literário da Semana da Austrália Ocidental para poesia. Em 1991, ganha o Prêmio Banjo do Conselho Nacional do Livro para Poesia. Em 1992, Prêmio Conselho Nacional do Livro de Poesia. Em 2008, Prêmio Wesley Michel Wright.

***

 

Poesia selecionada para o projeto RotaMundo em parceria com o blog Na Literatura Selvagem que neste mês terá poetas dos países: Austrália, Nova Zelândia e Papua Nova Guiné.

Um comentário:

O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma