Se o caminho nos lança à imensidão / por Stephany Freitas
O caminho a seguir
Se o caminho nos lança à
imensidão,
buscamos na essência a
direção,
para que juntos possamos
seguir,
sem medo do tempo, sem
medo de ir.
É na coragem que nasce a
força,
quando a esperança em nós
se reforça.
E mesmo que o mundo
insista em calar,
sempre há um sentido para
encontrar.
Nem tudo pede pronta
resposta,
o interior guarda o que
mais nos importa.
Na tranquilidade,
aprendemos a ver:
Viver e sentir nos ensina
a importar.
Dentro de nós há uma
biblioteca escondida,
com páginas vividas da
nossa própria jornada.
Cada lembrança é um livro
a cintilar,
cada sonho, um futuro a
se revelar.
Na leitura solene do ser,
descobrimos verdades que
fazem crescer.
O percurso, em sua grandeza,
nos dá,
o dom de aprender com
tudo o que há.
E assim seguimos, sem
medo de errar,
pois todo caminho ensina
a honrar.
Entre palavras, fé e
reflexão,
somos autores da nossa
própria trajetória.
O que nasce do silêncio
No instante em que o
mundo cala,
uma ideia desperta,
inteira e tímida,
feito semente que desafia
a rocha,
sem saber se há sol lá
fora.
Carrego dentro o peso dos
séculos,
mas também o brilho do
agora.
Sou rio que aprende o
caminho
enquanto inventa a
própria margem.
Palavras não são muros,
são janelas de ar e
coragem.
E nelas o poeta mergulha
em tudo o que sente
calado.
O verso é um abrigo
sereno,
onde o sentir encontra
forma,
a alma repousa cansada
e o invisível se torna
voz.
Assim escrevo,
não por vaidade,
mas por sede de existir
além do corpo, além do
instante.
Porque poesia é isso:
um sopro que resiste,
um nome que floresce
no terreno do impossível.
No Tintilar da Janela
O tintilar da noite suave
ressoa leve no coração,
como cristal que nunca se
parte,
como um segredo em canção.
O tintilar da janela
canta quando a cortina começa a dançar,
a brisa invisível passa e
encanta,
deixando um arrepio no
ar.
O tintilar das estrelas
claras
desenha o céu em fios de
luz,
cada centelha, um sonho
que chama,
cada lampejo, um guia que
conduz.
O tintilar da vida
insiste,
mesmo no pranto quer
brilhar,
feito esperança que não
desiste,
feito lembrança a
caminhar.
E no silêncio que tudo
embala,
há sempre um som a
despertar:
é voz do tempo, doce e
rara,
é eterno o seu tintilar.
Sobre a autora:
Stephany
Freitas, 24 anos, escritora, poetisa e influenciadora de
Salvador. Tenho deficiência física por Atrofia Muscular Espinhal Tipo 3.
Comecei a escrever na infância e sigo como jovem referência de inspiração na
literatura contemporânea.
@autorastephanyfreitas



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