Resenha – O sono e a Morte




10 agosto 2014

Olá, gente linda!
Estava em Paraty-RJ, mais precisamente apreciando a FLIP e lançando meu novo livro. Por isso o blog ficou abandonado por alguns dias. Como de praxe, no mundo de leitores, não saímos de casa sem um livro, levei O Sono e a Morte, de A.J. Kazinski, Editora Tordesilhas,  2014, 464 páginas. E... eu não dormi! Poxa, de uns tempos pra cá, os livros da Tordesilha têm me dado um medo ‘retato’, fixando na minha mente e sonhos. Não pensem que isso é ruim... (risos)

Em O sono e a morte, o herói Niels Bentzon, negociador da polícia, está de volta. Uma noite ele é chamado para intermediar o caso de uma mulher que ameaça se jogar de uma ponte de Copenhague. Quando chega ao local, Niels percebe algo estranho na situação. A mulher está nua e drogada, olhando para a multidão que a observa. Mais do que perturbada, ela parece aterrorizada. Apesar dos esforços de Niels, o desfecho é trágico. Os policiais tratam a ocorrência como um suicídio comum, mas Niels sente que ocaso é diferente. Na autópsia surgea primeira reviravolta. Havia água no pulmão e marcas de desfibrilador no corpo da mulher. Antes de pular da ponte, ela havia sido afogada e ressuscitada. Com poucas pistas, Niels começa uma caçada ao responsável por aquela morte. No caminho, encontrará pessoas dispostas a acabar com a sua vida para evitar que ele descubra a verdade. Com ritmo dinâmico, tensão crescente e personagens marcantes. O SONO E A MORTE traz ainda o toque especial da escrita de A. J. Kazinski: uma reflexão sobre questões que não poderiam ser mais humanas – a vida, a morte, a responsabilidade sobre nossas próprias escolhas.

O início do livro não é tão acelerado como o anterior (Verão das bonecas mortas), porém, não menos instigante, logo me adaptei a este gênero que pouco lia: policial. Niels é o investigador, casado com Hannah Lund que não vive um momento fácil da vida. Uma mulher atormentada e que precisa de ajuda.
Niels encontra Dicte a beira do suicídio, e ele é a pessoa certa para evitar tal ‘loucura’ ou seria. Ele não consegue evitar que aquela linda jovem, nua, se mate. Então, ele resolve averiguar o motivo do desespero daquela mulher.
E o que aparentemente parecia ser uma caso de surto misturado com drogas pesadas, dá início a uma forte investigação de ‘quase mortes’. O grande desafio é saber quem está por trás de tudo isso... será  que o melhor detetive consegue desvendar esse mistério?
“O amor não é a última desculpa que autoriza os comportamentos criminosos?”
A mim, só resta informar que cada dia gosto mais desse estilo literário. O livro fisga o leito mais desatento e sonolento, é um convite, na verdade, a insônia.

3 comentários:

  1. Olá Lilian,

    Não conhecia o livro, mas não é uma leitura pro momento...abraços.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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  2. olá, eu gostei bastante da resenha, um livro interessante , com uma capa forte e marcante

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  3. resenha impecavel, gostei muito dos pontos ressaltados... livro legal

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