Chimamanda Adichie - Os perigos de uma história única.




09 junho 2015


Chimamanda Ngozi Adichie é nigeriana e nasceu em 1977, considerada uma das mais importantes autoras da atualidade na literatura Africana. Eu, apesar de apaixonada pela autora, li pouco de seu trabalho, mas espero, num futuro próximo, conhecer e obter toda os seus livros.


'Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeras publicações, entre elas a New Yorker e a Granta. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Orange Prize e o National Book Critics Circle Award. Vive entre a Nigéria e os Estados Unidos.'

Sua palestra, "O perigo das histórias únicas", é inspiradora, então, resolvi trazer para vocês, leitores do Poesia na alma, um pouco dessa autora tão admirável.  Gostaria de coração, que todas e todos vissem ao vídeo, são palavras para serem repassadas por gerações. 





Um pouco mais

 


Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. ‘Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: Você apoia o terrorismo!’.” Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e – em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “antiafricanas” e que odeiam homens e maquiagem – começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.Neste ensaio preciso e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que alcancemos a igualdade de gênero. Segundo ela, tal igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos: meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade.





Filha de uma família rica e importante da Nigéria, Olanna rejeita participar do jogo do poder que seu pai lhe reservara em Lagos. Parte, então, para Nsukka, a fim de lecionar na universidade local e viver perto do amante, o revolucionário nacionalista Odenigbo. Sua irmã Kainene de certo modo encampa seu destino. Com seu jeito altivo e pragmático, ela circula pela alta roda flertando com militares e fechando contratos milionários. Gêmeas não idênticas, elas representam os dois lados de uma nação dividida, mas presa a indissolúveis laços germanos - condição que explode na sangrenta guerra que se segue à tentativa de secessão e criação do estado independente de Biafra.Contado por meio de três pontos de vista - além do de Olanna, a narrativa concentra-se nas perspectivas do namorado de Kainene, o jornalista britânico Richard Churchill, e de Ugwu, um garoto que trabalha como criado de Odenigbo -, Meio sol amarelo enfeixa várias pontas do conflito que matou milhares de pessoas, em virtude da guerra, da fome e da doença. O romance é mais do que um relato de fatos impressionantes: é o retrato vivo do caos vislumbrado através do drama de pessoas forçadas a tomar decisões definitivas sobre amor e responsabilidade, passado e presente, nação e família, lealdade e traição. "Um marco na ficção, no qual a prosa clara e despretensiosa delineia nuances de modo absolutamente preciso." - The Guardian


29 comentários:

  1. não conhecia a autora, e confesso que li muito pouco de literatura africana. Problema é acesso, aqui não chega muito :(
    Legal o vídeo, não curti muito a dublagem rsrsrs prefiro legendados... mas enfim...
    fico pra morrer quando colocam África como um país...

    bjs, Lili...

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Oi, Lilian, tudo bem?

    Nunca tinha ouvido falar da autora, mas ela parece ser bem determinada em defender a sua opinião, ela é um exemplo para todos, embora esses livros não sejam bem o meu estilo, mas gostei das sinopses.

    Abraços.

    http://perdidoemlivros.blogspot.com.br/

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  4. Muito me surpreendo por não tê-la conhecido ainda, te agradeço por ter me apresentado uma mulher tão espetacular, uma autora digna do que faz. Parabéns por ter abordado sobre uma figura tão importante!
    Bj. :))
    http://egodeescritor.blogspot.com.br

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  5. Olá
    Nào conhecia a autora, e não me lembro de ter lido algo escrito por um africano (difícil eu olhar nacionalidade de um autor).
    Eu concordo de certa forma com o ponto de vista dela, onde ela diz que igualdade de gèneros é tanto responsabilidade do homem quabto da mulher, porque vai beneficiar a ambos.

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  6. Olá!
    Eu baixei o Somos Todos Feministas quando a editora disponibilizou gratuitamente. Ainda não li, mas vou tentar me organizar para incluir nas leituras do ano.

    Beijos
    http://www.breakingfree.blog.br/

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  7. Oi, flor!
    No momento não estou podendo assistir ao vídeo, mas o adicionei como referência futura. Não conhecia a história dessa autora e, confesso, não simpatizo com a ideia de feminismo e machismo. Entendo que cada pessoa pode tomar suas decisões e, desde que esteja consciente do por quê o faz, devemos respeitá-las. Usar saltos para se sentir atraente aos homens, por exemplo, para mim não é motivo de vergonha. A avaliação do sexo oposto também influencia diretamente sobre a autoestima de muitas mulheres. Um elogio respeitoso é sempre bem-vindo. Ao mesmo tempo, não acho que andar sem calcinha e usando um vestido minúsculo seja algo que uma mulher deva fazer como protesto em defesa à sua própria liberdade. Cada um se veste como quer, mas não espere com isso passar exatamente a mensagem que quer. Enfim, não venho polemizar essa questão, mas confesso que não me interessei em ler esses livros devido ao apelo deles. Mas o tema da palestra me atraiu. Pretendo assisti-la em outro momento.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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  8. Olá Lilian como vai?
    Eu havia lido algo sobre este livro, e me recordo de que é algo muito breve haha
    Infelizmente muitos de nós somos assim, nos focamos apenas nos livros que lemos e esquecemos do que realmente somos. O que lemos é um pouco daquilo que somos também. Assim como ela imaginar neve na Nigéria, é comum que façamos isso aqui também rs
    O modo que ela fala nos cativa, gostei disso, e também ri em algumas partes haha
    Eu certamente irei procurar saber mais sobre essa africana, obrigada por nos presentear com essa palestra <3
    ah, ps, eu não sabia que Locke era tão criativo assim hahaha Somos papeis em branco, e os livros que lemos nos preenche, e escreve em nossas almas

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  9. Lilian, eu nunca li nada dela, e acho que já está na hora de corrigir isso. Adorei a palestra dela. Personagens brancos de olhos azuis que brincam na neve... Isso saído da cabeça de uma criança nigeriana. É assustador. Eu também passei por isso, obviamente em menor escala. E ainda vejo algumas pessoas, inclusive donos de blogs literários, que desprezam a literatura brasileira por acreditar (ainda que inconscientemente) que a única literatura válida é estrangeira, especificamente a escrita originalmente em inglês. Isso também é assustador.
    Amei o seu post, Lilian. É uma pena que algumas pessoas sequer tenham prestado atenção nele, porque estão mais preocupadas em deixar qualquer comentário só para que você comente em seus blogs também. Ah, como isso me irrita! :\
    Um abraço, Lilian. Adoro seu blog, adoro a dedicação que você tem com ele, adoro o seu comprometimento em instruir quem passa por aqui. Espero que cada vez mais pessoas percebam isso!
    www.literasutra.com

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  10. Lilian, eu nunca li nada dela, e acho que já está na hora de corrigir isso. Adorei a palestra dela. Personagens brancos de olhos azuis que brincam na neve... Isso saído da cabeça de uma criança nigeriana. É assustador. Eu também passei por isso, obviamente em menor escala. E ainda vejo algumas pessoas, inclusive donos de blogs literários, que desprezam a literatura brasileira por acreditar (ainda que inconscientemente) que a única literatura válida é estrangeira, especificamente a escrita originalmente em inglês. Isso também é assustador.
    Amei o seu post, Lilian. É uma pena que algumas pessoas sequer tenham prestado atenção nele, porque estão mais preocupadas em deixar qualquer comentário só para que você comente em seus blogs também. Ah, como isso me irrita! :\
    Um abraço, Lilian. Adoro seu blog, adoro a dedicação que você tem com ele, adoro o seu comprometimento em instruir quem passa por aqui. Espero que cada vez mais pessoas percebam isso!
    www.literasutra.com

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  11. Ola lindona que belo destaque nos trouxe hein, apenas não assisti ao filme pois estou no trabalho. Mas gostei de saber que as palestras são um sucesso. Vou sair de minha zona de conforto e ler o livro dessa guerreira. beijos


    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  12. Olá; muito bacana o sue post. Eu sabia bem pouco sobre a autora, quero ler os livros dela.

    petalasdeliberdade.blogspot.com

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  13. Olá!
    Pelo vídeo, ela parece ser realmente uma grande mulher!
    Não costumo ler esse tipo de literatura, mas agora com toda certeza, vou dar uma chance a autora!
    Obrigada por me apresentá-la!
    Beijos!

    www.livrosdajess.com

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  14. Oie Lilian.

    Eu nunca tinha ouvido falar da autora. Espero num futuro próximo conhecer mais sobre ela e seu trabalho. É um pouco assustar ver como em pleno século 21, em plena globalização, ainda tenhamos que ver coisas assim. Assisti o vídeo que você postou e fiquei admirado pelas palavras dela ao defender sua cultura e seu povo. Infelizmente essa realidade não é tratada pela mídia de forma abrangente. Uma pena.
    Parabéns pelo post.

    Academia Literária-DF

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  15. Oi Lilian!
    EU JÁ OUVI FALAR DA AUTORA *-*
    La na Universidade a gente pagou uma cadeira extra de Literatura Africana e a professora citou o nome dela por cima, tendo levado esse primeiro livro pra mostrar em sala. Não chegamos a ler nada dela, porque não fazia parte do currículo, mas ficou como leitura complementar. Gostei muito da ideia do primeiro e quero conhecer *-* Ja leu Mia Couto? É referencia também na literatura africana :D Acabei de ler um livro dele, e é muito legal.

    Abraços
    David Andrade
    http://www.olimpicoliterario.com/

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  16. Oláá
    Nunca tinha ouvido falar da autora, parece ser bem interessante e gostei muito o post

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  17. Oi Lilian, tudo bem?
    Não conhecia a autora, e quem não assistiu o vídeo realmente perdeu um conteúdo incrível.
    Nunca havia parado para pensar sobre o perigo das histórias únicas, e ela só falou verdades.
    Eu acho os estereótipos muito perigosos, e aqui no Brasil recentemente tenho visto muito isso, muitas histórias únicas.
    Agora sobre as pessoas que acham que a Áfica é um país, tenho até pena de como tem a cabeça fechada, assim como aqueles que acham que América é só Estados Unidos.
    Bjs

    A. Libri

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  18. Oii!

    Não conhecia a autora, mas vou procurar as obras dela!
    Amei o vídeo! Achei muito show tudo que ela falou :)
    Gostei muito o post *---*

    Beijos, Kamila
    www.vicio-de-leitura.com

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  19. Oi
    Confesso que ainda não conhecia a autora, pois conheço pouco da literatura africana. Gostei dos livros, pois é a minha cara e também de conhecer mais da autora.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  20. Não conhecia a autora, Lilian, mas achei interessante.
    O vídeo é bem legal.
    O fato dela dizer que não sabia que poderia existir pessoas como ela na literatura e os autores africanos que descobriu.
    O pior que é verdade e as pessoas se fecham por causa da cor.
    Povo de mente pequena. ¬¬
    Gostei dela dizendo como a colega de quarto ficou chocada por ela saber falar inglês e ouvir Mariah Carey. hahaha

    Lisossomos

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  21. Oi Lilian,
    Eu não conhecia a autora, mas me interessei pelo trabalho dela.Gosto dessas autora que vem abordar o feminismo de forma mais aberta e menos agressiva. Vou investir em algumas leituras dela, acho que posso gostar muito!

    http://www.laoliphant.com.br/

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  22. Oi Lilian! Já tinha visto a palestra da Chimamanda por indicação de uma amiga. Acho a história dela muito inspiradora! Ainda não li nenhum livro dela. Mas com certeza é algo que quero fazer em breve.
    Um beijo
    Carol
    www.sobrevicioselivros.com

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  23. Não conhecia a autora, confesso nao sei meu tipo de leitura, mas parabens pelo post
    beijos
    http://mytinybooks.blogspot.com.br

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  24. Oie! Tudo bem?

    Já havia assistido esse vídeo, mas confesso que nunca tive profundo contato com a escrita dela. Interessei-me por "Sejamos todos feministas". Muito bacana ver a influência que a autora vem alcançando no mundo.

    Beijos,

    Juliana Garcez | Livros e Flores

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  25. Oi Lilian, sua linda, tudo bem?
    Esse vídeo é um presente. Eu estou tão impressionada, que acabei me emocionando. Eu adoraria participar desses eventos que ela faz, adoraria ouvir mais do que ela tem para me dizer. Sabe, eu nunca parei para pensar sobre o que ela disse: uma única história. Como isso pode gerar equívocos, e causar injustiças. Amei!!!!!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  26. Oii, tudo bem com você?
    Ela parece ser uma grande mulher não é?
    Gostei da premissa de Sejamos todos feministas, pretendo ler ele.
    Parabéns pelo post.

    Beijos da Jéss ♥
    Brilliant Diamond | Fan Page

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 
Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, gênero, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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