Resenha - Armadilha Mortal




11 maio 2016


Roberto Arlt nasceu em abril de 1900, Buenos Aires. Em 1916 publica seu primeiro conto Jehová. Em 1926, seu primeiro romance El juguete rabioso. Depois, numa análise sobre a sociedade contemporânea argentina, vieram os romances Los sietes locos (1929) e Los Lanzallamas (1931). Em seguida começa a viajar pelo mundo: Brasil, Espanha, Marrocos, Chile, e essas viagens interferem decisivamente em sua escrita.

Em 1940, após viagem ao Chile, escreve Um viaje terrible, que se aproxima da literatura fantástica. Como jornalista, cultivava destreza em expor o cenário político e social de seu país, o que também interfere em sua vida de escritor. Em 1942, com problemas cardíacos, ele morre, sendo considerado um dos maiores escritores argentinos do século.

Sinopse: Armadilha mortal é uma extraordinária coletânea de contos policiais, onde Arlt praticamente lança o gênero na literatura argentina. Aqui se verá o estilo apurado, as tramas muito bem articuladas num livro que se lê com prazer da primeira à última página.

Armadilha mortal é um livro curto, 87 páginas,  que reúne sete contos do autor. A pista dos dentes de ouro; Um argentino entre gângsteres; A vingança do macaco; A dupla armadinha mortal; O mistério dos três sobretudos; O enigma das três cartas; Um crime quase perfeito.

Armadilha mortal foi o meu primeiro contato com o autor, receio ter ido com muita sede ao pote, pois fiquei com a sensação que faltava algo. Eu gosto de contos e de literatura policial, mas preciso ser surpreendida, caso contrário, dou uma brochada literária.

E foi exatamente o que aconteceu ao fim do conto A pista dos dentes de ouro, era tão óbvio que, ao final, não estava acreditando. Lauro Spronzini é um assassino que usa falsos dentes de ouro, mata um homem no Hotel Planeta. O crime fica conhecido como O Enigma do Bárbaro Crime do Dente de Ouro. Ninguém descobre quem era o assassino, somente Diana, dentista do Lauro.


Continuei a leitura com o intento de mudar essa relação com o livro, e os contos foram passando e nada. Nenhum fogo, nenhuma paixão. Apesar disso, pretendo conhecer outras obras do autor. 

4 comentários:

  1. Olá,

    Não conheço nada do autor, mas fiquei feliz em saber da existência desse livro que compila vários contos. Quero muito conferir essas histórias.

    Abraços
    colecoes-literarias.blogspot.com.br

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  2. Nunca escutei falar desse autor, mas é sempre bom conhecer novos! Não sou muito de ler contos, mas quem sabe eu não goste e confesso que já estou curioso para ler esses contos.

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  3. Oie
    Não conhecia o autor mas fiquei bem curiosa plea leitura por ser um gênero bem interessante e diferente, bela dica

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  4. Oioi! Tudo bem?
    Também gosto de historias com um enredo policial e nao conhecia esse Armadilha Mortal.
    Uma pena que nao tenha sido tão bom, as vezes acontece, mas que bom que vc ainda vai tentar outras obras.
    Otima resenha.
    Beijos

    Livros e SushiFacebookInstagramTwitter

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.

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