Resenha - Ver o Mundo em Versos




09 junho 2016


Todos os sentimentos são postos à mesa: Melancolia, alegria, sentimento de solidão, sintoma de saudade, aversão à morte, temor a Deus. Entusiasmo com a vida, mãe, livros, doença. Medo da velhice, reflexões a respeito da religião. Desejo pela liberdade. Mulher, maus tratos infantis, amor, relacionamento, separação. Direitos das mulheres e direitos das crianças.

Um emaranhado de emoções em corpo poético.  Só poderiam fluir poesias. Em um dos seus versos a autora nos diz: "Meus versos chamam justiça!"

Ver o Mundo em Versos, livro da Autora e Poetisa Teolinda Marreiro, divide-se em três partes de prazeres poéticos: A Primeira tem por título "Ao gosto popular"; a segunda, "Sonetos" e a terceira parte, “Poesia livre." A Autora trata de diversas temáticas, sempre buscando a sutileza das palavras.

O livro é uma arena de sentimentos, onde, a qualquer instante, poderemos nos deparar com um sentimento novo ao virar de página. Deixando-nos pensativo, alegre e querido, em outros momentos, cansados. Afinal, o mundo muitas vezes nos deixa cansado mesmo. Ver o Mundo em Verso é travar batalhas sem perder a ternura, sem se deixar abater como a poesia que fala das estações do ano, mais especificamente o outono.


"Vejo o outono surgindo:
Nas muitas folhas já mortas,
Que pelo chão vão caindo,
Morrendo secas e tortas (...)"

Das poesias que guardarei no lado esquerdo do peito, uma delas é de amor-amizade. Aquele sentimento que nos alarga nos tornando gordos de alegria.

"O ser-se amigo, é: ter no coração,
Espaço que se alarga, - mundo inteiro!
Qualquer raça, credo, religião (...)"

Sinopse

Sentimentos contraditórios: tristeza e alegria, fraqueza e força, amor e ódio, descrença e fé; um salgado e doce temperando a vida, nesta visão sobre o mundo: a natureza, a humanidade e a própria autora.

Teolinda Marreiro

Nascida em Monchique a 24 de janeiro de 1956.
Logo na escola primária se percebia este meu gosto pela escrita, que continuando até hoje, já rendeu muitos cadernos cheios de poesia.
Um pouco mais, do que as duas décadas de1990 a 2010: fui participante assídua em programas de rádios locais, com poesia de minha autoria lida em direto ao telefone, ou enviada por carta; dando isso a oportunidade de ter alguns trabalhos publicados, em três livros de coletâneas.


Resenha por Magali Polida

Sobre mim? O céu. Mesmo quando poluído. Enquanto os pulmões das aves aguentarem, também permanecerei esperançosa de um dia olhar para o céu sem ter os olhos irritados e o coração aflito.

Escritora, poetisa, pedagoga, artista plástica, poetriz, artesã e meus interesses pessoais são público desde o meu nascimento, em 1981, na cidade de São Paulo. Moro em Pernambuco e considero-me cidade pernambucana. Autora do livro A menina do panapaná e Bichomemulher.

8 comentários:

  1. ah, deve ser um livro encantador *--*
    confesso que fiquei super curiosa pra fazer a leitura dele, Maga...
    tô amando tuas postagens por aqui <3
    bjs...

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  2. Oi Magali, sua linda, tudo bem?
    É a segunda indicação que pego hoje nesse gênero, não leio livros assim faz tempo, mas esse também parece ser lindo. Eu gostei quando ela falou que vê o outono surgindo nas folhas mortas que caem no chão, podemo entender como a renovação da vida. Dica mais do que anotada!!! Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Estou bem, sim, Cila, e você? *-* Obrigado pelo carinho e pela presença =***

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  3. O livro é mais feito por sonetos do que poesia livre. Eu prefiro a poesia livre, sabe? ;-} liberté!

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  4. Maria Valéria, a expert aqui é você *-* Aceito sugestões e obrigada pelo elo-gio, flor =**

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  5. Oi!!
    Eu não costumo ler livros com poesias, mas pelo visto esse traz a tona muitos sentimentos, acredito que é uma boa leitura para quando queremos ler algo diferente e profundo.
    Beijão!

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  6. O livro não chamou a minha atenção, poesia não é mesmo a minha praia. Acho muito legal a capacidade que algumas pessoas têm de realmente ver esse tipo de livro como uma arena de sentimentos, mas não é o meu caso.

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  7. Oii!
    Vira e mexe eu gosto de mudar um pouquinho o que eu estou lendo e pegar um livro de poesia! Meu grande problema sempre é achar um que eu vá gostar, mas essa sua recomendação parece ser uma boa ideia. Além disso, você fez uma resenha que dá pra sentir a fluidez do livro e a mistura de todos os sentimentos em um só. Acho que poesia tem a capacidade de tocar as pessoas de uma forma que elas nem imaginavam possível :)
    Beijos!

    www.beyondbluedoors.com

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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