Resenha – Complexo de Cinderela




20 março 2017



Apesar da referência a um conto de fadas, Complexo de Cinderela, de Colette Dowling, Editora Melhoramentos, 222 páginas, faz uma crítica ao medo que as mulheres ainda têm da independência. Ou seja, apesar de o movimento feminista ter avançado sobre questões sociais, há ainda barreiras psicológicas profundas ecoando de modo a impedir a mulher a ser verdadeiramente autônoma. Onde ela se vê num ciclo vicioso de relacionamentos e empregos em que sua existência está subordinada ao homem.

Existe somente um instrumento pelo qual podemos obter a "libertação": é emancipar-nos interiormente.”

Mesmo com o avanço por condições de trabalho dignas, direito ao voto, leis de proteção à mulher, direito a educação (em todos os casos mencionados ainda há muito que melhorar), etc., há questões relacionadas à psique que são fortes e reverberam socialmente em detrimento dos muitos anos de uma educação machista que recebemos. Além disso, com os avanços sociais conquistados pelo movimento feminista, a mulher que antes tinha uma única função, ser mãe, dona de casa e bondosa, precisa se adequar a sua nova realidade.

“Logo descobrimos, contudo, que a liberdade assusta. Ela nos apresenta possibilidades para as quais não nos sentimos equipadas: promoções, responsabilidades, oportunidades de viajarmos sozinhas sem homens a nos conduzirem, oportunidades de fazermos amigos por nossa conta. Todo tipo de perspectivas rapidamente abriu-se às mulheres; juntamente com isso, porém, vieram novas exigências: que cresçamos e paremos de esconder-nos sob o manto paternalista daquele que escolhemos para representar o ente "mais forte"; que comecemos a basear nossas decisões em nossos próprios valores, e não nos de nossos maridos, pais ou professores. A liberdade requer que nos tornemos autênticas e fiéis para conosco. Aqui é que repentinamente surge a dificuldade, quando não mais basta sermos "uma boa esposa", ou "uma boa filha", ou "uma boa aluna". Pois, ao iniciarmos o processo de separar de nós as figuras de autoridade a fim de nos tornarmos autônomas, descobrimos que os valores que julgávamos nossos, não o são.”

A autora, com isso, não diz que a mulher é machista (pensemos da seguinte forma: como a mulher é machista se ela, a mulher, não se beneficia do machismo?) ou que os avanços são negativos, muito pelo contrário, ela nos convida a reflexão de que precisamos no conhecer, nos entender no mundo em que estamos inseridas, pois, dessa forma, nossas lutas sociais terão mais força.

“Por fim a hora da verdade emerge: "Realmente não tenho quaisquer convicções próprias. Realmente não sei no que acredito". Essa experiência pode ser ameaçadora. Todas as coisas a respeito das quais tínhamos certeza parecem desmoronar tal como uma avalancha, enchendo-nos de incerteza em relação a tudo — e aterrorizando-nos. Essa atordoante perda de estruturas de apoio antiquadas — crenças em que nem mesmo cremos mais — pode marcar o início da verdadeira liberdade. Mas seu caráter assustador pode fazer-nos recuar para o conhecido, o familiar, aparentemente tão seguro.”

Se a busca da identidade, ou resgate da identidade, não é tratada com o devido merecimento, isso pode causar danos sociais. Apesar de não haver um foco nas conquistas enquanto movimento, elas, as conquistas, mesmo que implicitamente, estão em evidência.

“A auto-suficiência não é um bem agraciado aos homens pela natureza; é um produto de aprendizagem e treino. Os homens são educados para a independência desde o dia de seu nascimento. De modo igualmente sistemático, as mulheres são ensinadas a crer que, algum dia, de algum modo, serão salvas. Esse é o conto de fadas, a mensagem de vida que ingerimos juntamente com o leite materno. Podemos aventurar-nos a viver por nossa conta por algum tempo. Podemos sair de casa, trabalhar, viajar; podemos até ganhar muito dinheiro. Subjacente a isso tudo, porém, está o conto de fadas, dizendo: "Agüente firme, e um dia alguém virá salvá-la da ansiedade causada pela vida". (O único salvador de que o menino ouve falar é ele próprio.)”

Com isso, a autora traz dados estatísticos sobre os tipos de empregos, cursos universitários e forma de pensar da mulher, e há sempre uma desvantagem em relação ao homem, visto que, se a mulher, desde criança é ensinada que aquele espaço não lhe pertence, que ela não é capaz, ela vai acreditar. Agora, imagine, se por muitos séculos, por muitas gerações, tal pensamento é fortificado na história da mulher, quais as consequências? O desejo da salvação nos aprisiona e nos condiciona a uma falsa autonomia.

“Há indicações de que pelo menos algumas mulheres não estão apenas paralisadas, como também envolvidas numa reação contra sua nova liberdade — enfim, fugindo dela.”


A base de pesquisa da obra são mulheres brancas, norte americanas, classe média e classe média alta. Ou seja, é uma leitura importante, porém, se acaso não tivermos ciência da condição social da mulher negra, índia, pobre, não vai surti efeito. Nem toda mulher tem ou teve a oportunidade de estudar para mudar sua situação social, imagine pensar no Complexo de Cinderela. É muito mais fácil romper certas estruturas quando se tem comida e um teto para morar. Mas, nada altera o fato que também precisamos fortalecer nossa identidade e reconhecer nossa identidade tribal. 

47 comentários:

  1. Olá,

    Eu estou bem na vibe de livros sobre contos de fadas, mas com uma pegada adulta desfazendo todo o nosso conhecimento dos contos quando éramos crianças e em todos eu encontro criticas sociais maravilhosas. Eu me interessei pelo livro pelo assunto que ele abordar, sou muito simpatizante das feministas e acho que o livro é merecedor da minha atenção, adicionei à lista de desejados! ♥

    → desencaixados.com

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  2. Nossa, que livro interessante! Mesmo com tantos avanços sociais e culturais, é compreensível que demore um tempo até que sejam absorvidas na nossa identidade mulher. Creio que essa mudança virá primeiro na educação em casa e nos exemplos que os próprios pais passam a suas filhas.

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  3. Olá,
    eu comprei este livro tem um tempo em ebook até, se não me engano, mas ainda não o li. Acho a proposta interessante, ainda mais em tempos em que o empoderamento é algo tão forte e necessário. Gostei da forma como o assunto é abordado.
    Beijos
    www.estilo-gisele.blogspot.com.br

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  4. Olá, tudo bom?
    Esse assunto me interessa muito, uns anos atrás fui pesquisar mais sobre isso. Já tinha visto algumas resenhas desse livro, mas adorei o jeito que você abordou o assunto na sua. Acho a proposta dele super interessante e atual, gostei muito de como o assunto foi abordado. Espero lê-lo também. Parabéns pela resenha.

    Beijos, Rob
    www.estantedarob.com.br

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  5. Oi Lilian, o livro me parece muito interessante, não apenas para leitura, mas para um debate e reflexão. Só não gostei muito da base usada para pesquisa. Muito seletista.
    Bjs, Rose.

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    1. Eu diria elitista, o que era comum na ápoca da pesquisa

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    2. Elitista também cai bem na descrição.
      Bjs

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  6. Achei a sua opinião sobre o livro muito bem elaborada. Fiquei curiosa com o livro mas achei seu comentário final ainda mais impactante do que toda a resenha. Sem dúvidas, me parece ser um livro muito bom mas, concordo que nem todas as mulheres poderiam pensar nessa questão.

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  7. Oiii Lilin, como vai?
    Eu estudei esse complexo na faculdade durante alguns dias e fiquei fascinada, é sempre bom conhecermos assuntos diferentes e que nos atraem, não conhecia a obra e pretendo adquirir com toda certeza.
    Beijinhos

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  8. Olá, poxa adorei conhecer o livro. Bem pertinente nos dias de hoje. E acredito realmente nesse complexo, pois conheço várias pessoas que vivem exatamente dessa forma. Com certeza é uma leitura obrigatória. Bjs

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  9. Oi! Como é ótimo conhecer obras que instigam e nos fazem acordar para a realidade.
    Vejo mulheres acomodadas com a situação em que a sociedade lhes impôs.
    Dica anotada!

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  10. Olá,
    Achei a resenha muito interessante e concordo que é muito mais fácil romper certas barreiras quando se tem o que comer e um teto né?!
    Achei que o público deveria ser mais variado para ter um número mais real e melhor representado.

    LEITURA DESCONTROLADA

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  11. Já esgotei minha cota de contos de fada (Menos com relação A bela e a fera kk), porém nao consegui não me interessar por esse.

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  12. Olá,

    Não conhecia a obra, mas achei incrível a premissa, principalmente por abordar essa temática das mulheres que não conseguem se adaptar com a autonomia e independência que conquistam. Acredito que talvez estejamos tão acostumadas a ideia de submissão, que seja difícil encarar outra realidade. Sua resenha me deixou muito intrigada, este é um livro que pretendo investir.

    Abraços,
    Cá Entre Nós

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  13. Olá!
    Não conhecia essa obra, mas gostei bastante da proposta. Realmente muitas mulheres tem medo ou não sei porque não conseguem se adaptar. E acho que deveria ser tão natural, afinal de contas se pesarmos na balança nós mulheres fazemos tantas coisas, damos conta de tantas coisas que não conseguiria me encaixar nesse termo.
    Mas achei o texto incrível e os quotes que separou bem bacanas pra reflexão.
    Vou anotar essa dica porque fiquei com vontade de ler!
    Beijos!

    Camila de Moraes.

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  14. Olá,

    Adorei conhecer este livro, ainda não tinha ouvido falar, mas acho super importante difundir este tipo de literatura entre as mulheres. Infelizmente ainda há muitas que tem medo de se emancipar e muitas são machistas também, obviamente fruto desta cultura horrenda a que somos expostas desde crianças.
    Vou procurar com certeza. Adorei sua resenha, muito bem fundamentada, coerente e altamente pertinente.
    bjs
    Jo Scarreiro

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  15. que baita leitura, hein?
    realmente, somos condicionadas a acreditar que somos mais fracas a partir da própria
    Criação' [Adão e Eva]. em todos os campos, mas PRINCIPALMENTE no religioso Cristão, as mulheres são mais fracas, submissas,não tem capacidade e afins... além do papel de maternidade e do lar que querem nos empurrar goela abaixo...¬¬
    quando se critica isso, muitas torcem a cara por não enxergarem que estão condicionadas a esse tipo de pensamento...

    outro ponto importante é de que a mulher 'salva' um homem 'perdido', por sua natureza sensível... vejo inclusive, muito 'romance de época' retratando esse ciclo doentio...

    como você bem colocou, é uma 'falsa liberdade' que nos empurram como sendo o 'máximo que uma mulher pode fazer'.

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  16. Que interessante! Um livro a ler, sem dúvida! Adoro livros esclarecedores como esse, que nos ajudam a ver o mundo de outra forma!

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  17. Achei muito interessante a premissa deste livro, não o conhecia, mas vou procurar por ele, esse é um assunto que devia ser mais abordado em livros, pois isso vai abrindo a cabeça, algumas mulheres são criadas com essa concepção que a mulher é frágil, em muitos romances a mocinha sempre é a frágil a espera que o homem venha salvá-la, seria bom que tivéssemos mais livros com mulheres fortes. Sua análise do livro foi muito legal, fiquei com muita vontade de ler esse livro. Bjs

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  18. Oie amore,
    Estudei um pouco sobre isso na faculdade e é um livro fantástico e bem instrutivo. Gostei de sua abordagem a respeito da obra, parabéns!
    É bom ler livros com conteúdo!
    Beijokas!

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  19. Olá.
    Otima resenha.
    O livro parece bem interessante e o tema é bem atual, leria, não no momento que ta uma correria mas vou adorar se tiver uma oportunidade de conferir mais p frente.

    Beijos
    http://aventurandosenoslivros.blogspot.com.br

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  20. Oiiie!

    O livro me pareceu bem interessante, porém me desanimou ela ter desconsiderado a minoria. Realmente, para mulheres negras, por exemplo, é bem mais difícil romper alguma barreira. Elas enfrentam duplo preconceito.

    Beijos!

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    1. A pesquisa não desconsidera minorias, desconsidera mulheres pobres e na imensidão das mulheres pobres (Que não são minorias) há negras, 'latinas' (não aprecio o termo), mulheres indígenas. Na verdade, a pesquisa é sobre uma minoria: branca e rica.

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  21. Oi, Lilian
    Não conhecia o livro, e interessante a analogia do título para com a situação atual da mulher. Um debate bem-vindo principalmente se levarmos em conta a inferiorização da mulher em coisas tão corriqueiras, ainda, como diferença no salário em comparação ao homem, reconhecimento de sua participação em certas áreas da ciência e tecnologia, além das mais cotidianas como um todo mesmo. Mas colocar essa mudança em relação àquelas que podem não ter tanta oportunidade de agir tão ativamente quanto aquelas que tem certa condição financeira ou social é complicado mesmo. De qualquer forma, mais uma vez, infelizmente, não é uma leitura que me chame a atenção uma vez que não me interesso muito por essas abordagens, ainda que reconheça a importância deles atualmente.

    ♥ Sâmmy ♥
    ♥ SammySacional.blogspot.com.br ♥
    ♥ DandoUmadeEscritora.blogspot.com.br ♥

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  22. Oii
    Nossa que baita livro! Gostei muito do tema! Adoro livros que levantam esse tipo de questionamento, sempre aprendo muito com esse tipo de leitura.
    Bjus

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  23. Oi, tudo bem?
    Antes de tudo, parabéns pela opinião tão bem elaborada e explicitada sobre um tema tão importante. Não conhecia esse livro ainda e me interessei muito pela leitura e pelos questionamentos que ele levanta e traz ao leitor sobre um tema ainda tão atual e cheio de tabus. Com certeza deve ser uma leitura que tem muito a agregar.
    Beijos!

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  24. Olá!

    Toda vez que visito seu blog, me surpreendo com seus textos tão bem elaborados. Este não é diferente, não conhecia o livro, mas apesar da mensagem mais do que válida, não acredito que sirva pra parametrar as mulheres no geral, pois, como você mesma disse, só um número pequeno de mulheres foi selecionado. Enfim, obrigada pela dica e que continuemos na caminhada!

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  25. Olá Lilian, não conhecia o livro, mas adorei o tema que ela resolveu discutir nele, parece pela sua resenha que a autora soube destrinchar bem o tema e colocar dados e estatísticas para ilustra-los, adorei a dica e vou deixar anotada para ler quando tiver uma chance.

    Meu Mundo, Meu Estilo

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  26. Oi, tudo bem?

    Não conhecia o livro e me interesso, porque tem a ver com a temática do meu TCC. Acho que a independência feminina é encorajada de formas erradas, sei lá. E, quando finalmente acontece, parece que sempre estão dizendo que estamos renunciando alguma coisa. Enquanto envelhecia acho que nunca me dei realmente conta das barreiras machistas ao meu redor, porque, mesmo antes de saber o que era o feminismo, eu já tinha pensamentos de liberdade e emancipação. Acho que deveria haver mais interseccionalidade no feminismo, porque falar de mulheres brancas, classe média ou alta é como dizer que, então, as liberdades delas são universais - e a gente sabe que não é nada assim, né.
    Adorei saber sobre o livro, com certeza vou buscar para ter na estante!

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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  27. Olá!
    às vezes acho que isso nunca vai mudar, mesmo com a luta incansável das mulheres pela igualdade, reconhecimento e mérito. muitas vezes vejo que tudo vem do berço, da forma que somos criados... Crescemos, queremos mudar isso, mas é difícil quando não se tem o apoio da família em diversos casos. Boa dica de leitura.
    Abs
    Ni
    Cia do Leitor

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  28. Oiee ^^
    Gostei do que você disse sobre esse livro, mas bem que poderiam ter feito uma pesquisa com mulheres negras também, né? Pois bem sabemos que, ser uma mulher branca na sociedade machista (no mundo machista) em que vivemos já é difícil, ser negra é muito mais. Gostei do livro, ainda não o conhecia, mas achei interessante.
    MilkMilks ♥

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  29. Oi.

    Não conhecia o livro, mas estou com muita vontade de lê-lo depois de ler esta sua resenha. Tenho certeza que adoraria o livro pela proposta que ele traz e pelo seu conteúdo. Vou procurá-lo depois e ver onde posso comprar.

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  30. Oi, Lilian! Tudo bem?
    Não preciso nem dizer que adorei seus comentários e essa indicação maravilhosa, não é mesmo? Ultimamente quero ler mais livros voltados a críticas e tal, e pelo visto este livro parece ser ótimo. Felizmente conheci ele através do seu blog e já coloquei ele na minha lista de leitura, as citações me chamaram bastante atenção e também a ideia do título que acaba fazendo comentários sobre as mulheres, gostei bastante deste foco e da parte que você mencionou sobre a reflexão do papel da mulher na sociedade! Vou indicar esse livro para algumas mulheres da minha família!

    Beijos.
    Lu - @justificou

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  31. Oi, tudo bem?
    Esse realmente parece ser um livro interessante! Quem sabe faço sua leitura em breve!

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  32. Olá, tudo bem? Que livro ÓTIMO! É sempre difícil de se desenraizar, até mesmo na mulher, aquilo que nós é imposto desde pequena que a mulher é inferior. Um livro deste que desmistificar, que abre nossos olhos com certeza deve ser lido. Dica anotada!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com

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  33. Oi, Lilian! Tudo bom? <3
    Eu sempre fico encantando com cada livro mencionado aqui no seu blog, e claro, com este não foi diferente! De início gostei da proposta dele, tanto por causa do título quanto pelo enredo - que por sinal me chamou super atenção -, além disso as citações e os seus comentários sobre ele foram surpreendentes! Achei maravilhoso saber que com este livro temos a percepção sobre o papel da mulher na sociedade, no qual ela possa ser o que quiser e não apenas uma dona de casa escrava do seu próprio homem como acontecia antigamente. Adorei a dica! =)

    Beijos,
    Lu - @justificou

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  34. Oi Lilian, sua linda, tudo bem?
    Não é o gênero que eu costumo ler, mas fiquei impressionada com as reflexões trazidas pela autora. Acho que nunca parei para pensar sobre isso, esse título caiu como luva nos argumentos que ela levantou. Vou anotar a dica com certeza!!!! Sua resenha ficou ótima!!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  35. Oi, tudo bem?
    Não conhecia o livro e achei o título super interessante. Gostei muito da história também, nunca parei para analisar essa situação e acho que seria uma leitura interessantíssima.
    Anotarei a dica para o futuro :D

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  36. Olá!

    Não conhecia o livro ainda, mas a proposta já me conquistou, além disso, o título é muito chamativo e gostei muito dos argumentos da autora sobre o "Complexo da Cinderela". Dica anotada, com certeza! Excelente resenha!

    Beijo

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  37. Olá!
    Achei o livro muito interessante, mas ao mesmo tempo não tão confiável por excluir uma grande parte das mulheres que sofrem com o machismo. Adorei poder conferir as suas considerações e fiquei bem curiosa para realizar essa leitura. Parabéns, excelente resenha.
    Beijos.

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  38. Oi!

    Nossa que livro interessante, achei sua opinião bem elaborada fiquei curiosa com a leitura.
    Quantas paginas ele tem? Me parece um livro de bolso.

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  39. Olá.
    A base da pesquisa me desanimou completamente. E, ainda assim, não é um livro que eu leria...
    Acho que tenho primeiro que me informar sobre o feminismo, pois não me identifico com o movimento, haja vista só me deparar com comportamentos extremistas que terminaram por me afastar de me tornar adepta ou simpatizar com ele.
    De toda forma, adorei sua resenha e saber mais sobre o assunto.
    Bjos!

    www.umdiamelivro.com.br

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  40. "(pensemos da seguinte forma: como a mulher é machista se ela, a mulher, não se beneficia do machismo?)"

    Acho que vai muito além. Alguns conceitos machistas estão não enraizados que nem são encarados como "machismo", mas algo natural. Exemplos: o homem trabalha fora e a mulher cuida da casa. Mulher acreditar que a outra "precisa se dar o respeito". O homem trai a esposa, mas a única errada é a amante, e ela precisa apanhar. Muitas de nós compactuam com esses pensamentos que são, sim, machistas. Infelizmente mulheres abraçam o machismo, mesmo sem perceber :~~

    Fiquei com vontade de ler o livro!

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    Respostas
    1. Só me explique como nos beneficiamos disso? Eu entendi sua linha de raciocínio, você discorre de um condicionamento que há anos nos é imposto, o livro fala justamente de romper com as barreiras desse condicionamento, agora, tentar justificar a culpa que é trazida dentro da institucionalização da igreja, demonstra conhecimento raso acerca do assunto, caso deseje, posso trazer outros livros para você conseguir entender a diferença.

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  41. Hey!

    Que livro fantástico! Fiquei atraída logo pelo nome, mas a resenha fez com que eu me interessasse pala obra como um todo. É exatamente o tipo de livro que eu estava procurando, dica super válida, muito obrigada por compartilhar.

    Bjos.

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  42. Olá, como vai?
    O medo da independência não é algo que me assombra mais, apesar de não ser completamente dona do meu nariz.
    Por muito tempo tive medo de certos "fantasmas" que perseguem a minha família, minha mãe sempre foi uma pessoa forte mas que apesar disso não achava que poderia viver sem um ajuda sabe?!
    Achei esse livro um tapa na cara da sociedade. Podemos sim, e podemos muito.
    Vou comprar pra ler já.
    Beijo
    https://qadulta.blogspot.com.br/

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  43. Oi já me deparei com esse livro diversas vezes quando trabalhava na biblioteca, e ele me chamou atenção por tratar de um tema que é tão atual ainda hoe. Apesar de a mulher ter conquistado muito essa conquista ainda não chega onde deve chegar. Assim como você falou deve se pensar neste assunto de forma mais ampla e não limitada como parece ser o caso do livro. Fiquei ainda mais interessada do que já estava, obrigada pela resenha

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.

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