Resenha – O que é feminismo? - Coleção Primeiros Passos




10 março 2017



'O que é feminismo?', da coleção Primeiros passos, Ed. Brasiliense, 84 páginas, escrito por Branca Moreira Alves e Jacqueline Pitanguy, é geralmente um livro que indico para quem vai fazer o ENEM e uso no âmbito educacional. Não só ele, como outros títulos da mesma coleção.


Sinopse - Feminismo: um termo que traduz todo um processo desenvolvido ao longo da História, e que continua a ser trabalhado diariamente, em todos os espaços da vida social. Como todo processo de transformação, contém contradições, avanços, recuos, medos e alegrias. Para entendê-lo, é preciso confrontar a situação da mulher na sociedade antiga, medieval e moderna, buscar suas raízes enquanto movimento político e desvendar a ideologia que ainda hoje outorga direitos, deveres e comportamentos distintos para homens e mulheres.”

Apesar de pequeno, o livro é dividido em três partes: Herança do silêncio; O Feminismo como movimento; Para além do voto: O movimento feminista atual. O pdf da obra está disponível para baixar, totalizando 39 páginas. Esta é visivelmente uma leitura rápida para iniciantes sobre o feminismo.

A Herança do silêncio, primeira parte, traz um resumo da condição da mulher desde a Grécia até o Séc. XVII no mundo. Por exemplo, na Grécia a.C. não era permitido que a mulher estudasse, ser ‘livre era ser homem e não mulher’, os trabalhos considerados nobres – filosofia, política e artes – eram de função masculina. No entanto, há um único registo, segundo as autoras, de um centro para formação intelectual da mulher. Foi a escola fundada por Safo, “poetisa nascida em Londres no ano de 625 a.C. Os fragmentos conhecidos de poemas seus, cantando os deuses e o amor, justificam coloca-la entre os grandes nomes da literatura da Grécia antiga.”

Na Roma antiga o paterfamilias era uma instituição jurídica em que garantia voz e direito ao ‘pai da família’ sobre as mulheres, filhos, servos e escravos. No entanto, isso não foi suficiente para limitar o início de uma resistência. Em 195 d.C., as mulheres, no Senado Romano, protestaram o uso do transporte público, que, por sua vez, era regalia masculina, mulheres se locomoviam a pé. O Senador Marco Pórcio Catão, fez o seguinte comentário:

Lembrem-se do grande trabalho que temos tido para manter nossas mulheres tranquilas e para refrear-lhes a licenciosidade, o que foi possível enquanto as leis nos ajudaram. Imagine o que se sucederá, daqui por diante, se tais leis forem revogadas e se as mulheres se puserem, legalmente considerando, em pé de igualdade com os homens! Os senhores sabem como são as mulheres: façam-nas suas iguais, e imediatamente elas quererão subir às suas costas para governa-los”.

Havia, no entanto, na Gália e Germânia uma maneira tribal de viver em sociedade onde as mulheres estavam em pé de igualdade com os homens. Na Idade Média, nos primeiros séculos, as mulheres passam a ter algum direito como ter acesso a quase todas as profissões e o direito à propriedade e de sucessão. Isso, pois, na época existia uma discrepância na distribuição da população, devido as guerras e o constante afastamento dos homens, existiam mais mulheres adultas. “Historicamente, a maior participação da mulher na esfera extradoméstica esteve sempre ligada ao afastamento do homem por motivo de guerra.” Mas, apesar de a mulher trabalhar naquela época, não significava igualdade salarial. O que gerava uma competição salarial.

No século XIV, a escritora francesa, Chistine de Pisan, torna-se a primeira mulher a ser indicada poeta oficial da corte. “Pode ser considerada como uma das primeiras feministas, no sentido de ter um discurso conscientemente articulado em defesa do direito da mulher”. Com sua profissão de escritora, sustentou toda a família. Ela escreveu o livro A cidade das mulheres, ‘neste texto inventa uma cidade simbólica na qual as mulheres são apreciadas e defendidas’.

A Idade média também é marcada como o período de ‘caça às bruxas”, com uma base teológica da ‘maldição bíblica de Eva’, onde a mulher/Eva é responsável pela queda do homem e considerada um arauto do mal. Logo, o corpo da mulher é a fonte materializada do mal. Essa caça às bruxas resultou num verdadeiro genocídio com o apoio da igreja medieval Católica e a igreja Protestante.

Jules Michelet, em Sobre as Feitiçarias, transcreve números estarrecedores: por ordem de seu bispo, a cidade de Genebra queimou, no ano de 1515, em apenas 3 meses, nada menos que 500 mulheres; na Alemanha, o bispado Bamberg queima de uma só vez 600, e o de Wurtzburgo, 900. As confissões eram extraídas sob tortura e mesmo contra qualquer evidência.”

A mulher que representava a figura da virgem Maria, hoje, entendida como ‘bela, recatada e do lar’, era exaltada. Porém, a inferiorização dos órgãos genitais femininos estava impregnada no discurso ‘científico’.

“(...) em relação a menstruação, afirma: ‘Porque as mulheres são de temperatura fria, em relação aos homens, a sua alimentação não se transforma num sangue bom, tanto que a maior parte se torna indigesta e se transforma em menstruação, das quais a mulher sadia se purga e se limpa’. François Rabelais, outro grande médico, adota idênticas posições, concluído que o corpo ‘histérico’ da mulher só pode conduzi-la à desordem moral.
O discurso médico vai de par com o discurso religioso no que se refere a tal perseguição. A medicina, neste momento, passa a instaurar-se como uma instituição masculina que advoga o monopólio do saber e do poder de cura. E o advoga sobretudo pela perseguição à pratica feminina do trato com hervas e do atendimento aos partos. Era a mulher, curandeira e parteira, secularmente encarregada da saúde da população, o principal concorrente a ser eliminado para o estabelecimento da hegemonia da medicina.

Muita coisa não mudou, aprendemos a nos odiar, sentir culpa, nojo da menstruação e alimentar a indústria farmacêutica em detrimento do que por anos não passou de um plano capital de ‘derrubar a concorrência’. Não somos mais queimadas vivas em fogueiras, mas continuam nos matando, os salários continuam inferiores e temos jornadas duplas de trabalho.

No capítulo O Feminismo como Movimento Político, as autoras trazem as ações feministas, a parti do século XVII, que cobravam a participação da mulher na vida pública. O mundo passava por grandes revoluções e as massas participavam delas exigindo liberdade e igualdade. Nos Estado Unidos, Abigail Adams escreve uma carta ao seu marido, líder da Guerra da Independência, em que exigia que as mulheres tivessem voz ativa no novo código de leis, como resposta:

Quanto ao seu extraordinário Código de Leis, eu só posso rir. Nossa luta, na verdade afrouxou os laços de autoridade em todo o país. Crianças e aprendizes desobedecem, escolas e universidades se rebelam, índios afrontam seus guardiões e negros se tornam insolentes com seus senhores. Mas a sua carta é a primeira intimação de uma outra tribo, mais numerosa e poderosa do que todos estes descontentes (...) Esteja certa, nós somos suficientemente lúdicos para não abrir mão do nosso sistema masculino.”

Olympe de Gouges, guilhotinada em 3 de novembro de 1793, em plena Revolução Francesa, em favor da mulher, fez uma crítica a “Declaração dos direitos do Homem e do Cidadão”, onde o próprio nome já diz: direitos dos Homens.  Na Inglaterra, em 1972, Mary Wollstonecraft, de contra as ideias de Rousseau sobre a mulher, escreve o livro Defesa dos Direitos da Mulher. Segundo a autora, “a inferioridade da mulher adviria somente da educação.”

Há também nesse período o aumento do contingente feminino na mão de obra operária e a discrepância salarial atrelada as condições de trabalho, com jornadas de até 18h diárias eram justificadas pela ideia de que as mulheres não precisavam do trabalho por ter quem as sustentassem. De contrapartida, feministas defendem que as mulheres precisam se educar para defender seus direitos, nascendo, assim, O curso de direito social para mulheres.

Dessa forma, mulheres trabalhadoras começam a romper o silêncio da exploração, projetam reivindicações, fazem greves e passam a ser violentamente reprimidas. Já no século XIX, nasce o movimento Sufragista que reivindica melhores condições de trabalho, direitos democráticos, mas que não incluía mulheres. O que resultou em mais luta do movimento feminista e na Convenção dos direitos da Mulher e, por fim, o direito ao voto.

O último capítulo, Para além do voto: O movimento Feminista Atual, traz a luta da mulher pelo direito à cidadania. Simone de Beauvoir escreve O segundo sexo denunciando ‘as raízes culturais da desigualdade sexual’.

O movimento feminista atual refuta a ideologia que legitima a diferenciação de papéis, reivindicando a igualdade em todos os níveis, seja no mundo externo, seja no âmbito doméstico. Revela que esta ideologia encobre na realidade uma relação de poder entre os sexos, e que a diferenciação dos papeis baseia-se mais em critérios sociais do que biológicos.

É natural, hoje, notarmos pessoas que defendem conceitos pautadas no senso comum, frases feitas de redes sociais, totalmente envoltas numa informação limitada, e necessitam de uma leitura mais fundamentada. O que não altera o fato de que certas pessoas simplesmente escolhem permanecer na ignorância ou preconceito.


Obviamente, após uma leitura reveladora, ainda temos que nos confrontar. Confrontar a nossa memória celular, entender que muito do que aprendemos a nossa vida inteira, nossos pais, avós, ancestrais, está errado. Que muito do que aprendemos contribui para alarmante estatística de violência contra a mulher. Confrontar a ideia de que contribuímos ou as pessoas que amamos contribuem direta ou indiretamente com a violência, não é fácil. Precisamos ter paciência conosco e com os outros, mas, sem esquecer que a luta é antiga e que: A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil; A cada 5 minutos uma mulher é agredida no Brasil; Uma mulher é morta a cada 2 horas no Brasil

55 comentários:

  1. Olá!
    Como pode algo que já vem a bastante tempo sendo fundamentado ainda ser muito contemporâneo. Acho que depois dessa postagem vai ficar bem mais claro o entendimento pra algumas mulheres e até mesmo homens sobre o que vem a ser o Feminismo, sobre os sentimentos e todo esse misto de sensações.
    Eu não conhecia essa leitura, mas pelo visto vem abordando desde o início, trazendo todo seu histórico.
    Para estudantes desse estilo é uma boa fonte de informações.
    Beijos!

    Camila de Moraes.

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    1. Uso com estudantes do Ensino médio e Fundamental.

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  2. Ola
    Não é um título que eu leria no momento, apesar de que o considero muito importante, e adorei poder conferir suas impressões a respeito. Não tenho dúvidas de que, por mais que tenha poucas páginas, consegue deixar mensagens bem especiais nos contextos. É uma ótica dica para quem gostaria de saber mais sobre a temática!
    Bjs, F

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    1. Olha, eu não sei o que você considera 'mensagens especiais', por exemplo, não entendo como 600 mulheres queimadas de uma única vez é uma mensagem especial.

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  3. Olá,

    Esse é um livro que não sei se leria. Acho que só folheando para ver a linha dele. Feminismo hoje é um assunto que quero fugir devido a muito radicalismo existente. Existe seu pontos importantes e que concordo, sim claro e o livro parece trazer isso. Mas em outros aspectos percebi que terão coisas que não concordo, então fico dividida de ler. O ser humano evoluiu, em alguns aspectos, e claro que alguns discursos de séculos são inaceitáveis.
    Claro que compreendo a posição e com um livro é mais tranquilo de refletir.
    Hoje tem muito aquela coisa da imposição seja por qualquer movimento e quando passo por situações assim, prefiro me manter no senso comum ou no que eu acredito do que mudar de ideia por causa de discursos agressivo.
    Excelente resenha.

    Bjs,

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    1. Seu comentário, apesar de confuso, me remete ao Mito da Caverna.

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    2. Olá,
      O que digo é que hoje para mim tem muito radicalismo na questão ou você apoia ou é vista como se pensasse de foram machista, porque foi criada assim e tal, ou seja, como se estivesse na Caverna.
      Só por não concordar com algumas coisas 100% isso vira senso comum? Ninguém pode apoiar uma coisa e ter seus poréns?
      Isso é o que mais me chateia.

      Abç.

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    3. Ficou menos confuso, mas, ainda remete ao Mito das cavernas.

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  4. Olá, como vai?
    Está ai um livro que todos deveriam ler.
    É uma forma de deixar a gente com o olhos mais abertos e entender melhor quais as formas de explicar que temos direitos iguais a quem não entende. O feminismo é algo maravilhoso, desde que não sej aquele extremamente radical.
    Com certeza vou colocar esse livro na lista de leitura.
    Beijo
    https://qadulta.blogspot.com.br/

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    1. Informação também pode salvar vidas, concordo com você, quanto mais informadas, mais nos fortalecemos.

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  5. Oiii Lilian tudo bem?
    Menina eu tenho muita vontade de ler esse livro que você nem imagina, é sempre bom entrar em seu blog e encontrar indicações maravilhosas, ótima resenha, vou ver se encontro no sebo.
    Abraços

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  6. Achei curioso o livro, tão pequeno e muito repleto de história, muito bom ler um livro que conta um pouco da tragetória do Feminismo.
    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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    1. Verdade, muito pequeno, mas com uma gama de informações que dá vontade de voar...

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  7. O feminismo vem sindo um assunto muito comentado nos últimos anos, porém o verdadeiro significado é distorcido por algumas pessoas. Acredito que esse é um livro que eu iria gostar muito e leria com toda certeza. Gostei da sua resenha e de saber que você utiliza esse livro em sala de aula.
    Livrofilia

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  8. É incrível como nós mulheres continuamos sofrendo ao longo de tanto tempo. É horrível ler que não somos mais queimadas, mas continuamos morrendo e saber que é a mais pura verdade. Em minha opinião, daríamos um grande e importante passo se tivéssemos mais atenção com a educação de nossas crianças, pois é nela que já começam a ser instauradas estas diferenças que depois quando adultas tentamos vencer. O mais engraçado disso tudo é que normalmente são as mulheres as responsáveis por esta educação. Tenho dois meninos e sempre falo na importância da mulher, no respeito, cuidado e direitos. Sei que se educá-los conscientes de que somos seres de igual importância e que o fato deles lavarem uma louça ou varrerem um quarto não os tornam menos homens, ou que nenhum homem é dono de uma mulher, o fruto será colhido lá na frente.
    Vou anotar a dica deste livro.
    Bjs

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  9. Olá Lilian, tudo bem?
    Primeiramente parabéns pelo post. Amei a sua dica e acredito que é uma obra que precisa ser difundida.
    As pessoas estão confundindo tudo e ao invés de ajudar o movimento está gerando mais confusão e preconceito.
    Parabéns, amei a resenha e a sua posição.
    Beijos

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  10. Esse livro me parece fascinante.
    Esses dias eu postei no meu blog que o feminismo é um grito reivindincando direitos e respeito que foi negado durante seculos.
    E esse livro complementaria o meu texto.Alias muitas das citações historicas que você citou eu nem tinha conhecimento.

    É triste ver mulheres hoje em dia ver com maus olhos um movimento lindo que luta por elas por causa de tolices.

    Parabens pelo post Lilian

    Beijos

    Meu mundinho quase perfeito

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  11. Oi, Lilian!
    Usei esse livro com uns alunos do terceiro colegial no estágio no ano passado, lembro que para aprofundar as discussões, estudamos de forma mais detida as três (ou melhor, quatro) ondas do feminismo. É um livro muito importante porque mostra bem o que é o movimento feminista de forma clara e sem rodeios. Acho que mais pessoas deveriam conhecer esse livro, realmente.
    Bjus

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    1. Eita, que bacana, faz uma postagem no blog relatando a experiência.

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  12. Não conhecia o livro, mas lerei com certeza. Obrigada pela dica.
    O que vejo atualmente são pessoas deturpando tudo... é necessário um estudo contínuo para que as coisas continuem a seguir o caminho certo, sem radicalismos descabidos.

    Bjs
    www.livrosdabeta.blogspot.com.br

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  13. Oi, Lilian
    Toda a questão da presença da mulher na sociedade é algo que precisa, sim, ser debatido inúmeras vezes porque situações de inferioridade ou falta de liberdade, dentre outras, apenas por ser do sexo feminino é mesmo inaceitável e concordo que a mulher tem que conquistar seu espaço e seus direitos como bem é do ser humano, mas sobre o âmbito do feminismo propriamente dito eu já procuro fugir porque, como a Thiana citou alguns comentários acima, é como se hoje as opiniões se dividissem em 8 ou 80, e por mais que entenda que existem feministas que lutam de forma correta e respeitosa para com todos, algumas outras acabam passando de limites, além de que, no fim das contas, não me vejo dentro da posição de feminista de qualquer modo, mas muito menos sou machista por isso, muito pelo o contrário, mas prefiro me focar mais nas questões em si do que no título em geral, com todo respeito porque o é, mas é apenas a minha posição e opinião em geral no tema. Então, ainda que a resenha esteja muito bem escrita e fundamentada, continua não sendo uma leitura a me atrair particularmente, mas para quem estuda o tópico e quer se envolver mais nesses debates, é uma boa pedida sim.

    ♥ Sâmmy ♥
    ♥ SammySacional.blogspot.com.br ♥

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    1. Olá, Sâmella, apesar da forte discrepância, siga acreditando que devemos conquistar o que é nosso. "Toda a questão da presença da mulher na sociedade é algo que precisa, sim, ser debatido inúmeras vezes porque situações de inferioridade ou falta de liberdade, dentre outras, apenas por ser do sexo feminino é mesmo inaceitável e concordo que a mulher tem que conquistar seu espaço" isso é feminismo.

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  14. Oie! Tudo bem?

    Prefiro me manter neutra no assunto e sem entrar em debates, tenho uma visão que muitas vez não bate com o que algumas feministas apontam como sendo o correto, mas de qualquer forma a leitura para quem gosta de se aprofundar no assunto deve ser muito boa e reflexiva, eu por outro lado deixo passar a dica.

    BJss

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    1. Na verdade, essa é uma leitura bem inicial, como disse, livro para estudante de Ensino Médio, apesar de que alguns professores usam livros da coleção no primeiro período de alguns cursos. Mas esse é um livro para o leitor iniciante.

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  15. Está aí uma resenha - se bem que foi mais uma aula sobre o feminismo -, que merece ser lida tanto por homens quanto por mulheres. Eu mesma não conhecia metade dessas histórias e me surpreendi com a forma desigual com qual as mulheres eram tratadas - não que isso não ocorra nos tempos de hoje, mas mesmo assim é difícil de não se surpreender.
    Te parabenizo pelo texto, pois foi esclarecedor!

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    1. Sim, ler que 600 mulheres queimadas vivas de uma única vez e as pessoas achavam isso absolutamente normal, é no mínimo bizarro, ou seja, é histórica e antiga a degradação humana.

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  16. Que resenha incrível. Obrigada por compartilhar o link de download do livro, já estou com ele aqui e irei começar a lê-lo assim que puder. Teu texto está incrível, mesmo quem não se interessar em ler o livro, irá se informar muito com tudo o que foi falado. Aliás, conquistasse uma nova leitora! ;)

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  17. Adorei a resenha. Vou fazer o download com certeza. Obrigada pela dica e por fornecer ele para download! O mundo precisa entender melhor sobre o feminismo. Há muito preconceito e ideias erradas. Quantas mulheres já sofreram horrores e ainda sofrem até hoje por lutar e desejar um lugar mais igual para todos.

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  18. Oi Lilian!
    Conheço essa coleção e acho muito bacana porque ela possui uma linguagem simples e de fácil entendimento, sem contar no número de páginas, que é bem pouco.
    Acho que eles acertaram no tema, afinal feminismo está super em alta e muita gente tem uma ideia bem errada do que é. Com certeza iria esclarecer dúvidas de muitas pessoas. Essa parte do A Herança do Silêncio foi a que mais me chamou atenção por abordar alguns pontos bem interessantes.
    Assim que terminar de escrever o comentário vou fazer o download. ;)
    Beijos

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  19. Olá!
    Simplesmente amei a sua resenha! Gosto de saber muito sobre o feminismo, e essa leitura é mais do que obrigatória, principalmente por causa de todo esse contexto histórico que vem por trás do movimento. Dica mais do que anotada, mal posso esperar para ler!
    Beijos.

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  20. Olá, super interessante essa obra, ainda mais neste momento onde o movimento vem ganhando forças e adeptos a cada dia.

    Abraços

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  21. Oiii, tudo bem?

    Nossa que livro bacana, acredito que todas as mulheres deveriam ler, devo baixar futuramente e ler futuramente.
    Adorei a dica.
    Bjus Rafa

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  22. Oi, Lilian ^^
    Amo demais essa coleção da Brasiliense pois os autores escrevem de maneira direta e fluída, você não os vê dando voltas e mais voltas nos assuntos e eles colocam uma clareza linda em cada livro.
    Ainda não pude ler esse sobre o feminismo mas tenho muito interesse para ficar mais familiarizado com o intuito original do feminismo e tentar evitar estar perto das que proclamam discursos tóxicos e extremistas pois o movimento infelizmente tem desses e acaba que há uma divisão que não deveria existir, mas que por fatores sociais gera. Sabe me dizer se nesse livro dá indícios dessa divisão dentro do próprio movimento feminista?
    Adorei a sua resenha da obra, ela foi além, serviu mais como um texto informativo sem julgamentos. ^^
    Bjs

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    1. Olá, Bruno, concordo com teu comentários, mas, como diz a coleção, primeiros passos, o livro traz a origem, o básico o histórico, é para o público iniciante, talvez, não seja o seu caso, porém, com as características que você anseia tem outras obras mais atuais. Durante o mês, indicarei mais livros por aqui.

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  23. Li este livro tem muito tempo, muito tempo mesmo, quando nao se falava tanto de feminismo e lembro que na época, de todas as abordagens que o livro traz, o que mais me deixou incomodada foi a questão do capitalismo envolvendo uma causa tão humana. Muitos anos se passaram e lendo sua resenha, a vontade de reler o livro me veio com força, porque por mais que se fale, aliás, se todos os meios de comunicação falarem sem parar sobre o assunto, de forma inteligente e consciente, ainda nãos erá o suficiente para tornar a nossa sociedade menos machista, porque além da informação, o comportamento deve ser intenso.
    Adorei suas considerações.
    Meu Amor Pelos Livros
    Beijos

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  24. OOoi, taí uma coleção que todos deveriam ler para entender, o contexto histórico, o que é, muito bom para ser passado nas escolas para educar desde já!
    beijoos

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  25. Uma ótima dica, vou baixar o pdf. Eu ainda não li, mas só pelo que já vi na sua resenha, eu acho interessante mesmo ser lida para alunos do ensino fundamental.

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  26. Oi, Lilian!
    Não costumo ler esse tipo de livro, mas fiquei curiosa. Espero por ter os livro em mãos um dia, mas teria que ser em um bom momento para a leitura. É o tipo de livro que temos que ler com bastante atenção e dedicação.
    É o tipo de leitura que o terceiro ano do ensino médio deveria fazer sim.
    Obrigada pela dica!
    Beijão!
    http://www.lagarota.com.br/
    http://www.asmeninasqueleemlivros.com/

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  27. Olá,

    Não conhecia a história, mas acredito que seja uma boa obra para ser neste momento, o dia das mulheres foi a semana passada, mas ainda temos que viver com essa inferioridade em relação ao homem. O feminismo vem ganhando força dia a dia, porém é necessário ainda lutarmos mais, pois o que mais vejo é pessoas - inclusive algumas mulheres - ridicularizando o movimento.

    Beijos,
    entreoculoselivros.blogspot.com.br

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  28. Oi, tudo bem?
    Apesar de curtinho o livro é bem esclarecedor pra quem não entende o movimento.
    Acho bacana ele estar disponível em PDF.
    Bjs

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  29. Oii
    Livro fininho, mas com um conteúdo importantíssimo! Vou baixar com certeza. Um assunto que nunca é de mais para saber. Adorei os pontos que são abordados pela obra. Baita dica!
    Bjus

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  30. Uau, nunca li nenhum livro sobre o feminismo e não sabia de várias das coisas que você citou na resenha. Parece uma leitura realmente muito interessante e que agrega muito conhecimento.
    Não sei se leria agora, para ser sincera, mas com certeza adicionarei à lista para futuras leituras :D


    ourbravenewblog.weebly.com

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  31. Oi, tudo bem? Não é o tipo de livro que costumo ler ou que colocaria na minha lista agora, apesar de achar a obra de muita importância e que tenho certeza que soma conhecimento para quem lê. Sua resenha está ótima, bem detalhada e bem escrita. Beijos.

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  32. Olá, tudo bem? Super dica mais que anotada. Esses livros assim, pequenos, rápidos, que nos traz a história dividida mesmo é bom para as pessoas perceberem que o feminismo não é brincadeira, não é birra das mulheres. Sofremos muito com a nossa própria história, como o nosso passado mostra e sim precisamos ser feminista para ter direitos iguais. Já estou aqui quase comprando hahaha ótima resenha!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com

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  33. Olá!
    Parece ser uma leitura interessante para os mais jovens ficarem informados sobre tantos acontecimentos e lutas das mulheres ao longo da história. Mesmo que seja algo inicial, é importante que todos conheçam a história.

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  34. Olá, tudo bem?
    Adorei o seu post, parabéns!
    Muita gente não sabe o que significa, e acaba "lutando" por causas erradas, achei bem informativo e vou copiar o link e colar no mural de todas esses projetos de feministas do meu face, que acha que feminismo é moda e não uma causa.
    Um beijo.

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    Respostas
    1. eita, comentário polêmico, mas não deixa de ter razão

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  35. Olá!

    Não conhecia esse livro, mas estou impressionada com a atualidade de seu conteúdo. Sim, nós precisamos do feminismo, ainda mais ao ver números tão alarmantes no Brasil... Adorei a resenha e já vou baixar o PDF!

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  36. Oii Lilian.
    Não sou muito de livros não ficção confesso kkk, mas sei que deveria ler muito mais sobre o assunto, gostei da proposta desse livro e parece que ele traz vários contextos históricos para explicar o feminismo e eu gosto muito de fatos históricos principalmente as conquistas das mulheres.
    Bjs

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  37. Que livrão!! Eu quero muito ler esse livro, ainda mais que uma das coisas que eu quero fazer para a vida é me formar em jornalismo com especialização em política. Estou numa fase livros não ficção, ou seja, garanto que irei ler. Passei o link da sua resenha para uma amiga minha

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  38. Oi tudo bem!
    Adorei sua resenha,gostei mais ainda da proposta do livro,bom para os jovem ler,parabéns pelo post beijinhos.

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  39. Oi.

    Não conhecia esse livro ainda, mas ele me parece ser um daqueles livros que deveria ser lido por muitas pessoas. Fui entender mesmo esse termo "feminismo" há pouco tempo, ainda tem muitas coisas que preciso aprender sobre isso. Adorei a resenha e vou colocar o livro na minha lista de leituras.

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  40. Oi, nossa, que resenha completa e maravilhosa. Sabe, as vezes eu não acompanho muitas coisas sobre feminismo, porque algumas mulheres nos passam a ideia de tem que ser algo radical, de tem de ser mulheres queimando sutiãs para mostrar feminismo, mas gosto muito mais da ideia sutil de provar todos os dias o valor das mulheres e agir pelo feminismo de uma forma intensa, porém branda. Gostei da divisão desse livro, e difícil acreditar que ele traz tanto conteúdo importante em tão poucas páginas, fiquei morrendo de vontade de ler, principalmente por esse panorama histórico.

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.

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