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Resenha – Belhell - um thriller impactante





Belhell, que significa Belém (capital paraense), novo livro de Edyr Augusto, Editora Boitempo, é um termo utilizado para designar os problemas da capital. Um thriller impactante, que causa incômodo, com linguagem seca e histórias ácidas, em que mais uma vez o autor acerta o tom narrativo com performance textual para figurar a violência urbana.

Eu vou contar. Vai dar merda, mas de merda eu já ando cheio, essa acaba sendo a menor.

Nessa breve história, permeada dos espaços mais comuns dos centros urbanos como hospitais, casas noturnas, as ruas e avenidas mais conhecidas, o luxo e a pobreza, sexo, drogas, tráfico, drogas, polícia, corrupção, assassinatos e muitos personagens que em algum momento vão se encontrar ou morrer.



Gil é um jovem pobre que acaba de perder a mãe e fica só no mundo. Zazá é a dona de uma boate e oferece o conforto de sua cama quente para Gio que trabalha na Pontes Veículos. Paula é estudante e Paulo, colega de escola, é apaixonado por ela. Adriana, filha de Gio com Zaza. Aragão é médico e para aliviar a tensão ou mesmo gozar, gosta de matar moradores de rua, viciados, etc. Marollo é um rico dono de um grande esquema de corrupção e casa de jogos, Royal; Marajó, o guarda-costas de Marollo.

Um cenário desolador. Luzes acesas revelando um local onde muitos sonhos de riqueza, a maioria, não aconteceram. Havia garrafas de bebida, aqui e ali, em mesas luxuosamente montadas, com toalhas bonitas, cadeiras confortáveis. Andamos entre as roletas, bacará, aparelhos de vídeo que publicavam resultados aqui e ali.

Todos esses personagens, e alguns outros, vão se encontrar e terão suas vidas afetas de alguma forma. A vida nesses encontros e desencontros não passa de um jogo em que, às vezes, a cartada final é dada por aquele que ninguém bota fé. Porém, de forma brutal, Belhell mostra que quem entra no jogo tem que morrer.

Uns seis meses depois, Bronco foi assassinado na Doca de Souza Franco. O carro parou no sinal, manhã de domingo, foi crivado de balas. Até granada jogaram.

Edyr se apropria bem da irrupção da violência e da marcação geográfica para explorar elementos peculiares nessa narrativa, apesar dos problemas serem comuns aos grandes centros urbanos, Belhell não se perde no clichê por ser Belém quase um personagem, porém, não muito distante do leitor.

18 comentários:

  1. Olá. Instigante, o mais interessante é que o autor foca em Belém, mas, pelo que parece, poderia se passar em qualquer grande cidade brasileira. Vai para a lista. Abraços.

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  2. São muitos personagens, né? Eu tive que reler o parágrafo para entender a relação entre eles rs. Mas gosto assim, pois me sinto envolvida com a história. Não conhecia o livro <3

    Sai da Minha Lente

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    1. Sim, muitos personagens que têm alguma ligação e tudo que eu disser é um spoiler, essa foi a resenha mais difícil de fazer, não pode dizer nada kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  3. Eu gosto muito de ler thrillers e fiquei curiosa com esse, parece ser um livro que me agradaria, a premissa me interessou e gostei de ber a sua resenha

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  4. Caraleoo, lili. Preciso ler esse título dele. Se for na vibe frenética de Pssica, entra pros meus favoritos brincando hehehe

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    1. É nessa vibe, beeemmm frenética e uma brincadeira com a linguagem que nos entorpece. O cara é muito foda. Mas se prepare, viu...

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  5. Olá Lilian.

    O gênero thriller tem conseguido me conquistar a cada livro lido e pela sua resenha este parece que contém uma história muito boa. Você apresentou pontos que despertou muito o meu interesse e fiquei bem curiosa. Vou adicionar na lista de desejados. Obrigada pela dica.

    Bjos

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  6. A Boitempo sempre trás livros incríveis. Amo esse gênero e pelo fato dele se passar dentro do Brasil me sinto mais atraída. Principalmente por mostrar o lado mais complexo de uma cidade que não conheço.

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  7. Não conhecia esse apelidinho para Belém, mas só por ele já vemos que as coisas não são muito fáceis... =S Não conhecia esse livro, mas fique bem curiosa, ainda mais fã de thrillers como sou...
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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  8. O livro parece ser incrível, mas é um gênero que eu não tenho estômago para ler. Apesar disso, fiquei curiosa para saber da história. Parabéns pela resenha!

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  9. Caramba que premissa mais intrigante! nunca tinha ouvido falar do livro, mas achei a temtica bem diferente do que estou acostumada a ler! Com certeza vai pra lista

    Parabéns pelo Trabalho

    Bjs Aruom Fênix

    Blog Leituras de Aruom

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  10. Eu ainda não conhecia esse thriller impactante, cujo o autor figura a violência urbana em sua narrativa. Confesso que esse gênero de livro é novidade para mim. Já pela sua resenha dá pra ver que é um livro que vale a pena ler.

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  11. Eu não conheço Belém, mas ouço algumas histórias meio pesadas de pessoas que moram por lá. Acredito que a apropriação do autor deve ter sido notória, e eu com certeza gostaria de ter a oportunidade de ler tal obra.
    Essas histórias que são reflexo da realidade do nosso país. Só achei, lendo assim sua resenha, que são muitos personagens. E me soou confuso. Mas, é claro que acredito que lendo a obra, tudo se encaixa melhor.
    Parabéns pela escolha do assunto desse post! E obrigada pela dica e por despertar meu interesse em um livro e autor que eu ainda não conhecia!
    Beijocas
    Carol!

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  12. Achei muito interessante o fato de se passar em Belém e mais ainda de tratar da realidade nua e crua que muitas vezes fica maquiada num cenário. Tendo a chance, gostaria de ler a obra! Parabéns pela resenha!

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  13. Oie, tudo bem? Não conhecia o livro mas achei a proposta bem interessante. Apesar de falar de uma capital específica é possível perceber que se adapta a diversas capitais. Quanto aos personagens é curioso pensar que as pessoas vivem em seus mundos mas não temos ideia do que ela fazem quando não estão sendo observadas. Como se tivessem duas identidades. Aquela que todos conhecemos e aquela obscura. Interessante a análise do autor. Um abraço, Érika =^.^=

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  14. amo livros que passam dentro do Brasil, junto com thriller tudo fica perfeito

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  15. Poxa que interessante uma história assim ambientada em Belém. Há muito o que se falar desse lugar, a cultura é muito forte e o grande diferencial eu entendo que é justamente as pessoas, os paraenses.

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  16. Poxa que interessante uma história assim ambientada em Belém. Há muito o que se falar desse lugar, a cultura é muito forte e o grande diferencial eu entendo que é justamente as pessoas, os paraenses.

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma