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Ser colhido em meio a feira / Jader Cardoso Santini




PALAVRAS NÃO DITAS

 

Deposito em mim

As palavras não ditas

As quais sou dono

Por aprisioná-las em minha carne.

O peso delas curva meu corpo,

Envelhece a alma, prende-me...

Cansado, liberto-as.

Jogo ao vento sem rumo

Esvaziando a carne,

Tornando-me leve como o vento

Então, deixo-me ir. 

 

 

OLHOS CASTANHOS

 

Aqueles olhos alheios,

Acolhiam os meus olhares

Mesmo que distantes.

Atentos olhos brilhantes,

Delineados pela silhueta 

De uma mulher orgulhosa,

Charmosa,

Cheia de si. 

Frenesi.

Naquela nossa partilha

Até a mobília do bar fervilha.

Maravilha é ser sua presa,

Sem pressa,

Ser colhido em meio a feira.

Na barulheira, ouço apenas 

O seu olhar.

 

 

VOU ME ARMAR DE AMOR

 

Vou me armar de amor

Sem ver cor,

Da dor ao prazer,

Da semente a flor.

Vou me armar de amor,

Mas amor pode arma ser?

Se nos cura,

Talvez amor seja armadura

Para nos envolver.

 

Sobre o autor:

Jader Cardoso Santini é professor de artes no município de São Leopoldo no Rio Grande do Sul. Formado em Artes Visuais-Licenciatura pela UERGS e especialista em cinema pela Unisinos. Artista Visual, quadrinista e escritor. Além disso, possuo trabalho na linguagem de quadrinhos sendo os mais recentes o livro Anima Volume 1 e o livro O fogo que arde em meu peito pela PUB Editorial. Escrevo poesias e contos tendo participado de algumas antologias e revistas.

 

Redes sociais: @jadersantiniartes / @jadersantini

 


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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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