Resenha - Cinquenta tons de cinza




05 agosto 2012

Título Original: Fifty Shades of Grey
Autora: E L James
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 480

É muito difícil decidir por onde começar a falar a respeito do livro, pois muito já foi dito pela mídia em diversos veículos. O sucesso que levou Cinquenta tons de cinza para a lista de best-seller mundial, talvez seja do conhecimento dos antenados em literatura. Para quem ainda não ouviu falar sobre o livro, um breve resumo:

Fifty Shades of Grey é sucesso em vendas entre as donas de casa estrangeiras, chegando a ser apelidado de "Mommy Porn". A narrativa é total e completamente erótica. O livro, para a surpresa de muita gente, bateu recordes consideráveis. As cópias ultrapassam 15 milhões, os direitos foram vendidos para a o cinema em um total de 5 milhões de dólares que será adaptado pelos mesmo produtores de A Rede Social e ainda relatam leilões disputadíssimos para as traduções.

Aqui no Brasil a editora Intrínseca reservou o direito da trilogia, já com datas marcadas para os lançamentos e pré-venda nas livrarias online.

Não vou ficar enrolando como essa conversa que vocês já conhecem do livro e vou logo falar da minha visão. Não antes de uma rápida sinopse:

Quando a estudante de literatura Anastasia Steele entrevista o jovem bilionário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que o deseja e que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Christian admite que também a deseja – mas em seus próprios termos.

Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso – os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família – ele é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Ao embarcar num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

Resenha:

Logo de cara preciso expressar o quanto a narrativa me deixou desconfortável. As cenas de sexo duram dois ou mais capítulos e são desenvolvidas sob uma visão muito detalhista, até aí tudo bem, porém quando achei que alguns pontos importantes da vida da protagonista fosse ser desenvolvido a autora simplesmente encera. Ninguém vive somente de sexo e para a nossa construção da personagem fica um vazio. Claro que não posso deixar de mencionar a forte convicção com que são criados, sendo possível facilmente identificar quem é quem dentro de um diálogo. Sendo mais claro, refiro-me ao fato de ocultar as relações da protagonista com a mãe, o padrasto e o mundo sem Christian Grey.

Com certeza não é o melhor livro do mundo e a explicação mais óbvia para o estrondoso sucesso pode ser a atração humana por sua sexualidade. E se você é um desses interessados no assunto o livro fica super indicado, como disse anteriormente as cenas de sexo duram 10, 20 folhas.

Há muitas referências de Crepúsculo em Cinquenta tons de cinza, visto que este surgiu de uma fanfiction escrita pela autora para a série de Meyer. Esse é um ponto marcante, porém a narrativa de James toma seus próprios rumos.

Por fim, antes da minha conclusão considero o livro muito verdadeiro e fiel ao público para o qual foi escrito.

Então? Quatro estrelas é minha avaliação final, simplesmente pelo dito acima. Enquanto milhares de romances fantásticos tomam conta do imaginário humano precisamos de obras que transcrevam um ser humano normal em suas aflições, desejos e receios.

Sobre a autora:



E L James é ex-executiva de TV e mora em Londres. Casada e com dois filhos, desde pequena sonhava em escrever histórias pelas quais os leitores se apaixonassem, mas adiou esse sonho para se concentrar na família e na carreira. quando finalmente arranjou coragem para escrever, pôs no papel seu primeiro romance, Cinquenta tons de cinza. Na sequência, publicou os outros dois livros da série, Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade, completando a trilogia que se tornou o maior fenômeno editorial dos últimos anos.

Leiam e tirem suas próprias conclusões.

Bom, sucesso que é sucesso merece suas sátira e Cinquenta tons de cinza já ganhou diversas na Internet. Confira comercial que a Amazon fez para os dias das mães.


Publicado originalmente em R.S.Merces.

Boa leitura

2 comentários:

  1. Já li muitas coisas sobre a série, comprei o primeiro volume em português mesmo e espero poder ler em breve. Eu gosto de romances eróticos quando na medida certa, como por exemplo a série Georgina Kincaid da autora Richelle Mead. Já dei uma olhada e realmente James escreve detalhadamente as cenas de sexo, receio que isso possa enjoar... Vamos ver. Gostei dos seus argumentos.
    Um beijo,
    Nica

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  2. Para quem gostou (ou até mesmo para quem não curtiu) do "50" existe um livro nacional que atrevo dizer ser bem mais legal: "REDES SENSUAIS". WWW.FACEBOOK.COM/REDESSENSUAIS. - Voces acharão "Redes" muito mais excitante (e plausível) que o "50". A história reflete isso que acontece todos os dias, isto é, pessoas se encontrando no real e no virtual através da internet. Apesar da falta de marketing, o livro compensa pelo jeitinho mais "nosso" sem entretanto cair no lugar-comum ou abaixar o nível apesar do alto conteúdo erótico. Gostei e recomendo efusivamente!

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