Resenha - A linguagem das flores




01 maio 2016


Alquimia é a palavra que se encaixa perfeitamente ao livro em questão. De acordo com o dicionário Houaiss, Alquimia significa “a química da Idade Média, que procurava descobrir a panaceia universal, ou remédio contra todos os males físicos e morais, e a pedra filosofal, que deveria transformar os metais em ouro; espagiria, espagírica.”.


Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção.
Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar, até pôr tudo a perder...
Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular.
Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram.
Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.

E era isso o que Victória fazia: transformava sonhos em realidade, sofrimento em amor, tristeza e melancolia em alegria. Contudo essa prática nem sempre foi a ação primeira de Victória Jones. Ela era uma criança arisca, agressiva, impetuosa, egoísta.

“Seria típico de Meredith, pensei, me fazer sofrer para provar que tem razão.”

Quanto maior o sofrimento de Victória, mais ela se revoltava contra o mundo. Mais ódio, rancor e tédio tomavam conta de suas células. Abrindo espaço para uma garota ‘burra’. Os adultos que estavam a sua volta eram incapazes de compreender o coração selvagem camuflado de ódio que se guardava em Victória.

Claro que a vida colocou pitadas de mel no caminho de Victoria, que a fez compreender que seria capaz de amar e que poderia ser amada. O amor era um novo aprendizado, e sua ‘complexidade’ assustava. Victória conhece Elizabeth e pela primeira vez consegue sentir o toque verdadeiro de uma mãe. Aprende a linguagem das flores e nasce uma alquimista capaz de transformar o mundo ao seu redor.
Victória Jones foi abandonada pela mãe ainda bebê, foi sendo trocada de pais adotivos por muitos anos, odiava ser tocada, até que encontra Elizabeth, sua última e verdadeira mãe adotiva. As vidas das duas mudam por completo...

“- Estou falando da linguagem das flores - disse Elizabeth - Ela surgiu na era vitoriana, quando as pessoas ainda se comunicavam por meio das flores. Ao receber um buquê de um rapaz, as moças corriam para casa a fim de tentar decifrar sua mensagem secreta. Rosas vermelhas significam amor; as amarelas, infidelidade. Então os homens precisavam escolher as flores com cuidados.”

Essa é a última chance de Victória para não ser mandada para um abrigo, pois depois dos 10 anos as crianças que não fossem adotadas eram encaminhadas para abrigos. Mas ser amada pode assustar uma garotinha como Victória. Aprender a dominar os sentimentos e explorar outros novos sentimentos não era uma tarefa simples.

Victória segue para um abrigo e aos dezoito anos terá de aprender a se virar. Só que ela já domina a linguagem das flores, e mais uma vez o destino derramará mel em seu caminho. Ela encontrará um grande amor e momentos de reencontros surgirão nessa linda história.


Quando vi o título do livro e a capa, fiquei fascinada. Procurei por algumas resenhas, mas não sabia se deveria acreditar no que elas diziam. Cada pessoa interpreta a sua maneira. E se eu amasse o livro? E se eu detestasse o livro? Precisava tê-lo ao meu alcance.
Lilian Farias

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.

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