Literatura e Erotismo: Leituras




19 setembro 2016
By imagem André da Loba




Literatura erótica ou pornográfica, apesar de colocada no limbo, instiga aqueles que ousam não a ver com tabu. No entanto, há ainda aqueles que consomem a literatura erótica ou pornográfica e mesmo assim a rotulam com pré-conceitos e visões do senso comum, como se houvesse um limite sagrado para o erótico. Ora, limitar a literatura entre o ‘vulgar mundano’ e o ‘erótico sagrado’ é, no mínimo, instigar nossos desejos animalescos. Mas, a ideia aqui não é teorizar e, sim, trazer algumas indicações de obras que transcendem limitações. Esta, certamente, será uma lista injusta, visto a quantidade enorme de livros que poderia compô-la, mas, como pontuado, uma lista enorme, não é possível citar a infinitude de livros que abordam a temática numa única postagem.


Conta a mitologia que Eros, o deus do amor, partilhava todas as noites do leito de Psique, mas sempre no escuro. A mulher era proibida de olhar a face de Eros. Mas uma noite, ela ascendeu uma lâmpada para ver o amante e ele, ao ter sua identidade revelada, voou para longe. A partir de então, ela saiu pelo mundo numa eterna busca do amor perdido. Uma busca que não é só dela, mas de toda a Humanidade. A busca do desejo. Para os antigos gregos, o desejo que tinha o poder de transformar o imóvel em movimento, o silencio em vida, e tinha um nome: Eros


Esta "Antologia da Poesia Erótica Brasileira" vem apresentar ao leitor as principais figuras de pensamento e formas de criação que compõem nossa lírica erótica desde o século XVII até os dias de hoje. Figuram nela poetas de épocas, estéticas e contextos bastante diversos - de Gregório de Matos a Hilda Hilst, de Gonçalves Dias a Carlos Drummond de Andrade, de Álvares de Azevedo a Ana Cristina César, de Olavo Bilac a Ferreira Gullar, entre muitos outros - cujos versos se alternam entre a sensualidade meramente alusiva e a obscenidade mais provocante. Lado a lado, eles se reúnem aqui para dar voz a um excesso que é, antes de tudo, o da imaginação.



“Poesia Pura”

Rubens Rodrigues Torres Filho (1942-)

No álbum dos nossos momentos felizes

nunca me esquecerei daquela vez

que você gozou tão gostoso, junto comigo,

lá no sofá do apartamento da Mourato

que peidou. Soltou um peido alto,

de prazer? De gratidão? E foi lindo

que aí você me olhou e sorriu encabulada.

Então peido não é amor?

Se vem do cu é menos expressão?

Mais sonoro e sincero poema

de amor, juro: estou para ouvir



Esta antologia reúne textos publicados em 1991 e 1992, textos ditos obscenos, sarcásticos e grotescos, que surgem agora acompanhados pelas ilustrações de André da Loba, colaborador assíduo do New York Times e considerado um dos 200 melhores ilustradores do mundo, pela revista Lürzer’s Archive.



A maestria literária de Anaïs Nin nas mais íntimas fantasias eróticas Escritas sob encomenda para um cliente misterioso nos anos 40 e publicadas postumamente, assim como os outros contos de Delta de Vênus e Pequenos pássaros, estas três histórias se entrelaçam como um complexo triângulo amoroso, bem ao estilo de Anaïs Nin. O basco e Bijou, Manuel e A fugitiva são uma ode ao erotismo. De suas páginas saltam histórias que retratam com uma sinceridade impactante aventuras sexuais reple­tas, ao mesmo tempo, da delicadeza de estilo que lhe era característica e da pungência sexual que experimentou na sua própria vida. À frente de seu tempo, Anaïs Nin escreveu como ninguém sobre os mais recônditos desejos humanos. 


Cento e vinte dias, seiscentas paixões. Quatro meses de libertinagem, quatro classes de vícios. A cada dia, cinco modalidades, somando cento e cinquenta por mês. Para dar conta dessas cifras, uma comitiva formada por quarenta e seis pessoas, distribuídas em oito categorias distintas, das quais sete pertencem à classe dos súditos. Oito meninos, oito meninas e oito fodedores. Quatro criadas e seis cozinheiras. Quatro esposas. Quatro narradoras. Por fim, na classe dos senhores, os quatro libertinos que sempre merecem designação individualizada: Curval, Durcet, Blangis e o Bispo. A esses números — que apresentam ao leitor “a narrativa mais impura já escrita desde que o mundo existe” —, somam-se outros tantos que servem invariavelmente para precisar, com a maior exatidão possível, as atividades levadas a termo no castelo de Silling. (...)Vale lembrar que, assim como o sexo, os números são inequívocas fontes de prazer no mundo do deboche.


“Vida e obra de Bocage são feitas de violenta contradição na transição entre dois universos, um ainda ligado ao pensamento, gosto e sensibilidade neoclássicos e outro anunciador da era romântica, contradição que um agudo sentimento da personalidade acentua. (...) Pressente-se na sua obra um ímpeto romântico que o tempo que lhe coube viver não permitiu ainda concretizar plenamente.(...)A sua poesia de sátira social, já atravessada por forte realismo crítico, tem dupla vertente - séria e burlesca - ditada pela filosofia racionalista de setecentista esclarecido, livre-pensador inconformado com a intolerância e o fanatismo, por um lado, e pela sensibilidade pré-romântica, de sujeito singular em conflito com o mundo, por outro. (...) Também o amor é pressentido na sua poesia como fatalidade, mau destino e vivido em termos dicotómicos de amor puro, ascensional e amor vicioso, degradante, conduzindo ao conflito entre dever e desjo, em que frequentemente o "sórdido prazer" sai vencedor."Isabel Pires de Lima


A História de O, da autora francesa Pauline Réage, é uma novela sadomasoquista que veio a público poucos anos antes da morte da autora. Publicada em 1954, em francês, é uma fantasia de submissão feminina de uma fotógrafa parisiense de moda que é vendada, acorrentada, chicoteada, marcada, feita para usar máscara, e ensinada a estar sempre disponível para o sexo oral, vaginal e/ou anal. Trata-se de um clássico do gênero erótico na linha de Venus in furs, pois o sadomasoquismo é seu ponto forte. É sobre uma jovem que no início joga como dominada, mas quanto mais resiste à tortura, mais gosta de ser escrava. Anos antes do movimento feminino, essa história ensina as mulheres a assumir o controle de seus desejos sexuais e não permitir que ninguém faça escolhas por elas. Em fevereiro de 1955, o livro ganhou o prêmio francês de literatura Prix des Deux Magots, embora isso não tenha evitado que as autoridades francesas acusassem o editor de obcenidade. As acusações foram rejeitadas pelos tribunais, mas um boicote publicitário ocorreu durante longos anos. Isso porque a sociedade não teve cabeça aberta o suficiente para entender o caminho que a sexualidade pode tomar em seus momentos mais escuros.


O livro traz a história de CLB, uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia e residente no Rio de Janeiro, que jamais se furtou a viver - com todo o prazer e sem respingos de culpa - as infinitas possibilidades do sexo. Seriam as memórias desta senhora devassa e libertina um relato verídico? Ou tudo não passa de uma brincadeira do autor? Nunca saberemos. Importa é que ninguém conseguirá ficar indiferente à franqueza rara deste relato e a seu humor corrosivo.

42 comentários:

  1. Realmente tem muitos paradigmas e preconceitos dentro desse universo, eu sou uma grande fã de eróticos, e as pessoas falam que é porno, acho que todos deveriam saber a diferença, mas acima de tudo respeitar.

    Beijos.

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    1. Concordo com você. Por exemplo, a diferença do erótico para o pornô, na realidade, é apenas uma questão social. Ou seja, está muito mais vinculada a questões de poder e preconceito que a um real conceito. Logo, erótico seria o produzido por uma pequena elite e vulgar, o do povo, o que está no limbo.

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  2. Que legal falar dessa questão do erótico na literatura. Por coincidência eu estou preparando um post para falar do erotismo da poesia Florbela Espanca. Eu não conhecia algumas da obras citadas. Obrigada por compartilhar!
    Beijos!

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    1. Que lindooooooooooooooooooo, me marque nessa postagem!

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  3. Concordo com vc, se vc já leu cantares de Salomão na Bíblia entenderá sobre sedução e erotismo rs
    Belo post. Amei
    Bjs

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    1. Legal. Fico grata pela dica, apesar de não curtir a Bíblia, conheço o texto, que tem um cunho tanto erótico quanto pornográfico. Enfim, gostei da exemplificação para o contexto, faz cair o forninho de muita gente...

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  4. Nunca ouvi falar desses livros! Mas estou curioso para começar a ler livros eróticos, pois muitos falam tão bem desse gênero que deixa qualquer um curioso... Basta apenas darmos mais atenção a essa forma de literatura.
    Ótima postagem.

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  5. Liliaaaaaaan me abraça garota, eu me lembro tão bem de um dia que ficamos conversando por horas, debatendo sobre esse assunto tão maravilhoso de ser conversado. Lembro-me como se fosse ontem e querendo ou não, o preconceito e a falta de conhecimento permanece entre nós, é realmente uma pena, pois estão deixando de conhecer uma cultura diferenciada. Me agradei muito do livro "O que é erotismo" aquela coleção me encanta e assim que for no sebo irei comprar se tiver.
    Beijinhos

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    1. Eu recordo, sentindo falta de nossos bate-papos.

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  6. Olá Lilian sua linda <3 (parei haha),

    Gostei muito dessa reflexão, pois tenho visto tantos julgamentos a respeito do gênero e um certo preconceito tem surgido desde então. Confesso que gosto desse tipo de literatura, já li algumas leituras mais cruas, sem o romantismo como pano de fundo, mas não deixe de me impressionar com a forma em que a sexualidade foi imposta. Gostei muito das dicas, anotei dois aqui para em breve acrescentar no meu acervo.

    Grande Abraço,
    Cá Entre Nós

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    1. Olha, o preconceito sobre a questão, sempre existiu, a Hilda, grande nome da literatura nacional, sofreu muito quando investiu no erotismo e pornográfico em seus livros. Além dela, há outros nomes da literatura mundial que tiveram o mesmo problema. é que as pessoas acreditam que erotismo vem com 50 Tons, enfim, como disse, conceitos baseados no senso comum.

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  7. Olá, adorei o post...confesso que não sou muito do gênero, mas leio alguma coisa de vez em quando.

    Abraços

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  8. Oi linda,

    Eu era muito recatada até os 20 anos porque era cristã protestante e depois que sai do meio cristã consegui enxergar muitas temáticas que sempre gostei e me aprofundei.
    Hoje leio eróticos sem nenhum problema ou preconceito...leio de tudo e dificilmente me reteio ou me proíbo de ler algo porque as pessoas dizem ser profano ou semelhantes.
    As pessoas se limitam por causa de dogmas...elas se endeusam de uma forma completamente alienante e se perdem no meio literário que fica até complicado criar um diálogo com elas.

    Beijos!

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    1. Nossa, o melhor comentário de todos os tempos.

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  9. Olá,
    Não tenho nenhum preconceito em relação a obras que remetem ao erotismo e fico feliz por muitas obras hoje em dia estarem tratando do assunto e de como a pessoa não deve ser inibida em relação à sua satisfação sexual, principalmente para as mulheres que são sempre o alvo de falatórios quando demonstram um apetite sexual diferente ou uma fantasia.
    Adorei o post e anotei algumas dicas para futuras leituras.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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    1. Oi. As obras sempre trataram o assunto com excelência, as clássicas são as ótimas, eu concordo com você sobre a força dessa nova vertente em que evidencia o desejo e liberdade sexual da mulher. sigamos...

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  10. Eu leio muito pouco esse gênero, mas quando eu leio eu adoro. É uma sensação muito bacana, acho que a sociedade tinha que torcer menos o nariz pra livros assim porque eles são ótimos.

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  11. Oi Lilian, o gênero sempre existiu, mas falam como se ele tivesse "nascido" após 50 Tons, ledo engano, que sua postagem mostrou tão claramente.
    Eu gosto de um livro mais hot sim, mas que tenham enredo junto, sexo por sexo não faz minha cabeça, mas respeito quem goste. Assim como acontece com autores nacionais, o gênero erótico é outro que recebe um preconceito muitas vezes de pessoas que nunca leram algo do gênero.
    Os livros que você colocou na postagem eu não li nenhum e particularmente em relação a capa (apenas capa) não gostei de nenhuma.
    Bjs!

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    1. Gosto muito do conteúdo de todos, principalmente os que me tiram da zona da ignorância e me levam a uma grau de consciência.

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  12. Oi, gosto muito de Romances Eróticos que depois de 50 Tons de Cinza voltou ao main stream do mercado editorial. Antes, era renegado ao submundo. A tecnologia ajudou muito a divulgar o gênero. 50 Tons, por exemplo, era lido pelas mulheres nos EUA em e-readers sem que se sentissem constrangidas. O preconceito sempre foi maior com as mulheres que com os homens. Fiquei interessado em ler a literatura de Anais Nin. Lembro de um filme que vi quando adolescente baseado no conto Delta de Vênus de mesmo nome.
    Abraços,
    André, do Garotos Perdidos
    http://www.garotosperdidos.com

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    1. Na verdade, 50 tons foi apenas um 'bum' midiático. Ele não fez pela literatura erótica, a imposição midiática apenas disse que era certo e as pessoas aceitaram. Tira-se pelos romances de banca que sempre venderam muito. No entanto, era imposto pela mídia como literatura ruim.

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  13. Em literatura, há uma distinção sutil entre sensual, erótico e pornô. Mas no fim das contas, todos tem a mesma temática, o que muda é a forma como as palavras são usadas. Gosto do gênero, não me incomodo com a leitura e sei que existem muitos livros bons dele (além dos já citados). Eu costumo trazer postagens desse tipo, mas voltadas para a surdez. Não deixa de ser esclarecedor, não é? Bj!

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  14. Somente livros maravilhosos! Uma das coisas de que mais gostei no post é qualidade dos livros escolhidos. Vivemos uma onda de livros eróticos que, na minha opinião, pecam não por serem eróticos, mas por serem apenas eróticos. É o apelo erótico sendo utilizado para substituir a literariedade da obra. Há livros eróticos maravilhosos, que são verdadeiras obras de arte. Adorei o post!

    Tatiana

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    1. Concordo plenamente, os livros estão indo pelo caminho de falta de conteúdo, apenas um conceito vazio. Não precisa ser Romance romântico erótico, mas precise ter um cuidado com a escrita.

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  15. Olá, tudo bem?

    Não conhecia nenhuma das suas dicas. Realmente sinto o preconceito quando posto uma resenha de um livro que tenha cenas mais eróticas (nem chegando a ser muitas!).

    Beijos!

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    1. Mas essa é a questão, não mais ou menos erótico, é erótico e pronto. A sociedade tenta erroneamente barrar aquilo que temos de humanos para transformar em belo, recatado e do lar. Assim nasce a hipocrisia e o preconceito, pelo padrões sociais.

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  16. Olá, achei bem interessante a ideia do seu post em abordar esse tema, especialmente na literatura. O que para muitos ainda é tabu, vem sendo amplamente difundido e com ótima aceitação no universo literário, o que mostra que há espaço para esse gênero, que apesar de não ser dos meus favoritos, alcança um público muito grande. Bjs

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    1. Sempre teve espaço para o gênero, tira-se pelo kamasutra.

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  17. Não tenho costume de ler livros eróticos (tipo, literalmente). Mas em muitos romances de época ou new adults cenas sexualizadas são colocadas. Isso eu até consigo ler, mas um livro só assim é bem complicado.
    www.belapsicose.com

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  18. Olá!
    Eu gostei muito da questão levantada, que as pessoas apesar de lerem bastante coisa erótica ainda olham para o assunto com um tabu, o que eu acho muito ridículo. Adorei as dicas dos livros que você passou e vários me chamou a atenção.
    Beijos.
    http://arsenaldeideiasblog.wordpress.com/

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    1. Pois é, as pessoas entram num mundo tão assustador. Consomem a literatura erótica, mas por convenção social, tentam colocá-la no limbo.

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  19. Oiii
    gosto muito de livros eróticos, apesar de ler poucos. è uma pena que tenha preconceitos, mas realmente há. Gostei muito de algumas indicações, vou procurar pelo menos uns 3 para ler. Bjus

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    1. Eu amo ler eróticos, mas sou muito chata na hora de escolher.

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  20. Nosso pré-conceito com qualquer gênero da literatura vem daquele eu "não gosto, porque os outros gostam?". De fato, apesar do mercado estar bem mais abrangente, os eróticos ainda sofrem. Gostei bastante das indicações, algumas são bem diferentes. Dica anotada <3
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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    1. Oi, Carol. Entendo sua colocação, realmente, os eróticos ainda sofrem, bem como o corpo. Acho que a questão é muito mais profunda que uma frase adjetivada "não gosto, porque os outros gostam?". Pensando dessa forma, pra uma questão que abrange aspecto sociais profundos, não vamos sair do senso comum.

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  21. Olá!
    Eu antes de ser uma leitora assídua, via livros eróticos com olhos tortos sem ao menos dar uma chance, mas depois fui lendo e percebendo que não é nenhum bicho de sete cabeças, nos vivemos em uma sociedade hipócrita que faz tudo as escondidas e quando vê você lendo tal livro já julga e tal, acho que precisam saber diferenciar as coisas!

    Beijos!
    http://lovesbooksandcupcakes.blogspot.com.br/

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  22. Oi, Lilian. Adorei a postagem, pois anotei as dicas de leitura. E é um assunto muito relevante, nos deparamos diariamente com o preconceito de alguns leitores quanto ao gênero, por tratarem ainda o sexo como tabu. Esta semana ouvi o seguinte comentário. Uma amiga estava indicando uma série, e quando comentei que a série era ruim por exibir uma submissão exagerada das meninas da série. Ela disse que era um programa para "Menininhas" como ela e a outra pessoa que estava na conversa. Logo, eu não era feminina o suficiente para apreciar a bendita obra. Haha. Fiquei pensando sobre isso, e logo lembrei que também somos julgados por o que lemos, assistimos. Mas fazendo um apanhado de tudo...percebo que algumas pessoas ficam presas a doutrinas e assim não exploram o mundo literário e cinematográfico (que é maravilhoso e minha paixão). A pessoa em questão segue uma doutrina, e já definiu o que é certo e errado. Ops. Na verdade definiram para ela. Aí penso, como é bom ser livre. Para pensar, pesquisar e aprender mais sobre tudo. Eu estava lendo o Kamasutra e fiquei impressionada com a obra. Que muitos só ligam a posições sexuais, mas existe um contexto histórico, vai além do sexo.

    Vou dá uma pesquisadas nos livros citados. Fiquei muito interessada.

    beijos

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  23. Lilian, eu gosto muito de erótico e a maioria das pessoas me julgam dizendo que eu gosto de "putaria", povo de mente pequena e fechada.
    É uma pena que o preconceito continue tão grande...
    Só conhecia o primeiro livro e o do Marques de Sade.
    Anotei os outros.

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  24. Muito bom! Para quem lê e gosta de escrever eróticos é bem legal ter essa base e estudar sobre o assunto. Pornografia é uma coisa, erotismo é outra. Temos de ter essa noção e precisamos parar de julgar quem lê/escreve como se soubéssemos a linha que separa cada coisa. Poucas pessoas sabem, mas ainda bem que posts como esse dão boas dicas. Beijos e sucesso!

    Carolina Gama

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    1. Talvez se você ler o primeiro livro indicado, te ajude a entender o que é literatura erótica e pornográfica, no fim, não há diferença, só pré-conceito.

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  25. Oiee
    Eu não gosto muito de leituras do gênero, não por preconceito mas por falta de interesse. Apesar de gostar de poesias eróticas ou que trate sobre o amor eros, é uma necessidade comi vc disse do ser humano é por vezes rotulamos esse tipo de leitura. Mas daria uma boa montagem de sequência didática para sala de aula. Sinto falta desse tipo de orientação e condução para os alunos.

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  26. eu adoro leituras eróticas, você podia ter indicado seu ebook ''fome'' ein? kk ia cair bem, ainda mais por misturar o erotismo a outro gênero.

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma

 

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual, alcoolismo, etc. A escritora mantém um blog literário e trabalha com educação.

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