Saúde da mulher, depressão e a literatura




24 abril 2017
By imagem - Head out - Raoni Redni


Os casos de depressão aumentaram quase 20% na última década, transformando-se na maior causa de incapacidade no mundo, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) que, para comemorar o Dia Mundial da Saúde de 2017, elegeu como tema a Depressão, sendo destaque a Depressão na Mulher, lembrado no dia 7 de abril em todo o Brasil. Segundo o órgão, mais de 350 milhões de pessoas são acometidas no mundo com o problema que afeta as mais diversas idades em diferentes faixas etárias. Entre estes 11,6 milhões são brasileiros que sofrem do distúrbio, ficando atrás apenas dos Estados Unidos da América. Segundo a OMS “É preciso educar melhor as pessoas a respeito da depressão e de outros distúrbios de humor. Depressão não é tristeza, é uma doença desafiadora, com altas taxas de mortalidade.”

A depressão se tornou um problema de saúde pública. Pessoas deprimidas costumam passar mais dias longe do trabalho, tornam-se, com mais frequência, clinicamente doentes, apresentam maior risco de suicídio do que as pessoas em geral, são menos produtivas, entre outros problemas. O Brasil é o país mais deprimido da América Latina, segundo a OMS.

A prevalência da depressão observada na população brasileira, tem variado de 5 a 9 % para mulheres e 2 a 3 % para homens. O risco desse transtorno durante a vida é de 10 a 25 % para mulheres e 5 a 12 % para os homens, o que coloca as mulheres, a partir da adolescência, com uma prevalência duas vezes maior que os homens. Os fatores biológicos e neuroendocrinológicos parecem desempenhar um papel importante na explicação na diferença entre os gêneros. Porém, os aspectos psicológicos e sociais são os principais fatores causadores da depressão.

Como uma das principais causas da depressão, estão as pressões socioeconômicas e culturais sofridas pela mulher, que sente a pressão social de ter que ser uma espécie de “Mulher Maravilha”, alguém de sucesso no trabalho, a esposa perfeita, a mãe ideal e ainda tem que ter bom físico e aparência perfeita. Essa pressão sem dúvidas contribui com à depressão. Mesmo reconhecendo as características e episódios passados, buscando ajuda médica com mais frequência que os homens, as mulheres ainda sofrem e tem dificuldade de encontrar apoio entre a família e amigos.




Com base nisso, selecionamos alguns títulos que tratam da temática direta ou indiretamente. Que seja na ficção ou numa linguagem mais acadêmica, mas não quer dizer que menos fluida, visto que é um tema que precisa ser desmistificado e entendido com consciência. O livro Depressão: corpo, mente e alma, por exemplo, explicita a diferença entre depressão e tristeza e modos de tratamento com Práticas integrativas e complementares. 


A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath


Dos subúrbios de Boston para uma prestigiosa universidade para moças. Do campus para um estágio em Nova York. O mundo parecia estar se abrindo para Esther Greenwood, entre o trabalho na redação de uma revista feminina e uma intensa vida social. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clinica psiquiátrica.
A Biblioteca Azul lança uma nova edição de A redoma de vidro, único romance da poeta americana Sylvia Plath. O título retorna às livrarias com tradução do escritor Chico Mattoso 51 anos depois da primeira publicação e do suicídio da autora, em 1963.

Lançado semanas antes da morte da poeta, o livro é repleto de referências autobiográficas. A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. A obra foi publicada na Inglaterra sob o pseudônimo Victoria Lucas, para preservar as pessoas que inspiraram seus personagens.
Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas A redoma de vidro segue atual. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a doença mental.

Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso. Esther tem uma visão muito crítica, às vezes ácida, da sociedade e de si mesma, mas aos poucos a indiferença se instaura, distanciando a moça do mundo à sua volta. Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia.
Ao lidar com sua depressão, Esther também realiza a transição de menina para uma jovem mulher. Mais que um relato sobre problemas mentais, A redoma de vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento.


Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf



Considerado uma obra-prima, Mrs. Dalloway conta uma história das mais simples, que poderia ser resumida de forma banal na expressão "um dia na vida de uma mulher". Através da percepção do que se passa em torno e dentro de Clarissa Dalloway, Virginia Woolf escreveu, na verdade, a história da crise de um indivíduo, de uma classe, de uma sociedade e a do próprio romance.








O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman


Este clássico da literatura feminista foi publicado originalmente em 1892, mas continua atual em suas questões. Escrito pela norte-americana Charlotte Perkins Gilman, ele narra, em primeira pessoa, a história de uma mulher forçada ao confinamento por seu marido e médico, que pretende curá-la de uma depressão nervosa passageira. Proibida de fazer qualquer esforço físico e mental, a protagonista fica obcecada pela estampa do papel de parede do seu quarto e acaba enlouquecendo de vez. Charlotte Perkins Gilman participou ativamente da luta pelos direitos das mulheres em sua época e é a autora do clássico tratado Women and Economics, uma das bíblias no movimento feminista. Esta edição de O papel de parede amarelo, que chega às livrarias pela José Olympio, traz prefácio da filósofa Marcia Tiburi.


Neblina, de Adalgisa Nery


O segundo romance de Adalgisa Nery, publicado pela primeira vez em 1972, tem como protagonista uma mulher que sofre uma complicação cirúrgica e fica acamada e emudecida. Fragilizada por essas dificuldades, essa personagem se mostra poética e incisiva ao mostrar o profundo desprezo pela própria família, que tenta se aproveitar de sua condição. Aqui, vemos o talento de Adalgisa para narrativas mais longas aflorar, em um texto verdadeiro, cuidadoso e original.‘Através de uma hábil composição literária, que capta os mistérios da nobre psicologia e os apresenta numa atmosfera de sonho lúcido, que assim posso dizer. É desses livros diferentes, que não se esgotam com a leitura. O abraço agradecido e o velho bem querer.’ - Carlos Drummond de Andrade.



Suicídio e os Desafios para a Psicologia



A publicação é fruto de dois debates online realizados pelo CFP sobre transcrição dos debates online “Suicídio: uma questão de saúde pública e um desafio para a Psicologia clínica” e “Suicídio: o luto dos sobreviventes”, realizados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em 24 de julho e no dia 21 agosto de 2013.
O objetivo é que o livro sirva de referência para as (os) psicólogas (os) que atuam na área, na formação de políticas públicas que busquem dar assistência à questão do suicídio com análises sociais e psicológicas aprofundadas, voltadas para dirimir esse tipo de situação.



A Loucura dos Outros, de Nara Vidal


O tempo morde tanto ou mais que a loucura nos contos breves e cortantes de Nara Vidal. A decrepitude está à espreita em cada esquina, em cada casamento acomodado, em cada frustração ou tédio. Intituladas com nomes de mulheres, as pequenas fábulas são humanas, de tão cruéis.

O que é ser “humano”, afinal, parece perguntar-se Nara a cada parágrafo. O que fazemos aqui? Existimos apenas para a reprodução e depois morrermos, insatisfeitos com a vida, como a mariposa Atlas no conto final, Íris?
O amor, neste livro duro, mas saborosíssimo, só vinga quando impossível, ou quando a morte o arrebata.
E aí só resta atear fogo às vestes com uma garrafa de rum e uma prosaica caixa de fósforos.



Ifigênia - Diário de uma jovem que escreveu porque estava entediada, de Teresa de la Parra


María Eugenia Alonso tem 18 anos quando perde o pai e precisa deixar a Europa, onde viveu por doze anos, para retornar a sua Venezuela natal. O impacto da troca de Paris, em plena efervescência cultural dos anos 1920, pela monótona e conservadora Caracas, onde ela vai morar com a tia e a avó, a inspira a registrar suas impressões em um diário. Esse é o mote de Ifigênia, diário de uma jovem que escreveu porque estava entediada, da venezuelana Teresa de La Parra (1889-1936), autora inédita no Brasil.
A nova vida de María Eugenia revela a realidade das mulheres na Venezuela no início do século XX, “submetidas a um modelo de resignação, quando nada mais lhes restava senão o ‘bom matrimônio’ com um homem de posses”, como descreve Tamara Sender, tradutora e autora do posfácio do livro. O contraste com a realidade de Paris e a crítica à posição da mulher na sociedade caraquenha da época fez com que Ifigênia – cujo título remete à heroína grega que simboliza o sacrifício feminino – se tornasse um dos ícones da literatura feminista latino-americana da primeira metade do século XX. Publicado inicialmente em Paris, em 1924, o livro escandalizou alguns leitores venezuelanos e foi considerado por moralistas como “pérfido e perigosíssimo na mão das moças contemporâneas”, como relatou a própria autora.

Teresa de La Parra, até hoje a única mulher escritora que repousa no Panteão Nacional da Venezuela, também viveu, como sua protagonista, entre a Europa e a Venezuela. Mas no sentido inverso. Filha de um diplomata venezuelano, nasceu em Paris, cresceu em uma fazenda nos arredores de Caracas e, após a morte do pai, mudou-se para a Espanha. Na contramão dos usos e costumes da época, não se casou e levou uma vida independente. Diagnosticada com uma grave doença no pulmão, passou os últimos anos de sua vida em sanatórios na Europa. Além de Ifigênia (de 1924, revisto em 1928), deixou o romance Las memórias de Mamá Blanca (1929), contos publicados na imprensa, cartas, fragmentos de diários e um volume com a transcrição de três conferências que proferiu em 1930 em Bogotá sobre a “influência das mulheres na formação da alma americana”.


Mulher Negra. Afetividade e Solidão


Este livro fala das mulheres negras, suas histórias, trajetórias e escolhas afetivo-sexuais. São narrativas de desejos, amores e de solidão, entrelaçadas as hierarquias raciais e de gênero escritas em suas experiências sociais. São mulheres comuns que lutam pela sobrevivência social e mulheres que gozam de grande prestígio simbólico e político. Apesar das adversidades entre elas, há algo em comum: ambas são sozinhas, sem parceiros afetivos fixos; ambas experimentaram em seu cotidiano situações de preconceito e de discriminação raciais, sociais e de gênero em vários espaços sociais e políticos, aos quais transitaram. A afetividade é o campo em que estas relações de dominação se manifestaram mais fortemente na sociedade baiana. Ela é a expressão da própria cultura contemporânea. Mas, foi através do corpo negro insurgente que estas mulheres ressignificaram as práticas de opressão: a solidão é o maior signo de sua insubordinação, poder e liberdade. A solidão ganha vários sentidos e significações. É sobre essas teias de significados que este livro procura interpretar.



Reino dos bichos e dos animais é o meu nome

 

Stela do Patrocínio nasceu em 9 de janeiro de 1941. Interna desde 1962 da Colônia Psiquiátrica Juliano Moreira, impressionou a artista plástica Neli Gutmacher e seu grupo de alunos, que gravaram as conversas que constam no livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome (2001, Azougue Editorial. Faleceu em 1997, na mesma Colônia onde passou vinte e cinco anos. Viviane Mosé é capixaba e mora no Rio de Janeiro desde 1992. É psicóloga e psicanalista, mestra e doutoranda em filosofia pleo IFCS-UFRJ. Têm publicados os livros, Escritos (1990, Imã, Sub-Reitoria Comunitária UFES), Toda Palavra (1997, Sette Letras) e Pensamento Chão (2001, Sette Letras). É professora de Filosofia e Psicanálise na Universidade Salgado Oliveira, em Niterói. Trata-se de um livro assombroso – pela beleza e pelos sobressaltos que provoca. Um século de psicanálise já deixou bem claro o quão tênues podem ser os limites entre razão e loucura. Ainda assim, flagrar lucidez na verborragia aparentemente caótica de Stela desperta profunda inquietação. Armando Antenore, Folha de São Paulo Eu era gases puro, ar, espaço vazio, tempo Eu era ar, espaço vazio, tempo E gases puro, assim, ó, espaço vazio, ó Eu não tinha formação Não tinha formatura Não tinha onde fazer cabeça Fazer braço, fazer corpo Fazer orelha, fazer nariz Fazer céu da boca, fazer falatório Fazer músculo, fazer dente. Eu não tinha onde fazer nada dessas coisas Fazer cabeça, pensar em alguma coisa Ser útil, inteligente, ser raciocínio Não tinha onde tirar nada disso Eu era espaço vazio puro. 



 Depressão - Causas e Tratamento, de Aaron T. Beck; Brad A. Alford


Neste livro os autores examinam testes científicos selecionados e ensaios clínicos controlados e randomizados que deram destaque à eficácia da abordagem cognitiva; abordam o papel terapêutico de substâncias revolucionárias, da terapia eletroconvulsiva e da estimulação magnética transcraniana em relação às abordagens cognitivas; exploram as pesquisas sobre teorias neurotróficas e de neurogênese da depressão; relatam os avanços no tratamento psicossocial da depressão, incluindo o valor da terapia cognitiva na prevenção de recaída.




O Livro de Referência para a Depressão Infantil, de Miller, Jeffrey A.



O Livro de Referência para a Depressão Infantil é um guia compassivo, que fornece informações e considerações valiosas sobre os motivos pelos quais as crianças ficam deprimidas, como identificar os sintomas e onde encontrar o tratamento adequado.O Dr.Jeffrey A. Miller examina como a depressão que se manifesta durante os estágios de desenvolvimento no começo e no final e na adolescência. Ele discute os aspectos da depressão relacionados ao desenvolvimento, comportamento, cognição e biologia, assim como os diferentes estágios da psicoterapia e do aconselhamento, antidepressivos comuns e escolha de tratamentos.



 Depressão: Corpo, Mente e Alma, de Wagner Luis Garcia Teodoro


Este livro digital aborda o tema Depressão de forma abrangente ressaltando os aspectos orgânicos, psicológicos e espirituais. Oferece informações sobre os sintomas, dados estatísticos, as possíveis causas, os recursos terapêuticos disponíveis, dicas para a superação do Transtorno Depressivo e reflexões sobre a alegria de viver.






Disponível em PDF AQUI ou no site do autor AQUI

34 comentários:

  1. Poxa fiquei bastante interessada nesse livros que tu trouxeste, muitas das vezes a depressão da mulher dessa maneira é até deixada de lado e levada como brincadeira, ótima postagem.
    Beijinhos

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  2. Primeiro: amei o post, achei informativo e sem exageros de números que sabemos bem que quase ninguém se importa enquanto não é com ela. Depressão é uma doença séria, e hoje é usada e falada como brincadeira, super concordo com o quote de que tristeza não é depressão e muitos confundem isso, e o mais triste é saber que atinge mais as mulheres e que os fatores sociais são os mais pesados nisso =/
    Segundo: arrasou nas indicações, um você já tinha indicado e eu já tenho no kindle, agora baixarei o outro kkk.

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  3. Ou Lilian, que tristeza estes dados, pior ainda ê saber que isso pode acontecer bem ao seu lado e você nem perceber. Parabéns pela postagem, uma pena que seja um assunto tão triste. Vou a anotar suas dicas de leitura.
    Bjs, Rose

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  4. Coloquei quase todas as indicações de livros na minha lista de livros que quero ler no Skoob, não sei quando vou conseguir lê-los mas se tornou uma das minhas metas. Amei seu post, super informativo e bem feito <3

    Beijos ♡
    misinwonderland.blogspot.com

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  5. Oi, Lilian!
    Parabéns pelo post! Está demais: completo, com bastante informação importante e ainda com literatura.
    Muitos ainda tratam a depressão como uma simples tristeza, ou pior, frescura. Às vezes leio cada coisa... Coisas do tipo "Na minha época não tinha isso" ou falando como se fosse algo que um tapa pudesse curar. Depressão é coisa séria. É uma doença.
    Super concordo que um dos fatores que mais contribuem é a pressão socioeconômica e cultural.

    Beijoos!

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  6. Olá!! :)

    Eu não conhecia nenhum dos livros citados, a exceção de "O Papel de Parede Amarelo"! :) E vou procurar os outros também, pode ser que algum me desperte curiosidade!

    Bem, bom post, com informação relevante e livros!! :) hehe

    Boas leituras!! ;)
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

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  7. Realmente é uma assunto que deve ser debatido por toda a sociedade. Depressão não é tristeza, é doença e pode ser tratada. Porém por ser uma doença silenciosa, que os sintomas não se manifestam da mesma forma que uma gripe, acaba sendo deixada de lado e acabam dizendo que é frescura. Para o depressivo já é difícil admitir e entender que está doente e ainda com todo o preconceito da sociedade se torna uma vergonha. Não é vergonha estar doente e a sociedade precisa tomar ciência do problema.

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  8. Quero fazer psicologia, e esse assunto chama muito a minha atenção, anotei alguns desses livros para poder ler. Infelizmente esse é um assunto que muitos tem medo de comentar e acabam deixando de lado, entretanto temos que tirar esse medo e utilizar nossa voz para combater isso. Adorei o post.

    Bjs,
    Garota Perdida nos Livros
    Garota Perdida nos Livros

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  9. Achei muito bacana a forma como você abordou o assunto, faço psicologia e ainda vejo alguns assunto sendo vistos de forma errada e prejudicial ao um outro ponto, outra pessoa que é afetada por isso diretamente, enfim alguns desses títulos na queria ler, um deles é papel de parede amarelo e suicídio.
    Muito bom seu tato.
    Parabéns

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  10. Redoma de Vidro está na lista de livros que eu preciso ler e que vou ler em algum momento da vida. Ainda não li por sentir que não é a hora. Achei interessante a abordagem sobre o assunto e os livros indicados.

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  11. Olá,

    Apesar de ser um assunto muito triste, eu gosto de história que o abordam. Por tanto, adorei a sua matéria, me deixou mais por dentro dos dados e me indicou obras aparentemente ótimas. Ultimamente venho conhecendo livros sobre pessoas depressivas que cometeram suicídios (não é Os 13 Porquês), e isso vem me agravando bastante!

    → desencaixados.com

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  12. Oi Lilian.

    Adorei a postagem, pois trouxe um assunto muito importante que não pode deixar de lado. Confesso que o único livro que conheço e tenho na lista é o Mr. Dalloway e adicionei os outros na lista de desejados. Quero conhecer mais história que abordam esse tema.

    Bjos

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  13. Oi, tudo bem?
    Mais uma postagem bem escrita e com conteúdo. Parabéns por trazer um assunto tão sério e que vem afetando a vida de muitos. Nos últimos tempos, esses tipos de livro tem me chamado muito atenção, talvez por eu me identificar, ou sei lá. Vou anotar algumas dicas.

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  14. Adorei a postagem, é sempre bom trazer esses tópicos a tona, pois a conscientização é algo muito importante, depressão é doença e não frescura como muitos dizem por aí, tem que ser tratada. Muito interessantes os livros citado, anotei alguns nomes para ver se consigo ler. Bjs

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  15. Achei seu post bem interessante e válido. Não sabia desses dados que você destacou e da forma como o Brasil é colocado segundo a OMS. Esse é um assunto que precisa ser tratado com mais seriedade e esse estalar de dedos é necessário para que o assunto seja melhor discutido. Não conhecia a maioria dos livros que você indicou, mas já anotei alguns aqui. Parabéns pelo post.
    Bjim!
    Tammy

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  16. Oie
    Achei muito bacana seu post. Bem informativo e eloquente.
    Infelizmente, concordo com você q muitas pessoas têm tratado esse assunto como brincadeira e quase sempre acham que a pessoa com depressão quer chamar atenção. Triste
    Achei bem interessante as dicas de livros que falam sobre o tema. Ainda não li os que citou, mas já anotei aqui alguns títulos.
    Mais uma vez, parabéns pelo post.
    Bjo

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  17. Oie amore,
    Que conteúdo mara... cheio de conhecimentos!
    Não conhecia até então os livros, até anotei umas dicas por aqui!
    Beijokas!

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  18. Achei o post de extrema importância e necessidade. A depressão existe e precisa ser discutida , para que aumente a prevenção e tratamento. É muito bom saber que autores como Virgina Woolf trabalham essa temática, e sem dúvida anotei diversos títulos para conhecer melhor. Beijos !

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  19. Olá, realmente a depressão tem crescido bastante, especialmente aqui no Brasil e é comum conhecermos alguém que tem ou já teve. Conheci uma senhora que tem depressão, eu a vi definhar de uma forma que ela ficou quase irreconhecível, e como a conheci antes do problema, foi muito difícil vê-la naquele estado. Ela é mãe de uma conhecida e hoje eu mantenho um contato com ela pelo Whatsapp e tem sido muito gratificante poder, por mais simplório que seja, ajudá-la a se recompor, sei lá... Adorei as dicas de leitura, vou escolher pelo menos um deles para me aprofundar no assunto. Bjs

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  20. Olá, tudo bem?
    Como é triste ver esses dados. E o pior é perceber que ainda faltam debates sérios sobre esse assunto e que muitas pessoas com depressão não recebem o apoio e ajuda que precisam.
    Não li nenhum dos livros indicados e, não sei se pretendo ler, pois é um tema muito doloroso e não sei se estou em um momento adequado para leituras tão intensas. No entanto, tenho certeza de que são ótimas indicações e não descarto ler mais para frente.
    Beijos!

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  21. Olá Lilian, tudo bem?

    A sua publicação ficou muito boa, é triste ver que a depressão tem aumentado de forma considerável e ainda é pouco discutida, pois é um assunto sério que requer atenção. Gostei da sua lista, principalmente por ter Sylvia Plath e Virgina W.
    Beijos

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  22. Ótima postagem. Nunca é demais esse tipo de matéria, pois devemos alertar as pessoas, fazê-las observar mais os entes, amigos, conhecidos em sua volta. E jamais tratar um doente de depressão com descaso, zombaria ou simplesmente ignorar os sinais. Eu tomei por 4 anos remédios antidepressivos e antiansiedade. Foi uma fase difícil, do qual não tive muito a quem me apoiar já que minha batalha era solitária... Enfim.
    Gostei também da lista de livros apresentada aqui. Apesar de não ter lido nenhum deles, já deixarei anotado para o futuro.
    Nizete
    Cia do leitor

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  23. Olá Lilian, sua introdução da postagem ficou bem bacana e as dicas de leituras são bacanas principalmente por cada uma abordar a depressão de uma forma, pelo menos é o que parece pelas sinopses.

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  24. Oi, tudo bem?
    A depressão é uma doença muito importante para ser debatida mesmo e realmente toda essa pressão que nós, mulheres, sofremos contribui com a depressão e como é um tema sério é importante que seja cada vez mais abordado em livros, filmes, séries, etc, né? Enfim, gostei bastante das suas dicas de leitura, vou marcar algumas.

    Beijos :*

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  25. Tema super sério, então é muito bom ver que você trouxe indicação literárias relevantes. Confesso que não li nenhumas das obras, mas já ouvir muitos comentários positivos a respeito da obra de Sylvia Plath e Charlotte Perkins.

    Beijos

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  26. Belíssima publicação tenho que dizer. Sei muito bem como é isso é como é desgastsnte. Seria melhor que tudo mudasse. Mas sabemos que isto está longe ou nunca irá acontecer. Parabéns pela seleção e indicação.

    Beijos.

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  27. Olá!
    Como trabalho com profissionais da saúde, sei da importância de se falar sobre a depressão, principalmente no âmbito feminino. Já salvei esse post.

    Beijos!
    Gatita&Cia.

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  28. Olá!
    Esse tema é bem delicado para mim, então adorei a abordagem que você tomou, sem falar nos livros que você nos trouxe, tenho muita curiosidade com o da Virginia Woolf, e é o que mais me chama a atenção.
    Beijos.

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  29. Oiii

    Baita Post!
    Dos que você listou eu já li Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf. Quero muito ler A redoma de vidro!
    Bjus

    ResponderExcluir
  30. Oie
    ai meu deus como não amar esse post, adorei a ideia de você e os livros que indicaram, eu ja li O papel de parede amarelo e é sensacional, sou louca para ler A redoma de vidro, esta nos meus desejados há tempos

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  31. Oi,

    Que post interessante 😍 os títulos me chamaram bastante atenção ainda mais por tratar de algo tão delicado.
    Vou anotar as dicas e conhecer um pouco mais sobre este tema.

    Beijos

    ResponderExcluir
  32. Oi,

    Que post interessante 😍 os títulos me chamaram bastante atenção ainda mais por tratar de algo tão delicado.
    Vou anotar as dicas e conhecer um pouco mais sobre este tema.

    Beijos

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  33. Olá!
    Infelizmente essa é a doença do século e a cada dias mais pessoas tem ela. Eu mesmo já tive depressão pós-parto e o que era para ser um momento de pura felicidade se tornou uma tristeza para mim, isso me entristece até hoje pois perdi os primeiros dias do meu filho. Todos nós devemos conhecer as causas e a forma de ajudar as pessoas que passam por esse problema. Gostei muito das dicas dos livros e pretendo ler para saber mais da doença.
    Beijinhos!

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  34. Adorei as indicações de livros e o tema do post, pois já convivi com uma pessoa depressiva em casa e sei o quanto é difícil tanto para a pessoa quando para quem está à nossa volta. Espero ter a oportunidade de ler todas as indicações de livros. Beijos.

    www.v3rsosdaalma.blogspot.com

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país.

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