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Resenha - Um livro de abraçar, de Bruno Paulino





Bruno Paulino, no livro A menina da chuva, edição independente, não faz segredos, ele apresenta aos leitores o sabor da simplicidade da vida. A sensação ao ler é que estava defronte a um abraço coletivo que também precisa do meu abraço.

Quando nos despomos a expor na literatura a afetividade sem romantismo, isso exige dedicação para não se perder na aspereza da rotina. Em 131 páginas de crônicas, Bruno apresenta o sublime que por vezes passam despercebidos, como um banho de chuva que desencadeia memórias

“Debruçada na janela, olhava solitária os pingos que escorriam. Sentiu o cheiro da chuva que a levou de volta à infância. Ouviu o barulho da chuva tocando suavemente o chão e que trazia uma calma tão distante, que nunca mais experimentava. Lembrou-se dos banhos de chuva com outras crianças, na sua cidadezinha natal, no pátio da igreja Matriz com suas bicas de jacarés jorrando água pura. Bateu-lhe uma imensa saudade daqueles dias.”

A chuva que pode ser somente o gatilho para gesto automático de abrir o guarda-chuva ou de se proteger, também pode ser o encontro com as origens esquecido no concreto da cidade.

“Uma vontade de correr para a rua invadiu-a. Precisava sentir a chuva. Não entendi por que as pessoas na cidade grande não gostavam de chuva.”

A menina da chuva não é sobre coisas, é sobre ser no mundo, sobre o que selecionamos na memória e na alma, os amigos que encontramos e reencontramos, a sabedoria dos mais velhos que chega pelo afeto. “Avó é relíquia e não tem dinheiro que pague”.  É um testemunho sobre infinitas possibilidades da intuição entre a razão e a emoção.

10 comentários:

  1. Oii, tudo bem?

    Nossa, fiquei apaixonada com o livro e com a sua resenha. Achei o primeiro quote de uma sensibilidade fascinante, gosto de pensar e refletir sobre coisas justamente assim, sobre o que selecionamos na memória e na alma.

    Vou colocar o livro na minha lista de desejados.
    Obrigada por compartilhar!!
    Beijinhos!!

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  2. Parece ser uma leitura bem sensível e eu gostei bastante dessa capa, é muito fofa e lindinha. Vou anotar a dica de leitura, adorei saber mais sobre a obra!
    beijos

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  3. Oi,

    NOSSA,que sensibilidade esse livro traz para o leitor que traz a maravilhosa sensação de ser abraçar pela leitura.
    Anotando a dica dessa leitura nacional!


    Beijos!

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  4. Parece ser um livro gostoso de ser lido e acho que eu teria uma boa experiência com ele. Adorei a capa e o título. Gostei muito de ver sua opinião sobre a obra!

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  5. Olá, tudo bem?
    Que capa mais linda e sensível tem esse livro, apesar de nunca ter lido nada sobre ele fiquei curiosa para conhecer a história, parece ser o tipo de livro que nos deixa com o coração quentinho e muitas ideias na mente.

    Beijos e Abraços Vivi
    Resenhas da Viviane

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  6. Ola que capa linda, a obra é novidade para mim, adorei conhecer melhor, gostei muito de saber os aprendizado que a leitura nos proporciona, beijos!

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  7. Olá!
    Realmente até o titulo do livro remete a simplicidade da vida! Não conhecia o livro mas já fiquei apaixonada e tenho certeza que vou me apaixonar mais ainda ao ler este livro tão cheio de reflexões.
    Beijos

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  8. Deve ter sido uma leitura gostosa e enriquecedora que fizeste, achei o máximo de saber que foi uma leitura sobre o mundo e não sobre si, e uma edição tão amável.
    Bjs

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  9. Olá, tudo bem? Adorei como a leitura pode nos trazer sentimentos a mais quando o lemos. Não conhecia a obra, porém gostei de ver sua profundidade. Dica anotada! Aliás, a edição pela foto parecer ser bem bonita!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com

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  10. Que livro mais singelo, simples e importante! Eu gosto muito quando os livros abordam mais do que o ter, o ser. Também gostei muito dos trechos que você selecionou para a resenha. Vou anotar a dica!
    Beijos ♥

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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