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Resenha – Escuta, Zé Ninguém





Wilhelm Reich escreveu Escuta, Zé Ninguém em 1946, não com o propósito científico, porém, tornou-se um documento histórico e capaz de explicar o homem alienado, que se baseia no senso comum, em falácias e intrigas, “a miséria da existência humana”.  

Zé Ninguém é aquele que tem medo da verdade e por causa disso, não compreende o que fazer com a liberdade, aprisionado em seus próprios temores, precisa que a verdade seja dita por outros (ou instituições). Ou seja, Zé Ninguém é um ser medíocre, que foge da responsabilidade, limitado, que precisa que outros assumam o poder de sua própria vida, “A liberdade de ser escravo de quem quer que seja”.  



Zé Ninguém não está interessado em ouvir a verdade de si próprio. Não deseja assumir a grande responsabilidade que lhe cabe, quer queira quer não. Quer permanecer o que é ou, quando muito, tornar-se um desses grandes homens medíocres – ser rico, chefe de um partido, da Associação dos Veteranos de Guerra ou secretário da Sociedade de Promoção Moral Pública.

O Zé Ninguém é um ser de causar medo, “Porque é de ti que depende o futuro da humanidade”. O Zé Ninguém tem uma alma adoecida e consequentemente adoece a sociedade e transforma homens medíocres em opressores. Mas quem de nós, um dia, não foi um Zé Ninguém como tantos outros, uma arma letal ambulante? Assim é o Zé Ninguém, mata os amigos enquanto beija a mão dos inimigos.

19 comentários:

  1. "O passado não só não morreu como não passou"

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  2. Oi Lilian!

    Vivendo nos tempos que estamos vivendo, essa sem duvidas deve ter sido uma leitura bem proveitosa e de certa forma esclarecedora, o melhor é que o livro envelheceu bem né? E mesmo tendo passado tantos anos ele se faz totalmente atual e relevante!!

    Beijos!
    Eita Já Li

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  3. Oi Lilian.

    Sua resenha apresenta uma leitura marcante e um clássico bastante atual. Com certeza vou dar uma chance para este livro. Parabéns pela resenha e obrigada pela indicação da dica. Eu fiquei bem curiosa para lê -lo.

    Bjos

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  4. Opa, tudo bem por aí?

    Adorei a sua resenha: ela foi direto ao ponto e apresentou ao leitor uma obra incrível. Deve ter sido realmente uma leitura deveras proveitosa e espero que, nessa quarentena, realize mais leituras assim e também as compartilhe conosco. Fiquei bem interessado na obra, viu.

    Abraços! ♥
    www.acampamentodaleitura.com

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  5. Incrível é ver um livro de 1946 representar TANTO o que estamos vivendo.
    Gostei da premissa, sua resenha (como sempre) despertou o meu interesse pela leitura

    Sai da Minha Lente

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  6. Nossa, parece ser um livro completamente atemporal, mesmo com tantos anos de sua publicação ele continua tão atual. Não conhecia a obra e agora você me deixou curiosa

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  7. Eu preciso reler, preciso ter essa edição pra chamar de minha. Outro dia vi num sebo em Recife e só não trouxe pq acabei escolhendo Os demônios de loudun. Mas a próxima visita lá vai ser ele que vou trazer.
    Uma leitura que parece um soco nos testículos. Até pra quem não tem culhoes, sente o impacto hahah

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  8. Olá!
    Morro de medo de ser um Zé ninguém e não me dá conta disso... Confesso que não conhecia nem obra e nem autor, mas a sua resenha, muito poética e bem elaborada, me cativou a lê-lo. Foi direto pra lista de desejos do skoob.

    Abraços
    www.blogdecaranasletras.blogpost.com

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  9. Olá!
    Todos nós conhecemos algum Zé Ninguém.
    Não conheço o autor mas vai tá na minha listinha de pendências. Haha
    Também tenho muito medo de algum dia me tornar um De Ninguém, mas medo é um terror coletivo, né. Vamos ter sempre de alguma coisa.
    Adorei a resenha, até a próxima

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  10. É... E assim segue a vida com os Zé Ninguém cada vez mais poderosos em uma sociedade que se apega ao superficial de maneira muito forte.

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  11. A ideia do livro é muito interessante ainda mais agora que temos milhares de pessoas alienadas pelas instituições, porque não querem ou não sabem perguntar, e preferem ouvir alguém dizer o que fazer do que aprender como faz. Não é um livro que leria, mas eu realmente achei bem legal a ideia.
    Beijo!
    http://www.capitulotreze.com.br/

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  12. Cruzes! Nunca me senti tão atualizada quanto lendo o resumo desse livro! Sério! Fico boba com vários livros escritos há tanto tempo, mas a gente consegue não evoluir, ao ponto de que esses livros antigos nos traduzam ainda hoje. =s
    Dá realmente muito medo!

    Mundinho da Hanna
    Pinterest | Instagram | Skoob

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  13. Enquanto eu lia, só conseguia pensar que eu ia comentar que todos nós somos um pouco Zé Ninguém em algum momento da vida, mas você fechou com essa tão triste constatação. Que baita post interessante. Gostei daqui, voltarei!

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  14. Foi ótimo poder conhecer essa leitura através da sua resenha bem objetiva. Muito legal que mesmo sem essa pretensão,
    tornou-se um documento histórico. Interessante essa proposta de explicar o homem alienado, cujo baseia-se no senso comum, intrigas e em falácias. Ótimo encontrar algo que aborda esse assunto tão bem.

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  15. Olá! Como vai?? Espero que bem! Bom, retirei do seu texto uma parte que me chamou: "...um ser medíocre, que foge da responsabilidade, limitado...". É algo de arrepiar porque mesmo nos dias de hoje ainda nos deparamos com tantas pessoas assim, limitadas, e, atualmente, infelizmente, a alguns, as redes sociais se fazem presentes, infelizmente, meio que abitolando-as. Uma escrita de 1946, século XX, mas tão presente nos dias de hoje!

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  16. Oi, tudo bem? Achei interessante a proposta do livro. Apesar de a edição não ser muito chamativa o segundo parágrafo já nos faz refletir. Muitas pessoas têm medo de tomar as rédeas da própria vida e esperam que outros tomem decisões por elas. Alguns levam com a barriga, ou ainda dizem que tudo o que acontece é força do destino. Uma pena. Todos deveríamos ter ciência do que fazer e para onde seguir. Um abraço, Érika =^.^=

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  17. Nossa que livro atual mesmo sendo tao antigo. Como voce mesmo falou todos temos um pouco de ze ninguem e temos que ficar sempre vigilante com ele

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  18. Oi Lilian, tudo bem?
    O que eu posso falar dessa postagem? Primeiro, eu não conhecia o livro, nem tinha ideia da existência (falha épica minha). Segundo, que premissa tão atual e tão semelhante à realidade de hoje! Como pode isso, meu Deus? Não sei se fico feliz por alguém já ter falado disso em 1946 ou arrasada porque isso acontece ainda hoje.
    Um beijo de fogo e gelo da Lady Trotsky...
    http://www.osvampirosportenhos.com.br

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

@Poesianaalma