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Resenha – O Jardim Secreto


 


O Jardim Secreto, de Frances Hodgson Burnett, Editora Zahar, é um clássico que talvez, comporte as necessidades de crianças e adultos. Publicado como livro originalmente em 1911, ainda hoje, a obra se mantem atual. Além disso, ao longo do tempo, o livro ganhou versões adaptadas para o teatro, TV ou cinema, sendo a mais atual no ano de 2020.

 

Apesar de uma história simples, a simbologia contida nas entrelinhas é o que torna a obra atual. Mary, uma criança solitária, apática e mimada, após a morte dos pais, na Índia, é lavada para Mansão do único parente vivo na Inglaterra. Conforme começa a explorar o local e conviver com os empregados da casa, Mery começa a mudar sua perspectiva de vida, passa a se alimentar, ganha peso e vitalidade e se torna mais amável. Atraída pelo jardim da casa fechado há mais de dez anos, a saga dessa jovem criança começa e sua vida muda completamente.

 


Aos poucos, Mery começa a contar nos dedos quantas pessoas ela possui um vínculo afetivo, em suas palavras, ela passa a gostar. Entre essas pessoas, há uma segunda criança, Dickon, irmão de Martha (empregada responsável por cuidar de Mery). Dickon é alegre, saudável e querido por todos na cidade, ele também é querido pelos animais e plantas.

 

Por fim, da forma mais inusitada, Mery conhece Colin, seu primo de mesma idade que vive isolado do resto do mundo, acreditando que irá morrer a qualquer momento, assim como Mery, solitário, apático e mimado.

 

Essas três crianças descobrem a magia ao se reconectarem a natureza, ao darem ‘vida’ ao Jardim Secreto que pertence somente a eles e seus sonhos. O segredo de um jardim, muito bem guardado, gera desconfiança nos adultos que não sabem o que acontece com as crianças que vão recuperando a vitalidade e alegria conforme os dias passam.

 

Assim, quando os vínculos começam a ser formados e a conexão de duas crianças feridas com a natureza e uma criança feliz, a libertAção se materializa. As experiências dolorosas começam a dar espaço a novas experiências e a realidade permeada pelo sofrimento perde destaque e assim como o Jardim que dia após dia ganha cuidados, pássaros, flores, adubo, etc., o espírito da tríade formada por Mery, Dickon e Colin,  ganha criatividade, sensibilidade, afeto, alegria, espontaneidade, magia e amor, tudo com muita brincadeira.

3 comentários:

  1. deve ser uma leitura linda. tenho o livro aqui, mas ainda não tive vibe pra pegar e fazer a leitura. eu gosto muito do filme, vi bastante quando era criança...

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  2. Olá, que edição linda essa da foto, eu sempre quis ler essa obra, está na lista de desejados da amazon tem um tempo, mais por algum motivo me esqueci do livro. Adorei retomar algumas considerações sobre a leitura por aqui, espero ler em breve!

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  3. que lindo *-* que resenha linda lilis, bem algo esperado de ti e mais ainda encantador a ponto de reforçar meu desejo em ler esse livro, mesmo não tendo recebido já garanti meu ebook pra ler <3

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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