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Resenha – Cem Sonetos de Amor

 



O aclamado poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973), em Cem Sonetos de amor, L&PM Editora, cristaliza o amor ao destinar a obra à Matilde Urrutia, sua esposa. Dividido em quatro partes: manhã, meio-dia, tarde e noite, Neruda explora elementos da natureza para dar vazão aos seus sentimentos.

 

Assim estabelecidas minhas razões de amor te entrego esta centúria: sonetos de madeira que só se levantaram porque lhes deste a vida.

 

Pela Manhã, Matilde é nome de planta, amor, recordação, paixão, desejo, suavidade, plenitude. Ao meio-dia, Matilde é quente, ardente, “Nossos beijos errantes percorreram o mundo”, tanto o ser amado como o poeta são unos na personificação da paixão, e do desejo que se materializam.

 

(...)

 

Por isso, amor, tua boca, teu pé, tua luz, tuas pernas,

foram o patrimônio da vida, os dons

sagrados da chuva, da natureza

 

que recebe e levanta a gravidez do grão,

a tempestade secreta do vinho nas cantinas,

a chama do cereal no solo.

 


E quando a tarde chega, quando as forças da paixão suavizam, o poeta explora a sombra desse amor.

 

(...)

 

O amor soube então que era se chamava amor.

E quando levantei meus olhos a teu nome

teu coração logo dispôs de meu caminho.

 

E ao cair da noite, o poeta chama sua amada, “ De noite, amada, teu coração ao meu e que eles no sonho derrotem as trevas”. Nerruda foi grande e inteiro em sua obra, imortaliza a mulher amada pelo poema e pela força da natureza que é vasta, violenta e cheias de mistérios aos olhos humanos.


4 comentários:

  1. Oi Lilian.

    Eu acho que ainda não li nada da literatura chinela. Como não tenho costume de ler Sonetos e poemas, muitas vezes eu fico de fora dos assuntos do gênero. Mas gostei de conhecer um pouco sobre o autor e sua obra. Deixou uma vontade de ler a obra.

    Bjos

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  2. as várias facetas da msma mulher <3
    gosto de como essa mulher é descrita ao longo do mesmo dia, tendo diferentes facetas sendo contadas.

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  3. Olá,
    Interessante o ponto de vista e as comparações do amor.

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O Poesia na Alma pertence ao universo da literatura livre, como um bicho solto, sem dono e nem freios. Escandalosamente poéticos, a literatura é o ar que enche nossos pulmões, cumprindo mais que uma função social e de empoderamento; fazendo rebuliço celular e sexo com a linguagem.

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